Computação nas nuvens jurídica – Isto existe?

Recentemente foi publicado um artigo nos EUA sobre computação nas nuvens para advogados e as questões éticas inerentes, destacando algumas questões pertinentes a este fato. Leia na íntegra – em inglês – aqui o artigo.

Em dois Estados do EUA – New Jersey e Nevada – já existem orientações jurisprudenciais acerca da ética que deve ser seguida no caso de informações de clientes confiadas a advogados e estes colocam estas informações na internet. Os preceitos lá determinados são que as mesmas regras que valem para o papel, valem para internet.

Em fato, bem razoável as ideias lá contidas, uma vez que o meio virtual é um meio e não uma mudança de procedimento jurídico ou advocatício.

No Brasil ainda estamos engatinhando sobre as questões virtuais.

Todavia, aqui são pertinentes alguns comentários acerca do que é computação nas nuvens para advogados.

Computação nas nuvens é trabalhar com seus arquivos, documentos e dados totalmente armazenados na internet, seja num sistema via web, seja via computador remoto, etc.

Isto significa que se um escritório tem todos os seus dados de clientes no seu servidor dentro do escritório, mas seus advogados acessam estes dados via internet (máquina do usuário acessando servidor do escritório), estamos diante de uma espécie de computação nas nuvens.

Da mesma forma, se o sistema que o escritório usa é pela internet e lá estão os dados dos clientes, o escritório está usando uma plataforma da computação nas nuvens.

Assim sendo, como fica a ética e segurança?

Uma importante reflexão que devemos ter.  Responda as seguintes perguntas:

1. Seu escritório tem servidor interno de dados (petições, arquivos, etc)?

2. E servidor de emails?

3. E um firewall?

4. Tem backup diário e pelo menos um semanal guardado fora do escritório?

5. Seu sistema de gestão do escritório garante os dados ali armazenados?

5.1. Caso positivo, isto está no contrato?

5.2. Caso positivo, você sabe quem armazena seus dados?

6. Você utiliza antivírus?

6.1. Caso positivo, você atualiza periodicamente o antivirus?

7. Você sabe o que os seus funcionários estão acessando na internet?

8. Você permite pendrive e outros meios de acesso no computador ou servidor?

9. Você tem uma contingência de internet no escritório (no caso de uma internet falhar, outra assume)?

10. Você possui seus programas (windows, office, etc) legalizado?

Perguntas, ah! perguntas…

Se você sabe as respostas acima, parabéns, você está preparado para a computação nas nuvens.

Se você não sabe, cuidado, seu escritório pode estar sendo invadido ou pior, dados de clientes estão em risco.

A tecnologia tem que ser uma aliada e não um problema.

Lembre-se que os dados dos clientes foram confiados ao advogado e não ao computador. O que faz o advogado com estes dados é sua responsabilidade.

Atue em prol da segurança e transforme a computação nas nuvens num meio de acelerar o seu escritório.

Uma ótima reflexão para o final de semana…

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02/12 – Dia Internacional Segurança em Informática

Você pode se perguntar o que este dia tem de tão especial, afinal sendo você empresário, CEO, advogado, consultor ou técnico, informatica não é o seu trabalho.

Engana-se!

Informática é responsabilidade de todos e não apenas dos profissionais da área. Principalmente a questão da segurança dos dados.

A maioria das empresas, principalmente as menores, se preocupam no máximo com um backup (cópia de segurança) dos dados e nada mais. Na maioria dos casos a maioria sabe a senha um dos outros, não se preocupam e trocar periodicamente as senhas, em ter um bom firewall, etc.

Vamos analisar o presente e projetar o futuro: Atualmente a tecnologia é imprescindível ao trabalho. Usar a informática não é mais diferencial. É básico, elementar. Hoje já falamos em tecnologia nas nuvens, ou seja, Cloud Tecnology, termos os nossos dados armazenados em servidores com acesso direto pela internet.

Se você acha que isto não é o presente, me responda rápido: Aonde estão os emails que você recebe do Yahoo, Gmail ou Hotmail? Simples: No servidor deles e você acessa via internet, quer dizer, através das nuvens.

