Nesta semana uma reportagem assustou e trouxe uma reflexão importante sobre tecnologia: Uma servidora do Tribunal de Justiça do Amazonas retirou o nome do noivo do SPC com a assinatura eletronica do juiz.

Leia a notícia completa aqui.

O que aconteceu foi o que em muitos lugares temos notícia de acontecer: A tecnologia atropela o judiciário (e muitos advogados também) e as alternativas são assessores, colegas, amigos que possam operar a tecnologia para aquele que se julga inapto de utilizá-la.

Tivemos no RS um caso curioso que tive acesso: Um juiz do interior disse que não iria usar o BacenJUD (penhora on line) porque não sabia operar, ou seja, ele tinha acesso, tinha a senha, mas por não saber operar, não ia usar. Pelo menos este foi consciente que ele (juiz) é que devia usar e não um assessor qualquer.

Por óbvio, ululante, diáfano que nem todos assessores agem como a pessoa da reportagem. Contudo, quantos tribunais, comarcas são os assessores que usam as assinaturas digitais dos juízes?

A tecnologia deveria ampliar a comunicação, quebrar barreiras, tornar o judiciário mais justo. Mas, parece que em alguns casos estamos ficando refém dela.

A mesma situação estão passando os advogados. Basta falar em processo eletrônico/virtual para deixar muitos com cabelo em pé.

Certificação digital para alguns é grego. Escaner parece coisa do futuro.

Esta é uma realidade (processo virtual) que não irá mudar. Veio para ficar. Veio para agilizar o processo e talvez agilizar a justiça. Contudo, ainda temos muito o que ver e falar destas mudanças.

A solução (e não existe apenas uma) passa pela qualificação profissional/tecnologica dos usuários, bem como conscientização que a tecnologia veio para auxiliar e não para atrapalhar (embora as vezes não pareça bem assim).

E para você? Como a tecnologia impacta no seu dia a dia?

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Pelo menos nos EUA é. Um interessante livro encontrei na American Association Bar: Virtual Law Practice: How to Deliver Legal Services Online. Acesse aqui.

No Brasil isto seria impossível. Por que? Porque as nossas regras éticas dizem que a pessoalidade é insubstituível.

Eu particularmente concordo. A pessoalidade é insubstituível.

Agora, o que é pessoalidade para o Código de Ética?

Ao meu ver, é a relação única, direta entre o advogado e o seu cliente.

Há mil coisas que precisamos estar presentes para que sejam melhores que as virtuais, a exemplo de um beijo. Nada melhor que os lábios quentes do que apenas um beijo virtual… Mas, problemas reais, problemas virtuais, realmente não podem ser relatados através de uma conversa eletronica, seja por voz ou escrita?

Apesar de hoje no Brasil ser uma infração ética, penso que estamos caminhando para esta realidade eletronica. Aliás, o assunto não é novo. Já escrevi sobre isto em 2009. Acesse aqui.

Parece um sonho… Atender clientes virtualmente, sem megas estruturas nem custos… Agora então numa época de processo virtual, nada parece mais propício!

Será mesmo?

Por mais que veja que o caminho será eletronico, uma vez que cada vez mais os relacionamentos estão existindo de forma eletronica, negócios estão sendo forjados e fechados de maneira on line, atender somente on line pode e terá seus riscos e prejuízos.

Ao conversarmos com o cliente pessoalmente, verificamos seus jeitos, trejeitos, olhares, interesses, enfim, analisamos o sujeito. Através de um email isto é impossível.

Ao conversarmos com o cliente pessoalmente podemos compreender suas reais necessidades e não apenas aquilo que ele quis dizer numa mensagem eletronica.

A pessoalidade é importante e fundamental. De outra banda, as relações eletronicas evoluem dia após dia. Não podemos deixar para amanhã para analisar estas realidades já existentes no mercado.

Ignorar que podemos conhecer clientes em grupos do LinkedIn ou no Facebook é tapar o sol com a peneira.

A pergunta que não quer calar é: Quando teremos uma advocacia virtual e em que termos?

