12 Estratégias para redução do adoecimento osteomuscular na empresa

- Estratégia 6 – Cursos / Treinamento -

Dando continuidade à série de 12 estratégias para redução do adoecimento osteomuscular relacionado o trabalho com alta produtividade falaremos hoje sobre os cursos e treinamentos na empresa.

Estamos vivendo na era da informação onde a internet e a tecnologia mudaram a realidade das pessoas para o bem ou para o mal. Hoje existem sites que ao se digitarem sintomas ditam diagnósticos, há blogs especializados em doenças ocupacionais e a informação é difundida livremente entre os colaboradores de uma empresa. E não se engane! Mesmo os funcionários de mais baixa renda possuem acesso a informação e isto cria um desafio ao empresariado, pois como canalizar a informação de forma positiva?

A estratégia mais eficaz de gerenciamento da informação é a capacitação do indivíduo com informações essenciais para a prevenção e o esclarecimento de diversos mitos que transtornam a mente da massa produtiva. Treinar para prevenir é uma das maneiras mais poderosas de se trabalhar com o indivíduo, pois não basta dar uma “Ferrari” para quem nem sabe dirigir. Da mesma forma é importante esclarecer sobre diversos fatos em relação a saúde, pois mitos sobre LER/DORT existem aos montes e muitos persistem inclusive no meio gerencial das empresas e as vezes atingem até a esfera judicial.

Os cursos ou treinamentos abordam em geral ergonomia, transporte manual de cargas, pericia judicial em LER/DORT (capacitação para o corpo clinico e jurídico da empresa neste tipo de pericia), avaliação do esforço físico entre outros assuntos abordados.

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

Ergonomista

leonardo@ergosul.com.br

(Leonardo Rodrigues escreve quinzenalmente no Blog da Consultoria GestãoAdvBr sobre Saúde e Produtividade Empresarial)

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12 Estratégias para redução do adoecimento osteomuscular na empresa

- Estratégia 5 – Ginástica Laboral -

Dando continuidade à série de 12 estratégias para redução do adoecimento osteomuscular relacionado o trabalho com alta produtividade falaremos hoje sobre a Ginástica Laboral na empresa.

Uma característica comum nas empresas do segmento industrial é o uso excessivo do corpo humano para o desempenho das tarefas gerando uma sobrecarga funcional que desencadeia o adoecimento. Por outro lado em escritórios informatizados existe uma elevada taxa de contração muscular estática (é quando um músculo está contraído e não relaxa fazendo com que não receba oxigênio e isto leva a lesões e muita dor) o que também leva a uma sobrecarga funcional e ao adoecimento. Visando combater estes fatores uma estratégia é a Ginástica Laboral que é indicada para amenizar o desgaste postural e prevenir lesões osteomusculares relativas ao trabalho podendo-se utilizar em eventos ou semanalmente como rotina preventiva.

Existem três formas básicas de ginástica no trabalho: preparação, compensação e relaxamento. A de preparação é a ginástica realizada ante do inicio do expediente de trabalho e visa aquecer e preparar a musculatura e tendões para o inicio das atividades.  A ginástica compensatória é a mais comum sendo realizada durante a jornada de trabalho e visa fornecer uma pausa das atividades com distensionamento dos músculos e tendões compensando a sobrecarga causada pelo trabalho. Já a ginástica de relaxamento em geral é realizada mais para o final do expediente e serve para distensionar os músculos e tendões para que o colaborador possa ir para casa sem o excesso de tensões provocadas pelo dia de trabalho.

A ginástica não precisa ser apenas alongamentos, podendo ser variada com diversas modalidades como yoga, pilates, manipulação osteopática, quick massage entre outras. O importante é a avaliação prévia das atividades de trabalho para verificar quais as partes do corpo precisarão do trabalho em específico e o uso de profissional capacitado para a realização conforme a variação da ginástica que está sendo realizada. Os profissionais que realizam ginástica laboral são o fisioterapeuta do trabalho e o educador físico.

