Fofoca, boato, rádio corredor ou verdade?

agosto 27, 2010 by Gustavo Rocha · Leave a Comment
Filed under: Empregabilidade, Gestão, Gestão.Adv.br 

“Quem faz intrigas sobre a vida alheia quer ter algo de sua autoria, uma obra que se alastre e cresça, que se torne pública e que seja muito comentada. Algo que lhe dê continuidade. É por isso que fofocar é uma tentação. Porque nos dá, por poucos minutos, a sensação de ser portador de uma informação valiosa que está sendo gentilmente dividida com os outros.“Quem faz intrigas sobre a vida alheia quer ter algo de sua autoria, uma obra que se alastre e cresça, que se torne pública e que seja muito comentada. Algo que lhe dê continuidade. É por isso que fofocar é uma tentação. Porque nos dá, por poucos minutos, a sensação de ser portador de uma informação valiosa que está sendo gentilmente dividida com os outros. Na verdade, está-se exercitando uma pequena maldade, não prevista no Código Penal. Fofocas podem provocar lesões emocionais. Por mais inocente ou absurda, sempre deixa um rastro de desconfiança.Onde há fumaça há fogo, acreditam todos, o que transforma toda fofoca numa verdade em potencial. Não há fofoca que compense. Se for mesmo verdade, é uma bala perdida. Se for mentira, é um tiro pelas costas.”

Martha Medeiros

Quem nunca ouviu uma fofoca? Ou como dizem alguns a notícia circulou via rádio corredor…

Nas empresas é algo aterrorizador. Uma fofoca pode destruir um belo – e difícil – trabalho de equipe.

Muitas vezes as fofocas existem porque a direção/liderança não administrou bem a situação.

Um exemplo prático e comum: A demissão de um determinado funcionário. O fato de demitir é um exercício do livre arbítrio da empresa, contudo, assim que o funcionário saiu começam os boatos. “Ele saiu porque dormiu com a fulana” “Ele saiu porque brigou com o fulano” e por aí vai. Enquanto a direção da empresa fica calada, os boatos aumentam.

A abordagem da empresa deve ser uma: Se posicionar.

A empresa que se posiciona afirma aos demais funcionários que ele foi demitido pelo motivo A, B ou C. Se alguém da empresa quiser comentar outros motivos que não os elencados pela empresa, problema deles. A empresa deu o seu motivo.

O mais importante é termos uma versão oficial. Isto inibe comentários e auxilia a liderança a se posicionar também. Se alguém faz outro comentário que não o oficial, a liderança pode cobrar e reafirmar a posição oficial.

Inclusive sobre demissões, leia mais aqui.

Não aceite que fofocas, boatos maculem a sua empresa.

Posicione-se como empresa e extermine o problema pela raiz.

Fugir do problema não faz ele ser solucionado. Seja o verbo de ação da sua empresa.

Pense nisto!

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – www.gestao.adv.br | blog.gestao.adv.br | gustavo@gestao.adv.br

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Proatividade ou Pro+Atividade?

Muito se fala em proatividade, criatividade, inovação, etc no mercado e pouco se fala de como encarar isto no dia a dia profissional.

Em bom português: Você tem um dia a dia atribulado, problemas, prazos sempre no último dia e vem um qualquer dizendo que o segredo do sucesso é ter tempo para planejar, tempo para fazer do limão, uma limonada. Você se enfurece e diz: Como? Se minha vida é uma sucessão de problemas?

Primeiro vamos definir algumas premissas básicas:

Problema: Tudo aquilo que você não sabe como resolver ou, se sabe, não quer resolver.

Tempo: Tem 24 horas por dia, todos os dias do ano.

Solução: A resposta dos problemas, seja uma solução fácil ou difícil.

Com estas premissas, vamos pensar numa situação modelo:

Você é advogado, tem dois prazos para hoje ainda, um dele sequer sabe como vai enfrentar a situação. Você lê este artigo e pensa como o Chapolim Colorado: E agora, quem poderá me ajudar?

Vamos analisar as premissas:

Problema: Dois prazos para hoje, um sequer com ideias de solução;

Tempo: Menos de 6 horas e contando…

Solução: Fazer primeiro o prazo que sabe o que tem que ser feito e esquecer o outro até este terminar. Depois, pegar o problema e buscar auxílio no seu desenvolvimento, seja por uma via de matéria de fato, direito ou quiçá processual, com ou não auxilio de colegas, internet ligações, etc.

A solução existe, sempre. Precisamos é aceitar as perdas, os erros e que a vida tem a nos ensinar.

Agora, vislumbrando a situação demonstrada acima, o advogado que resolveu a situação agiu como: Proativo ou Pró+Ativo?

Hummm…. Primeiro, qual a diferença entre proativo e pró+ativo?

Proativo: Pessoa que busca soluções no dia a dia com criatividade, imaginação e verdade;

Pró+Ativo: Pessoa proativa que faz mais, faz uma mescla de profissionalismo e atividade, ou seja, faz da sua profissão um diferencial na sua vida.

A resposta é que o advogado, neste caso do exemplo, foi proativo.

Se ele quiser ser pró+ativo ele terá que buscar tempo (talvez fora do horário de trabalho) para organizar sua rotina, não deixar prazos para o último dia, etc.