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Peço licença nesta segunda-feira,

Para fazer algo diferente,

Diverso do trivial,

Talvez sem igual;

Hoje quero falar de poesia,

Hoje quero divagar sobre gestão e tecnologia,

Expor o quanto é belo o mercado,

Em como podemos ser felizes no atual estado;

 

A gestão é onde tudo inicia,

Com planejamento podemos voar onde antes nada havia,

Com execução chegamos ao sucesso,

E com monitoramento é que tudo se ajusta;

 

Nada na vida é por acaso,

O trabalho é que faz o sucesso se avizinhar,

Com amor, dedicação e verdade,

Seu caminho há de brilhar!

 

Não desista de seus sonhos,

Sempre lute e lute,

Com trabalho, perseverança e vontade,

Tudo se realiza a vontade!

 

O mesmo serve para tecnologia,

Deve ser uma aliada, uma amiga,

Ser usada com razão,

Ser usada sem perdão!

 

Sem tecnologia a gestão é manca,

Sem gestão a tecnologia é cega,

Uma depende da outra para o sucesso,

Ambas fundamentais no empresariado moderno!

Ficam então as dicas finais,

Aproveite o planejamento e escreva/digite/anote tudo,

Execute com atenção e monitore tudo,

Pois será o tudo que fizeres que trará resultado,

O sucesso é somente um aliado,

A gestão e tecnologia é que são o grande achado!

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Você sabe o que são dados na nuvem? São arquivos seus (emails, arquivos de texto, planilhas, etc) que ficam armazenados na internet e não no seu computador.

Na verdade não é na internet, eles ficam armazenados em servidores em outros locais que não na sua residencia ou escritório e são acessados pela internet.

Esta foi e continua sendo uma tendência. Leia um artigo aqui sobre os altos investimentos neste assunto.

Cada vez mais temos armazenamento na nuvem, seja pelo baixo investimento, seja pela praticidade, celeridade e acessibilidade.

Tudo uma maravilha não é?

Quem dera.

Uma notícia recente demonstrou justamente o contrário: Dados Armazenados na Nuvem da Amazon foram perdidos para sempre. Leia a notícia completa aqui.

Isto significa que a confiança em uma enorme empresa como a Amazon foi desacreditada de uma hora para outra. E o pior não é isto, é que as empresas que perderam seus dados, como é que ficam? Ganham um desconto e pronto?

Sinal de que a Amazon não fez seu dever de casa, ou seja, além de armazenar nos servidores, deveria ter backups diários, backups externos e por aí vai.

Um alerta para todo o mundo.

O que você hoje tem na nuvem na sua empresa? Tudo? Nada?

Por óbvio não podemos generalizar ou radicalizar. Precisamos encontrar caminhos para nossa segurança.

Dizer que não teremos nada na nuvem é bobagem. Qualquer email hoje pode e é acessado em celulares, notebooks, tablets, de qualquer lugar no mundo com internet. São negócios feitos desta forma. Tudo graças a nuvem de dados na internet.

Este é apenas um exemplo. Se você quer um backup eficiente e prático, recomendo o Dropbox (acesse aqui). Com o dropbox seus arquivos estão armazenados na nuvem, em qualquer computador com Dropbox você tem todos seus dados atualizados. Não está na sua máquina? Não tem problema, acesse o site deles e com seu usuário e senha tens acesso a todos os arquivos. E melhor: até 2 GB de armazenamento é gratuito.

Será que algum dia o dropbox pode falhar?

Claro que sim. Por isto, além de usa-lo como meu backup, faço um backup externo uma vez por semana num disco rígido externo.  Ou seja, se um falhar, tenho o outro e vice-versa.

Depender única e exclusivamente de um método de armazenagem pode ser perigoso, o caso da Amazon nos remete a isto.

Como você armazena seus dados?

Sequer tem backup? Cuidado!!!

Cada vez mais a informação é poder e necessita ser analisada e arquivada com cuidado.

Pense nisto.

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Pelo menos nos EUA são. Por lá está sendo mais comum colocar os QR Codes nos cartões de visitas. Veja este artigo aqui.

Mas, afinal o que são QR Codes?

QR Codes é uma imagem que pode ser lida por celulares enviando para um determinado site na internet. As imagens são similares a esta abaixo:

 

Se você tiver um celular com programa que leia os QR Codes, e você ler a imagem acima, você será redirecionado para uma página que lê os QR Codes. (faça o teste!) Leia aqui uma definição completa.