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

Ergonomista

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- Estratégia 4: Blitz Postural -

Dando continuidade à série de 12 estratégias para redução do adoecimento osteomuscular relacionado o trabalho com alta produtividade falaremos hoje sobre a Blitz Postural na empresa.

É de conhecimento do empresariado brasileiro que as inadequações na postura corporal no trabalho são um dos quatro grandes fatores de adoecimento por causas osteomusculares nos trabalhadores do nosso país. Entre os muitos fatores de adoecimento podem ser citados quatro grandes fatores que são posturas inadequadas no trabalho, repetitividade, uso da força muscular inadequadamente e compressão mecânica sobre a pele (quando pressiona-se a pele contra algum objeto, por exemplo o punho na quinta de uma mesa ao apoiar o braço).

Considerando que a postura é um fator importante no adoecimento a blitz postural é uma alternativa interessante para combater o vicio postural dentro das atividades realizadas no trabalho. Trata-se uma campanha de adequação sobre a postura no trabalho! Inicialmente é feito um treinamento completo na realidade de trabalho de cada individuo e adequação da postura de trabalho. Periodicamente são realizadas averiguações e conforme o índice de adequação da postura (conforme o que fora treinado) é indicado uma nota ao funcionário. A nota permite verificar onde é preciso aumentar o treinamento e controle e estimular os colaboradores a manterem o cuidado.

Pode-se adequar este tipo de blitz postural a qualquer atividade de trabalho ou empresa, contudo tem sido muito utilizada e obtido grande sucesso junto a escritórios informatizados, onde a competição por boas notas torna o treinamento em um diálogo coletivo.

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

Ergonomista

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12 Estratégias para redução do adoecimento osteomuscular na empresa

- Estratégia 3: Capacitação do Comitê de Ergonomia (COERGO) -

Dando continuidade à série de 12 estratégias para redução do adoecimento osteomuscular relacionado o trabalho com alta produtividade falaremos hoje sobre a capacitação do comitê de ergonomia (COERGO) na empresa.

A comissão que faz a gestão da ergonomia na empresa recebe o nome de comitê de ergonomia (COERGO). Visando a integração dos conhecimentos entre as diversas áreas é necessário capacitar os membros e periodicamente atualizá-los. Os cursos de capacitação podem ter carga horária variada conforme a necessidade.

Mesmo um experiente profissional especialista em ergonomia pode “deixar passar” alguma informação crucial sobre uma melhoria no trabalho ou algum contexto específico da atividade que está sendo avaliada. Desta forma capacitar funcionários que conheçam bem o trabalho leva a aquisição de informações preciosas sobre como as tarefas são realizadas no dia a dia e quais melhorias, muitas de baixo ou nenhum custo, podem ser feitas para melhorar o trabalho de todos e aumentar a produtividade com menor risco de adoecimento. O funcionário que participa do processo de melhoria sente-se valorizado e torna-se comumente um agente positivo no clima organizacional. Fazem parte destes grupos de COERGO funcionários dos mais variados níveis como operários da produção, médicos do trabalho, fisioterapeutas do trabalho, enfermeiros, técnicos de segurança, engenheiros de segurança, gerentes e chefes de produção.

Mesmo em escritórios menores em que não haja uma gama de profissionais envolvidos com a saúde é possível ambientar o COERGO com colaboradores diretos da empresa e os resultados são sempre muito positivos. Este grupo de gestão interna da ergonomia em geral segue os padrões da qualidade da empresa como o uso de ferramentas como o PDCA (plain, do, control, and act) facilitando a auditoria dos trabalho realizado juntamente com a auditoria de qualidade da empresa.

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

Ergonomista

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12 Estratégias para redução do adoecimento osteomuscular na empresa

- Estratégia 2: Laudo Ergonômico -

Dando continuidade a série de 12 estratégias para redução do adoecimento osteomuscular relacionado o trabalho com alta produtividade falaremos hoje sobre o Laudo Ergonômico na empresa.

