O título é uma reprodução literal do slogan do Orkut: Who do you know? | Quem você conhece? ou seja, uma pergunta que responde a estratégia acertada de mercado hoje em dia.

Você deve se perguntar: Como assim?

Simples: Se estamos numa era de relacionamentos, quem você conhece pode e faz toda a diferença.

Um dos produtos da Consultoria GestaoAdvBr é as alianças estratégicas. Estas alianças são elaboradas tanto entre escritórios jurídicos como em empresas. Conheça mais sobre alianças aqui.

Contudo, a dúvida é: Como fazer a rede funcionar?

Existem inúmeras respostas para esta pergunta.

Comece pelo básico: Se relacione. Visite seu cliente. Converse com muitas pessoas. Participe ativamente da comunidade onde está inserido. Participe de reunião de condomínio até quermesse. Tudo isto fará o seu círculo de relacionamentos aumentar.

Isto é suficiente? Não, lógico que não.

Ampliar os relacionamentos é um ato.

É necessário qualificar estes relacionamentos. Dar valor aos mesmos.

Não significa ser chato, ficar ligando ou mandando emails diariamente.

Significa dar e criar valor.

Bem, conheceste um vizinho na reunião de condomínio que tem uma pequena empresa. Investigue o que ele vende ou faz. Mande um email sobre assunto pertinente a empresa dele. Coloque-se a disposição sem ser pedinte.

Se tornares esta atitude um hábito, verás que colher resultado dos relacionamentos é possível.

A regra não é pedir e querer receber. A regra é dar. A regra é doar.

Então, para qualificar e potencializar os relacionamentos, faça como o amor faz, doe primeiro. Não espere em troca. Apenas dê ao seu semelhante aquilo que você tem de melhor: Você mesmo.

Se você doar-se e demonstrar sua felicidade em fazer isto, todos ao teu redor farão o mesmo. É plantando que se colhe. Quem pensa que na era dos relacionamentos vai conseguir vencer sozinho, está enganado.

O mercado quer indicações, quer trabalhar com pessoas conhecidas.

Então, quem você conhece é importante, quiçá fundamental.

Dê você mesmo ao mercado e colha os frutos de ser quem você é.

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Recentemente li um artigo de um promotor de justiça que debatia com bastante inteligência e perspicácia a questão do Marketing Jurídico.

Leia a conclusão do autor deste artigo, o Promotor André Luis Alves de Melo:

CONCLUSÃO

A rigor, um fato é que a OAB é dirigida por advogados com mais renome e tradição. Inclusive pelo fato de ser uma função exercida sem remuneração, acaba por impedir que advogados empregados e advogados integrantes de pequenos escritórios participem. Pode-se dizer que há necessidade de ser um advogado empregador, para que possa se dedicar às atividades relevantes da OAB, mas sem fechar as portas do escritório.

Sempre existe uma massa de advogados que quer adentrar eticamente no mercado, mas tem tido dificuldades em razão das barreiras concorrenciais impostas pela OAB. Não se defende a concorrência predatória ou desleal, mas é preciso rever os paradigmas para que a advocacia possa exercer a sua função social e a população tenha acesso ao serviço do advogado privado conforme a realidade atual.

O perfil do advogado liberal que tinha um trabalho artesanal e focado em poucas causas tem mudado muito em razão da mudança do próprio Judiciário como da própria população. Hoje exige-se uma maior visão empreendedora e gerencial com divisão de função e trabalho integrado com outros setores de conhecimento.

Como bem colocou SUSSKIND, pesquisador da Universidade Howard:

A internet encoraja a comunicação e a colaboração. No futuro teremos comunidades de clientes dividindo os custos de serviços jurídicos similares. Também haverá na rede roteiros gratuitos sobre as leis. Esses roteiros devem ser construídos da mesma maneira como foi a Wikipedia. Se refletirmos sobre o desenvolvimento da internet, veremos que os usuários já contribuem em blogs, wikis e redes de relacionamento. A maneira como as pessoas se comunicam já mudou e continua em modificação. Isso também afetará clientes e advogados. A conseqüência será a difusão dos conhecimentos jurídicos. Advogados que não quiserem dividir conhecimento serão postos de lado. (SUSSKIND, Richard. entrevista Época, n 507, 4 fevereiro, 2008).

A estrutura jurídica e social de hoje não é mais a de 15 anos atrás, logo é preciso remodelar para atender às exigências atuais.

Hoje a advocacia privada acaba perdendo espaço para a advocacia pública, estatal e até mesmo os novos advogados sendo reféns das bancas mais estruturadas, pois não conseguem adentrar no mercado. Ouve-se sempre de influentes advogados que participam da OAB quando se dirigem aos mais jovens: “Esperem a sua vez, ela chegará, eu esperei a minha”. Traduzindo isso seria: “Não concorram conosco”.