Agora, porque alguém colocaria isto num cartão de visitas?

Porque celulares são a tendência do mercado. Mais que computadores e tablets, a tendência são os smartphones.

Veja como ficou em cartões de visita de advogados americanos:

 

Lado 1

Lado 2

Em bom português, você pegará o cartão de visitas e se quiser acessar o site ou até mesmo anotar o telefone e dados de contato de quem lhe deu o cartão (VCard), basta colocar a câmera do celular em cima deste código e pronto, seu celular armazenará os dados de contato ou lhe enviará ao site do escritório.

Uma revolução no bom e velho cartão de visitas.

Não se preocupe com infringir o código de ética no Brasil, afinal, não estamos fazendo propaganda, estamos apenas ofertando um meio para a pessoa chegar até o nosso contato. Proibir um QR Code seria o mesmo que proibir o cartão de visita!

O meu cartão já está com o código QR Code. E o seu?

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Na semana passada o Judiciário Gaúcho lançou uma campanha em prol da gentileza, afirmando que a gentileza é necessária num ambiente onde acontecem embates.

A imagem ao lado é a imagem da campanha. Para ler a notícia de lançamento, clique aqui.

Saliento dois pontos da própria campanha (conforme sua descrição na notícia mencionada) e mais os aspectos de gestão e tecnologia.

Um dos pontos fortes da campanha vem com a frase:

salientando que nada se justifica, nada acontece, nada existe sem o servidor.”

Interessante esta afirmativa do juiz diretor do foro central de Porto Alegre. O servidor é importante? Lógico, óbvio que é. Tão importante é o trabalho dele quanto o é dos advogados, juízes e representantes do Ministério Público. Tão importante que não há porque dizer isto aos advogados, mas sim aos próprios servidores.

Não é uma crítica aos servidores em geral, mas alguns simplesmente são péssimos – assim como temos na advocacia, judiciario e MP – com um diferencial: Eles tem o poder do processo.

Como assim?

O poder de “esquecer” um processo na pilha, o poder de fazer ou não o alvará, o poder de intimar ou deixar para depois. Os advogados (que não são santos nem coitados) também aprontam, xingam, são desrespeitosos. Neste quesito, a campanha merece ser aplaudida, afinal todos precisamos de gentileza para um melhor ambiente de convivência.

Neste sentido, as palavras do Desembargador Ricardo Ruschel são importantes:

“Vamos deixar o embate apenas no campo jurídico”

Ou seja, vamos focar no resultado da justiça, na sua real missão que é prestar a tutela jurisdicional aos cidadãos.

Tudo muito lindo, mas se pensarmos um pouco, todo este investimento (já que todo Estado receberá material impresso para aderir a campanha!) poderia ser direcionado a um trabalho de base dos servidores, regras claras juntos aos juízes e advogados, enfim, uma busca de paz social através dos meios legais.

Como assim?

Se os juízes fossem receptivos a receberem os advogados (pode ser com hora marcada, pode ser com um horário decente estabelecido e não apenas duas horas na semana), poderiamos começar um bom diálogo. Todos sabemos que o judiciário está lotado de ações e conversar sobre ações pode levar tempo. Agora, a culpa não é das partes que o judiciário como um todo precisa de investimento. O judiciário deve buscar a qualidade, deve primar pela verdade, deve ser o primeiro a se interessar em prestar uma boa jurisdição, o que significa literalmente em atender bem os representantes legítimos e legais dos cidadãos: Os advogados.

Se tivermos treinamentos efetivos, fortes e sistemáticos junto aos servidores em dois ambitos: Atendimento e gestão interna, temos um início de organização. Não basta uma campanha de sensibilização. Precisamos treinar, dar técnica de atendimento e gestão aos servidores (obrigando os cartórios privados a fazerem o mesmo), ou seja, dar elementos para que a campanha seja efetiva e eficiente.

Se fosse investido mais em tecnologia (já temos noção de investimentos bons em tecnologia no judiciário gaúcho), focando questões práticas e mais objetivas para liberar os cartórios do massivo e maçante atendimento presencial, aliados a qualidade mais direta de atendimento, gentileza de todas as partes envolvidas, teríamos mais resultados eficientes.