O laudo ergonômico avalia as condições organizacionais do trabalho (pressão por metas, organização das atividades, frustração com metas divergentes, entre outros), as condições ambientais (temperatura, vento, luminosidade, ruído e umidade do ar) e as condições físicas do posto de trabalho (biomecânica corporal envolvida no desempenho da tarefa, postura, dimensionamento dos equipamentos e mobiliários, entre outros). Esta avaliação é o primeiro passo para a gestão ergonômica que foi a primeira estratégia apresentada nesta série.

O laudo ergonômico tem por objetivo cumprir a legislação, em especial a Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) n° 17 (conhecida apenas como NR 17) que exige que todas as empresas devem possuir estudo ergonômico. O laudo faz a mensuração do risco ergonômico envolvido em cada atividade desenvolvida no trabalho e sugere melhorias. Este controle permite desenvolver planejamento preventivo reduzindo o adoecimento, em especial os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho – DORT, e habilitando informações para defesa perante o nexo técnico epidemiológico (NETEP – INSS). Para quem ainda não está familiarizado com o NETEP este é um indicador usado pelo INSS, que relaciona o código de atividade econômica da empresa (CNAE) e o CID (código de classificação internacional da doença). Se a relação entre a atividade da empresa e a doença já estiver descrita no NETEP a classificação do afastamento do funcionário passa a ser acidentário e isto pode gerar uma série de custos e responsabilidades para a empresa, pois esta passa a ser responsabilizada pelo adoecimento do funcionário. Após esta classificação feita pelo INSS a empresa possui um prazo para se defender e provar que não foi sua responsabilidade o adoecimento do funcionário e neste ponto o laudo ergonômico e a gestão ergonômica (estratégia 1) são fundamentais nesta defesa.

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

Ergonomista

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12 Estratégias para redução do adoecimento osteomuscular na empresa

- Estratégia 1: Gestão da Ergonomia –

Iniciando a série de 12 estratégias para redução do adoecimento osteomuscular relacionado o trabalho com alta produtividade falaremos de gestão da ergonomia na empresa e no ambiente de trabalho. Mas afinal o que é ergonomia?

A origem da palavra vem de ERGOS (trabalho) e NOMOS (estuda das regras e normas). Ergonomia (ou Fatores Humanos como também é conhecida) é a disciplina científica que trata da compreensão das interações entre os seres humanos e outros elementos de um sistema, e a profissão que aplica teorias, princípios, dados e métodos, a projetos que visam  otimizar o bem estar humano e a performance global dos sistemas. Os praticantes da Ergonomia, Ergonomistas contribuem para o planejamento, projeto e a avaliação de tarefas, postos de trabalho, produtos, ambientes e sistemas para torná-los compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas. De modo bem popular costuma-se dizer que ergonomia é adaptar o trabalho às pessoas de forma que elas possam desempenhá-lo de forma confortável e produtiva.

A gestão ergonômica na empresa visa padronizar e documentar o programa de ergonomia.  Nesta visão o especialista em ergonomia participa da gestão do COERGO (comitê de ergonomia), das discussões sobre as melhorias, a implementação das mesmas e validação dos resultados obtidos.  A empresa, os funcionários e o consultor especializado desenvolvem uma cultura de médio e longo prazo dentro da instituição tornando o trabalho conhecido, estudado e adaptado e com isto habilitando o desempenho de alto nível produtivo dentro das possibilidades de cada um com diminuto risco de adoecimento do individuo.

Leonardo Rodrigues

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Lesões por esforço repetitivo (LER) são extremamente conhecidas do empresariado brasileiro, pois há muitos anos vem derrubando a produtividade e aumentando o custo financeiro de forma considerável, seja com o colaborador adoecido, o custo social gerado ou mesmo a queda de produtividade da empresa. Engana-se aqueles que imaginam produtividade apenas um conceito válido a empresas que possuem linhas de produção ou elaboram produtos para o consumidor final. A produtividade está presente em todo e qualquer labor podendo ser afetada em diversas formas.