E pensando neste dia de refletirmos sobre segurança: Você troca sua senha de e-mail periodicamente? A senha que você usa tem número e letras pelo menos? Tem mais de 8 caracteres?

Pense com cautela isto. São os seus dados. São as informações que você tem. São as provas. São boa parte da nossa vida hoje em dia.

E no futuro, quando tudo for virtual? Já temos até processo eletrônico, onde todos os documentos são virtuais…

Ainda pensa que a segurança da informação é assunto apenas para os técnicos?

Cuidado… Você pode ficar refém deles.

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Escritorio de advocacia virtual? E Freelance?

Em termos de marketing jurídico e serviços que os advogados podem oferecer, o Brasil vive um período de reflexão e tentativa de evolução e mudança.

Temos um código de ética que nos proíbe muito, sem muitas liberdades, mas com ideias criativas, temos o marketing jurídico aplicado sem ferir o código de ética atual.

Já nos Estados Unidos, a situação é bem diferente.

Recentemente deparei-me com um site que oferta um escritório de advocacia virtual e dá dicas de como montar um e da segurança que deve ter o sistema virtual para gerenciar as informações ali recebidas e contidas.

O propósito deles é um escritório virtual, com banco de dados virtual, sistema de acompanhamento virtual, ou seja, advocacia pelo menor custo e benefício.

Atire a primeira pedra quem nunca pensou em algo assim!

Por óbvio, no Brasil isto é considerado atividade mercantil e totalmente vedado pelo nosso Código de Ética.

Contudo, mesmo sem poder ofertar serviços on line, o advogado pode ter de forma institucional um site, pode manter um blog com intuito de informar a sociedade, pode manter redes sociais para potencializar os contatos.

Acesse aqui um curso sobre redes sociais para advogados. Inscrições até o dia 06/11!

Ou seja, temos muitos caminhos de realizar o marketing jurídico mesmo sem atendimento virtual, serviços freelance ou tele-advocacia.

Basta usar a nossa criatividade e inovação!

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Computação nas nuvens. E os litigios? E os advogados? E você?

Muito se fala em computação nas nuvens, o famoso Cloud Computing, mas afinal o que é isto?

Em bom português: é ter num servidor todos os aplicativos necessários para usar. Ou seja, ao invés de usar o Word para redigir petições, você utilizará o Google Docs, Zoho, ou similares.

Se você acha que isto é futurismo, veja ao seu redor: Se você usa o Gmail, hotmail, Yahoo Mail, você está usando um e-mail nas nuvens.

Porque nas nuvens?

Porque você não sabe onde estão os seus arquivos, eles estão em um servidor, que pode ser na esquina da sua casa, como pode ser noutro continente.

Se você usa um sistema de gestão do escritório ou controle de processos via internet, você também utiliza este conceito, pois seus dados estão em um servidor da empresa contratada.

Agora imagine quando esta realidade for maior. Quando muitas empresas começarem a usar os sistemas virtuais (de graça, sem precisar de licenças) hospedando seus arquivos na nuvem…

E se “sumir” um arquivo? Como provar que ele estava lá?

E se alguém que não tinha autorização conseguiu acessar o arquivo?

Já pensaste nisto? E as relações jurídicas decorrerntes?

Então vamos pensar juntos:

Cliente entrou no escritório e informou que está acontecendo um vazamento de informações que foram lançadas no Google Docs, por exemplo. O advogado orienta ao cliente para não lançar mais nada lá e que irá tomar as medidas competentes.

Quais medidas?

Uma liminar contra o Google?

Agora vamos pensar: se fosse numa empresa o servidor, bastaria a busca e apreensão da máquina. E como posso fazer isto com um servidor do Google se eles tem servidores que estão em navios em mar aberto?

E mais, como posso apreender um servidor que contém dados de vários clientes e não apenas daquele objeto da demanda judicial?

As novas tecnologias criam novos desafios para os advogados. O mercado não está saturado.

O mercado jurídico está sedento de profissionais que pensem o direito e não simplesmente apliquem o que diz o código!!!

Comece hoje a pensar nisto!

O direito não socorre aqueles que dormem, já diz o brocardo.

Seja pioneiro e tenha uma especialidade que ninguém tem!!!

Isto que chamo de estratégia do Oceano Azul

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