Enfim,

Podemos e devemos ser mais gentis uns com os outros, pois todos somos partícipes da justiça e paz social. Agora, sem investimentos claros e objetivos de gestão e tecnologia as campanhas de sensibilização ficam sem efetividade.

Fica para reflexão e atitude de todas as partes o presente artigo.

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Quando fazem esta pergunta, todos se questionam o mesmo: Querem um software completo, que faça mais do que controlar processos, que organize o escritório, faça gestão, esteja totalmente preparado para o processo eletronico, enfim, que salve o escritório do caos.

Ledo engano.

Antes de qualquer software poder auxiliar o seu escritório em soluções de gestão, há a necessidade de gestão do seu negócio.

Como assim?

Qualquer software possui inúmeras qualidades, principalmente de gerenciar informações, oferecer respostas rápidas (desde que bem cadastrado), extrair relatórios, etc. Todavia, para um escorreito funcionamento, temos que ter em mente que os dados (informações) a serem cadastradas precisam ter uma lógica, um padrão.

Para se chegar a este padrão de cadastramento, precisamos conhecer o software antes de implementá-lo, suas funcionalidades, possibilidades e custos reais de implantação para fazer uma análise de custo versus benefício.

Alguns mitos que existem em relação a softwares jurídicos:

Software completo

Todos os representantes dizem que seus softwares são os mais completos do mercado, que fazem tudo que um escritório precisa. O que ninguém conta é que o software faz tudo que foi programado para fazer e sem uma análise profunda, não há como saber se um determinado produto é ou não adequado a sua realidade.

O software pode ter inúmeros recursos, que de nada adiantarão se você não souber usá-los e/ou eles não forem necessários ao seu negócio.

Antes de adquirir um software faça as seguintes perguntas:

Qual a minha área de atuação?

Dentro da minha área, quais as necessidades de informação que serão úteis aos meus clientes?

Tenho como cadastrar e acessar estas informações cadastradas em qualquer lugar ( inclusive num celular)?

O software gerenciará quais áreas do negócio (processos, finanças, gestão eletronica de documentos, etc)?

Posso investir no produto ideal agora ou tenho outras prioridades?

Enfim, antes do software, pense muito mesmo em gestão.

Controle de processos versus controle do escritório

Temos uma grande confusão neste tópico. Muitos pensam que ao controlar processos estarão controlando seu escritório. Um engano perigoso.

Na profissão de advogado, controlar processos faz parte. Isto mesmo, apenas uma parte. O advogado pode e deve ser parte de negócios de seus clientes, deve auxiliar nas tomadas de decisão, agir preventivamente. A parte processual é necessária, mas não a única que ele tem como objetivo para o seu trabalho.

Se não é o seu único escopo, porque transformar o seu escritório apenas num controle de processos?

Não! Temos que gerenciar o financeiro (contas a pagar, contas a receber, fluxo de caixa, centros de custo, etc), a gestão eletronica de documentos (digitalizar tudo, desde contratos, contas, peças processuais, etc), relacionamento com o cliente ou prospects (gerenciar a comunicação com os clientes ou prospects do escritório), entre outros.

Se você acha que nenhum software jurídico faz isto, está por fora. Muitos no mercado já estão preparados para auxiliar o seu escritório na gestão dele de maneira geral e não apenas processual.

Não se iluda apenas no controle processual, afinal, gestão tem que ser completa para ser eficiente.

Implementação do software

Neste quesito muitos escritórios perdem dinheiro. Justamente por pensarem que ao comprarem um software terão todos os seus problemas resolvidos, eles deixam na mão de pessoas que implementam o software decisões fundamentais do seu negócio.

Não faço nenhum desmerecimento aos consultores e profissionais de TI que implementam softwares, todavia, pouquíssimos se preocupam efetivamente com a gestão do negócio. Sua real preocupação é com o sucesso da implementação, ou seja, se todas as funcionalidades do seu produto estarão prontas para o escritório. Como o escritório irá usar a informação e gerenciar a si mesmo, não é seu problema.

Este é o grande problema, na verdade. Antes de implementar qualquer software há uma necessidade enorme de gestão. Precisamos conhecer as rotinas, verificar se elas estão adequadas a realidade do escritório hoje a sua realidade daqui a um ano. Precisamos conhecer o software para pensar nos controles que ele tem e como ele poderá auxiliar na gestão do negócio. Depois disto construído, o pessoal de implemantação vem treinar, implementar os relatórios e controles conforme a gestão já determinou e assim por diante.