Um conceito importante para quem pensa neste assunto é que o termo Lesões por Esforços Repetitivos (LER) foi substituído no meio acadêmico por Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Este termo é muito mais abrangente, pois compreende situações de dor e sofrimento do colaborador mesmo antes de uma lesão de fato existir e ser mais facilmente identificada em exames de imagem.  Uma dor constante na região da coluna lombar ou cervical, dores e formigamentos em punhos e antebraços e desconforto na região posterior dos ombros são algumas das queixas mais comuns que levam o colaborador a preservar-se e diminuir o ritmo de trabalho levando a queda na produtividade.

Neste momento todos estão se perguntando como manter o ritmo de trabalho necessário com uma alta produtividade sem causar um distúrbio osteomuscular em seus colaboradores? A resposta envolve diversos fatores entre eles a organização do trabalho, as condições ambientais do posto de trabalho, a estrutura física (biomecânica) do posto de trabalho e mobiliário e as exigências psicofisiológicas e cognitivas envoltas na tarefa desempenhada. Para que todos estes fatores estejam em harmonia e a alta produtividade seja mantida sem o custo do adoecimento aos funcionários existem algumas normas a serem seguidas (Norma regulamentadora do ministério do trabalho N°17 – NR 17, convenções da organização internacional do trabalho, artigos da CLT, entre outros…) e deve-se sempre recorrer a uma análise mais aprofundada do trabalho e das tarefas desempenhadas evitando assim uma sobrecarga funcional.

Para desenvolver um pouco mais o assunto estarei publicando uma serie de 12 estratégias para a redução das DORT e o desempenho da alta produtividade com menor risco de desenvolvimento para distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. Aguardem !!!

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

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A partir desta terça-feira, quinzenalmente, o Dr. Leonardo Rodrigues, fisioterapeuta, professor universitário, perito judicial entre outras atividades, irá nos brindar com temas vinculados a saúde, produtividade e conseqüente gestão empresarial.

Vamos iniciar esta série de posts sempre com a label [Saúde e Produtividade] visando explicitar bem o desenvolvimento e foco dos textos.

Boa leitura!

Saúde e Tecnologia

Desde que o homem adotou um modelo vida baseado na tecnologia ele foi fadado  a redução dos movimentos naturais do seu corpo. Como conseqüência surgiram as limitações de movimento e desconfortos corporais. Toda imobilidade perante ao computador leva a um aumento de tensão dos músculos que sustentam a cabeça  e os ombros.

Somado a tensão gerada pela postura imóvel que adotamos a frente do computador  existem outros fatores de risco para o desenvolvimento de doenças ligadas ao trabalho, em especial os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT).  Os principais fatores ligados a estes distúrbios são a postura inadequada, a aplicação de forças excessivas, a repetitividade de uma tarefa e quando há compressão mecânica de uma parte do corpo, como por exemplo o seu punho comprimido na borda da mesa.

Escritórios jurídicos estão especialmente expostos ao desenvolvimento destes problemas, uma vez que estão intimamente ligados ao uso do computador e seus funcionários têm contato com vários fatores primários e secundários de risco. Entres os fatores primários encontram-se o desconhecimento da postura adequada perante o computador, a repetitividade envolta na digitação constante de documentos, a força exercida ao manusear grandes volumes de papel e a compressão do antebraço na borda da mesa, que muitas vezes possui ângulo reto aumentando o risco. Fatores secundários ligados a escritórios jurídicos em geral estão ligados as características psicofísicas das tarefas de um advogado e aos constrangimentos ambientais do local de trabalho, uma vez que a atividade  exige concentração e desempenho cognitivo importantes.

Fiquem ligados! A tecnologia é aliada do advogado tanto quanto a boa utilização dela é aliada dos seus colaboradores! O recurso humano de uma empresa sempre é o seu maior bem! Cuide dele !

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

Ergonomista

leonardo@ergosul.com.br

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