Existe um enorme mercado que pode ser atendido pela advocacia, mas que para ser atingido precisa que as regras de atendimento sejam modificadas e simplificadas para serem popularizadas, por exemplo estimular a população consultar um advogado antes de casar e não apenas quando divorciar, para isto é preciso usar mídias de massa como a TV e rádio, além se simplificar os meios de pagamento como cartões de crédito e planos de assistência jurídica. Nem mesmo demonstram interesse em que as despesas com advocacia possam ser abatidas no Imposto de Renda, pois estimularia o uso do serviço pela classe média e alta.

Na atividade de defesa da ordem jurídica justa, bem como fiscalizar as entidades públicas, além de permitir ao cidadão que tenha um acesso facilitado ao indispensável serviço do advogado. Por isso devem-se estudar políticas que facilitem o acesso ao advogado, o que não significa apenas implantar a defensoria, mas permitir também que o cidadão tenha o direito de contratar, em condições mais simplificadas, o serviço tão essencial que é oferecido pela advocacia particular.

O artigo é bem extenso, leia-o na íntegra, aqui.

O autor defende que o advogado pode e deve utilizar meios de massa para chegar aos seus clientes, como rádio e TV. O que você acha disto?

Hoje, com as regras que estão em vigor, sabemos que não é possível fazer este tipo de marketing sem estar incorrendo em infração ética.

Contudo, a reflexão que faço é no futuro.

Com as redes sociais em profusão, a criação todos os dias de blogs e sites jurídicos com cada vez mais conteúdo qualificado na internet, a base do relacionamento está mudando.

Todo marketing jurídico atual é baseado nesta palavra: Relacionamento. O restante são ações concretas para gerar relacionamento e assim, a relação cliente – advogado.

Se o relacionamento está mudando de foco, está virtual, está rápido, está informativo, está cada vez mais alicerçado em redes, conexões e indicações, o marketing jurídico também está nesta tendência.

Não podemos ignorar o avanço da tecnologia em prol dos relacionamentos.

Fica a questão: Vamos revolucionar o marketing jurídico?

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Muitos confundem as alianças estratégicas com advocacia de correspondente.

Quando remetemos uma precatória para outro Estado, estamos agindo sob a ideia de advocacia correspondente.

Quando solicitamos cópias ou a realização de audiência por outro colega, estamos agindo sob a ideia de advocacia correspondente.

A ideia de aliança estratégica envolve outros elementos:

1. Envolve um trabalho em comum;

2. Pode envolver áreas diferentes ou iguais;

3. Pode ennvolver diferente territorialidade ou não;

4. Envolve marcas de escritórios diferentes;

5. Envolve objetivos comuns;

Existem inúmeros outros motivos que podem alinhavar dois ou mais escritórios em prol de uma aliança estratégica.

Atualmente muitos escritórios estão começando a traçar objetivos comuns, percebendo uma máxima simples de mercado empresarial: Se sozinho posso x, em conjunto consigo x + y!

Algumas perguntas, contudo, devem ser feitas antes de qualquer pensamento em aliar-se a outro escritório:

1. Tenho aporte para investir numa aliança? (pensamento óbvio, que em algumas coisas o escritório terá que ceder e outras o parceiro irá ceder)

2. O momento do escritório é favorável? (não estou numa roda viva de processos e necessitando antes de uma organização interna ANTES de acumular mais processos e negócios de um parceiro)

3. Qual(is) objetivos quero desta aliança? (expansão territorial, escritório full office, maior visibilidade nacional, etc)

Além disto, precisamos estabelecer certos conceitos internos para uma aliança de sucesso:

1. Definir os objetivos comuns dos escritórios parceiros, para que todos remem na mesma direção;

2. Na aliança, qual será o papel do escritório X e qual do escritório Y (um será responsável por expansão territorial e outro leva em si a marca do escritório, por exemplo);

3. Qual o investimento financeiro e humano que podemos dispor para uma aliança? (no mínimo, uma pessoa será responsável – além do sócio – para controlar os documentos, agendamentos, etc da aliança);

Diante de todas estas ideias, você pode estar se perguntando o mais óbvio de tudo ele não disse: Como eu começo uma aliança?

A resposta é a mesma que serve para o escritório de advocacia: através da tua rede de contatos. Tudo começa com conversa, definições de interesse mútuo, visão de crescimento comum.

Conheceu num curso um advogado de outra cidade, áreas diferentes? Quem sabe um café pode ajustar uma parceria que pode se transformar em aliança?

Conheceu num curso outro colega da mesma cidade, área diferente? Quem sabe uma conversa para parceria ou aliança de complementar o escritório (visão full office)?

Enfim, é visualizando no colega advogado um possível parceiro de negócios e não um concorrente que a aliança estratégica pode e irá nascer.

Boa sorte!

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