Em bom português: O software vai trabalhar para o escritório e como o escritório quer o controle, e não o mesmo determinado o que pode ou não ser feito. Lembre-se: Você está pagando. Você manda no que quer no produto ou não.

Preparação para processo eletrônico

Já vi representantes de software alardearem no mercado que seus produtos estão adequados ao processo eletronico. Bobagem. Hoje, nenhum software jurídico está completamente preparado para o processo virtual.

Uma razão é preponderante para isto: Todo o cerne do judiciário brasileiro é lastreado através das notas de expediente. Como no processo eletronico não há intimação através do diário oficial, porque o advogado se intima dentro do processo eletronico, o software não tem como advinhar onde o advogado se intimou (qual processo, que dia, etc).

Diante disto, a palavra gestão é primordial: É fundamental que se crie procedimentos internos de intimações no processo eletronico e lançamentos no software de gestão do escritório para que o controle possa ser único e sempre disponível. Ter planilhas no excell, mais alguns arquivos no word e um software para quando alguém lhe pergunta de um processo ter que procurar em três lugares diferentes é um absurdo e um contrasenso em termos de gestão.

Quer se preparar para o processo virtual? Veja se o seu software é simples no agendamento de compromissos e prazos, bem como se ele tem um módulo de Gestão Eletronica de Documentos, o famoso GED. Estes passos já dão o início de que com gestão aplicada as rotinas do negócio, há possibilidade de gerenciar o processo eletronico.

Ser ou não ser pela internet (software web)

Algumas pessoas tem medo, outras preconceito, outras falta de conhecimento sobre softwares pela internet. Minha posição é totalmente a favor. Eles tem mais benefícios que prejuízos (se é que existem) ao meu ver.

Podem ser acessados de qualquer lugar, até de um celular. Informações, peças processuais, sentenças, tudo ao alcance de uma lan house. Segurança? Muita. Eles investem pesado para ter segurança das informações. Aliás, investem muito mais que qualquer escritório iria investir, pois o negócio deles é tecnologia e do escritório jurídico, advocacia. Cada um sabe bem o que faz.

Neste ponto penso que o fundamental é sentir-se seguro em relação a decisão. Analise suas necessidades, pense e pesquise a respeito. Melhor um software não web mas usado por todos, do que um web que ninguém usa por medo.

Enfim,

Existe um software jurídico ideal?

Claro que sim. Mas, não depende do software, depende exclusivamente de você.

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Na última semana uma reportagem destacou uma nova visibilidade do marketing: A Geolocalização.

O que é isto?

Geolocalização é um serviço que identifica onde o usuário está naquele momento, baseado pelo GPS do celular ou do IP do seu computador. Leia aqui uma definição.

Algumas empresas já se deram conta do que isto representa em termos de marketing. Você já sacou a ideia?

Pense comigo: Você está na rua, em frente ao número 245 da Rua João da Silva. Então você sente vontade de encontrar um restaurante português típico. Você faz o que?

Se fosse antigamente, você entraria em algum local e pediria as páginas amarelas. (Faz tempo, né?)

Hoje, você abre o seu celular entra no google ou em outro serviço e digita o restaurante português na cidade tal…

Será somente isto mesmo?

Hoje, já está melhor. Serviços como Foursquare já estão cadastrando as empresas e desta forma quando você abre o serviço no celular, o mesmo já sabe onde você está (em razão do GPS) e já indica empresas cadastradas próximas. Impressionante, não? Leia sobre esta realidade aqui.

Agora vamos imaginar o futuro breve: Ao invés de cadastrar sua empresa em serviços na internet tradicionais, você vai cadastrar em serviços de geolocalização. As pessoas que estiverem pertas do seu negócio ou se dirigindo para perto dele poderão encontrar o seu negócio num clique.

E na advocacia?

Cabem duas reflexões neste sentido:

1. Como a advocacia vai reagir diante desta tecnologia? (será mercantilização ou não)

2. Como os advogados estão se preparando para isto?

Ainda são reflexões, não temos decisões a este respeito nos Tribunais de Ética, nem vislumbramos muitos advogados (eu conheço talvez uma meia dúzia que já tocou no assunto da geolocalização pela internet) pensando a respeito do assunto, infelizmente.