Ser Pró+Ativo é mais que um diferencial desejável nas empresas. É ter um perfil que as empresas lutam para ter em seus quadros.

A Pró+atividade é uma liderança permanente que visa conciliar a carreira do profissional com os objetivos da empresa. A empresa e o funcionário tem que estar com objetivos na mesma direção para terem uma relação de sucesso.

Como você vê a sua forma de agir? Proativo ou Pró+Ativo?

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Funcionários – rotatividade ou carreira?

março 25, 2010 by Gustavo Rocha · Leave a Comment
Filed under: Empregabilidade, Gestão, Gestão.Adv.br 

Não sou especialista em Brasil, mas uma coisa estou habilitado a dizer: Não creiam que mão-de-obra barata ainda seja uma vantagem. (Peter Drucker)

Talvez a frase de Drucker fosse o suficiente para responder a pergunta do título, mas alguns empresários (leiam-se também advogados, sócios, diretores e gestores) não vêem desta forma.

Porque?

Entendo que não vêem assim haja vista que o financeiro fala mais alto. Porque contratar um advogado num salário atraente se posso pagar uma ninharia já que o mercado demonstra existir muita oferta e pouco emprego?

Parece uma resposta simples e direta, pago menos, menos custo, mais lucro.

Contudo, não é assim que funciona.

Ao contratarmos alguém depositamos nesta pessoa a confiança de um trabalho, uma atividade, um setor. Ela passa semanas e as vezes meses em treinamento (mesmo que seja trabalhando, está se adaptando as rotinas internas, pessoas, procedimentos) e quando está pronta, depois de algum tempo ela quer vislumbrar uma perspectiva de crescimento.

Sim, crescimento.

Quem quer ficar fazendo a mesma tarefa durante anos a fio?

Alguns dirão: Mas se contrato uma recepcionista, quero uma recepcionista sempre. Certo, mas igualmente afirmo que depende. Se o escritório for pequeno, sem muita demanda, uma recepcionista auxilia em documentos, compras, telefone e muito mais. Com o tempo, ela pode – e deve – ter chance de ter outra função, e o escritório ao invés de contratar um funcionário, contrata uma outra recepcionista, que no início será apenas recepcionista, realocando a outra para nova função.

Pense com bastante cuidado, pois o barato sai caro.

Não investir num plano de carreira adequado a sua realidade, combinado com metas e investimentos de ordem estrutural pode significar o fim da empresa.

A empresa existe porque pessoas a fazem. É assim que devemos analisar.

Contrate os funcionários por contrato de experiência de 3 meses. Após 3 meses reavalie suas atitudes e se for uma pessoa que valha a pena, aumente seu salário. Primeiro conheça, depois invista.

Se o cargo for associado ou outro tipo de contratação, informe que fará uma avaliação após 6 meses. Não deixe é de estipular um prazo e cumpra este prazo.

Dizer a um funcionário que vai avalia-lo e depois negociar valores e simplesmente “esquecer” é muito pior do que não dizer nada.

Lembre-se que ao gerar expectativa, você gera ou alegria ou frustração.

Invista no seu negócio. Invista nas pessoas!

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[Saúde e Produtividade] Saúde e Tecnologia

A partir desta terça-feira, quinzenalmente, o Dr. Leonardo Rodrigues, fisioterapeuta, professor universitário, perito judicial entre outras atividades, irá nos brindar com temas vinculados a saúde, produtividade e conseqüente gestão empresarial.

Vamos iniciar esta série de posts sempre com a label [Saúde e Produtividade] visando explicitar bem o desenvolvimento e foco dos textos.

Boa leitura!

Saúde e Tecnologia

Desde que o homem adotou um modelo vida baseado na tecnologia ele foi fadado  a redução dos movimentos naturais do seu corpo. Como conseqüência surgiram as limitações de movimento e desconfortos corporais. Toda imobilidade perante ao computador leva a um aumento de tensão dos músculos que sustentam a cabeça  e os ombros.

Somado a tensão gerada pela postura imóvel que adotamos a frente do computador  existem outros fatores de risco para o desenvolvimento de doenças ligadas ao trabalho, em especial os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT).  Os principais fatores ligados a estes distúrbios são a postura inadequada, a aplicação de forças excessivas, a repetitividade de uma tarefa e quando há compressão mecânica de uma parte do corpo, como por exemplo o seu punho comprimido na borda da mesa.

Escritórios jurídicos estão especialmente expostos ao desenvolvimento destes problemas, uma vez que estão intimamente ligados ao uso do computador e seus funcionários têm contato com vários fatores primários e secundários de risco. Entres os fatores primários encontram-se o desconhecimento da postura adequada perante o computador, a repetitividade envolta na digitação constante de documentos, a força exercida ao manusear grandes volumes de papel e a compressão do antebraço na borda da mesa, que muitas vezes possui ângulo reto aumentando o risco. Fatores secundários ligados a escritórios jurídicos em geral estão ligados as características psicofísicas das tarefas de um advogado e aos constrangimentos ambientais do local de trabalho, uma vez que a atividade  exige concentração e desempenho cognitivo importantes.

Fiquem ligados! A tecnologia é aliada do advogado tanto quanto a boa utilização dela é aliada dos seus colaboradores! O recurso humano de uma empresa sempre é o seu maior bem! Cuide dele !

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

Ergonomista

leonardo@ergosul.com.br

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