A tecnologia para muitos profissionais da advocacia ainda é um tabu. Pode até ser um tabu, mas é uma realidade e isto não tem volta.

A pergunta é: Para você, a geolocalização ainda é um tabu?

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Esta notícia publicada semana passada é muito interessante. Cada vez mais estamos diante da tecnologia facilitando a vida dos advogados. Ou não. Para alguns, a tecnologia é um fardo.

Para alguns, a visão que se tem da tecnologia é que pertence a outras pessoas, que para elas, não tem porque se adaptar.

Não deveria. Investir em tecnologia hoje é fazer gestão. É ter mais tempo para o foco do seu negócio (core business) e aproveitar tempo com outros negócios.

Você recorda como era antes a advocacia de existir tecnologia?

Antigamente para agendar uma preferencia no Tribunal tinha que chegar bem mais cedo, conversar, pedir, quase implorar. Hoje, podemos acessar nosso celular, tablet ou computador e fazer on line.

Antigamente para fazer uma pesquisa de jurisprudência, perdia-se uma tarde inteira no setor de jurisprudência do tribunal.

Antigamente para obter uma notícia, tinha que se ler o jornal do dia seguinte.

Antigamente…

Hoje, no alcance dos nossos dedos aonde quer que estejamos, podemos estar conectados com notícias, pesquisar teses, até mesmo adiantar nosso trabalho no tribunal pedindo uma preferência.

Abaixo destaco a notícia do TST:

15/02/2011
TST lança serviços para celular


O Tribunal Superior do Trabalho oferece mais uma facilidade tecnológica: a partir de hoje (15/2), os usuários de dispositivos móveis podem acessar os serviços “Notícias”, “Acompanhamento Processual”, “Jurisprudência” e “Pedido de Preferência”. A novidade é que esses serviços – os mais procurados no site do Tribunal – receberam formatação própria para a essa tecnologia, com o objetivo de facilitar a navegação por meio de aparelhos móveis – celulares com acesso à internet, “tablets” como o Ipad, Galaxy e outros. O acesso é feito pelo endereço convencional na internet: www.tst.jus.br.

Outra aspecto importante, no qual o TST é pioneiro, é o caráter interativo de um desses serviços – o “Pedido de Preferência”. Sem precisar ir ao Tribunal, é possível ao advogado solicitar “on line” que seus processos integrem a lista de prioridade nas sessões de julgamento, com pedido de sustentação oral, quando couber.

Para o presidente do TST, ministro Milton de Moura França, essa é mais uma etapa na trajetória que vem sendo seguida desde o início de sua gestão, com o objetivo de ampliar a visibilidade do Tribunal perante a sociedade, sob o signo da transparência e da modernidade. Entre as tecnologias digitais, além do processo eletrônico, plenamente instalado no Tribunal, os usuários do TST já dispõem de outros serviços, como as transmissões ao vivo das sessões de julgamento – às terças, quartas e quintas –, canal no You Tube e página no Twitter .

(Ribamar Teixeira)

Esta matéria tem caráter informativo, sem cunho oficial.
Permitida a reprodução mediante citação da fonte
Assessoria de Comunicação Social
Tribunal Superior do Trabalho
Tel. (61) 3043-4404

Fonte: http://ext02.tst.jus.br/pls/no01/NO_NOTICIASNOVO.Exibe_Noticia?p_cod_noticia=11781&p_cod_area_noticia=ASCS

Esta reflexão é fundamental em vários aspectos, mas em um em particular: Como a tecnologia está fazendo parte do seu dia a dia?

Você está inserido neste contexto ou ainda sonha em ter uma máquina de escrever e voltar no tempo?

Cuidado!

Como afirmo sempre, a tecnologia deixou de ser um luxo na advocacia: Faz parte da profissão agora.

Conecte-se, interaja, não tenha medo, invista tempo no conhecimento da tecnologia. Sendo bem utilizada, ela trará maior produtividade e racionalidade ao seu dia a dia, traduzindo-se em lucratividade e sucesso.

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Um recente artigo publicado no site Consultor Jurídico chamou atenção: Ressalta que nos Estados Unidos os advogados ocupam posições estratégicas e de poder. Leia a reportagem completa aqui.

O artigo descreve personalidades como o presidente dos EUA Barack Obama, Hillary Clinton, entre outros, como advogados que chegaram a posições de destaque, sendo que o presidente dos EUA afirma que busca muito de seus aliados e trabalhadores em Harvard, conceituada escola jurídica americana.

Tal distinção nos leva a uma profunda reflexão: Porque no Brasil é tão diferente? Porque no Brasil achamos a advocacia algo ruim?

Aqui o que temos é uma visão bem mais simplória.

Temos advogados que são parlamentares, contudo, isto não enobrece a profissão.

Temos advogados que se tornam juízes e parece que esquecem que um dia foram advogados.

Temos advogados que chegam ao executivo, mas seus atos não são compatíveis com esta nobre profissão.

Porque será que é assim?

Parece uma pergunta impossível de ser respondida de forma objetiva, contudo, temos algumas pistas do porque isto acontece e mais, das consequencias destas atitudes.

Pistas

Quantas vezes observamos advogados falando mal de outros advogados? Advogados que são vistos em novelas como vilões, sempre querendo prejudicial alguém. Advogados que sequer parecem saber o que é o direito e pelo que o defendem.

As pistas apontam para faculdades com objetivo mais financeiro do que de estudo, aliás, não apenas faculdades, hoje estudar é sinonimo de se o aluno paga ele merece passar de ano, conhecimento é problema dele e não da escola. Eu discordo frontalmente, mas é uma realidade que temos que enfrentar, onde alunos chegam ao segundo grau sendo analfabetos funcionais, sequer conseguem compreender corretamente o que lêem.

As pistas apontam para os próprios profissionais que passaram na prova da OAB (já imaginou sem a prova como seria o mercado com qualquer tipo de profissional?) e reclamam da profissão, sempre falam mal da advocacia e na primeira oportunidade querem ser assistentes do Ministério Público, Oficiais de Justiça e por aí vai. Não desmereço qualquer profissão, mas quem lutou e batalhou para passar na prova da OAB e ser advogado(a), deve honrar a sua OAB.

As pistas apontam para profissionais que ao invés de se profissionalizarem, buscarem a gestão e tecnologia como diferenciais competitivos, quererem ser diferentes e fazer a diferença, se preocupam unicamente com o preço. Humilham-se em honorários pífios. Aceitam cuidar de processos por anos a fio e receberem misérias. Dizem que isto que faz é o mercado. Afirmo categoricamente: Não é. Quem faz o preço é o próprio profissional. Se ele tem visão, sabe do direito e quer evoluir, ele pode e será bem sucedido.

Consequências

Uma das piores consequências é o advogado largar a advocacia e buscar outra profissão. Muitas vezes ele é talentoso, sabe do que faz, mas lhe falta visão, gestão, tecnologia. Daí advogar parece um fardo.

Outra consequência terrível é o profissional que fica estagnado, pensando que já fez tudo que a advocacia permite. Este profissional não tem visão do mercado. Falta ver que o mercado está em plena expansão, crescendo diariamente, com novas áreas, mercados, produtos novos (faço quase semanalmente em meus clientes este exercício de visão de mercado e os resultados são produtos diferentes, muitos que eu sequer havia visto, pois a criatividade faz parte da carreira jurídica).

Quem fica parado achando que o mundo deve mudar primeiro, realmente está na profissão errada. Estamos diante de desafios enormes na área em si do direito material, igualmente processual e mais o eletrônico. Temos redes sociais reinventando a nossa comunicação, nunca antes na história deste país houve tanto para se promover no universo jurídico, a exemplo do direito no âmbito da internet assim como o processo virtual promovido pelo judiciário em todo país. São questões que precisam ser enfrentadas. Antes, tudo ocorria no papel. Agora, são bytes, rede e memória que fazem o mundo girar.

Não basta ficar achando ruim a situação atual. Faça algo a respeito!

Enfim,

Você se orgulha de ser advogado?

Deveria. É uma profissão maravilhosa. Basta visão, gestão, tecnologia e muito trabalho para que o sucesso seja constante no seu caminho.

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