Como evitar aquela dor na coluna que surge de repente ao menor esforço ou ao efetuarmos um movimento com o corpo? E aquela dor  nos ombros que parece nunca sumir? E a dor no pescoço que insiste em na ir embora?

Algumas atitudes no seu dia a dia resolvem esta questão e a elas damos o nome de “Atitudes Ergonomicas” ou “Atitudes Preventivas”!  Alguns exemplos destas atitudes no nosso dia a dia:

1) Levantar objetos: Ao levantar objetos procure colocá-los entre os seus joelhos com a coluna ereta. Quanto mais próximo do seu corpo menor será o esforço realizado pela sua coluna. Outra dica importante é manter as pernas abertas levemente e um pé um pouco a frente do outro, pois isto ajuda no equilíbrio.  Guarde os objetos preferencialmente no mínimo a 40 cm de altura do chão, pois isto evita um aumento do esforço na sua coluna ao pegar o objeto.

2) Forma de dormir e levantar: Um terço do nosso dia em média passamos na cama, desta forma opte por posições de lado com um travesseiro que preencha o espaço entre a cabeça e o colchão deixando a região do pescoço reta (como no exemplo abaixo). Se optares por outra posição para dormir use preferencialmente a de “barriga para cima”. Ao levantar da cama vire-se de lado, deixe as pernas saírem primeiro da cama e então levante o corpo inteiro de uma vez.

3) Passar roupa a ferro: Ajuste a altura da tábua de passar aproximadamente 10 cm abaixo da linha do seu cotovelo (você estando em pé com os braços soltos). Coloque abaixo da mesa algum objeto que sirva de seu apoio para os pés, desta forma poderá apoiar um pé e depois o outro alternando de forma a descansar a sua coluna. Esta posição sugerida evita que você dobre demais a coluna ou fique com sobrecarga demasiada por estar muito tempo em pé. A dica do apoio pode ser usada na hora de lavar a louça também!

4) Arrastar móveis para limpeza: Use sempre a força de duas pessoas. Caso esteja sozinha e não seja possível fique o mais próximo do móvel ou eletrodoméstico que pretende afastar para efetuar a sua limpeza. Depois se movimente com o objeto sem dobrar a coluna! Use a força das pernas para gerar o movimento que você precisa. Lembre-se que empurrar necessita de menos força que puxar determinado móvel ou objeto.

Com estas poucas dicas já é possível fazer uma revolução no seu lar prevenindo dores indesejadas que limitam a forma como você pode aproveitar a vida! É uma mudança de cultura! Que tal começarmos hoje?

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

Ergonomista

leonardo@ergosul.com.br

(Leonardo Rodrigues escreve quinzenalmente no Blog da Consultoria GestãoAdvBr sobre Saúde e Produtividade Empresarial)

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Passamos horas do nosso dia no carro dirigindo para o trabalho, shopping ou qualquer outro compromisso. Uma pergunta sempre surge quando este tema é abordado: A maneira como dirijo afeta minha coluna? A resposta é bem simples: SIM! Quanto mais veloz e em mais irregular o terreno for, mais vibrações ocorrem. Além da vibração vertical, ainda existe a aceleração frontal, causada pelas paradas e partidas. Quanto mais brusco for à forma de direção adotada, maior será o desgaste do corpo. Desta forma a direção com trocas de marcha mais suaves e em velocidades dentro do limite estipulado conforme as condições da via pública irão trazer maior conforto e segurança para o seu corpo. Uma boa postura frente ao volante ajuda na prevenção de desconfortos musculares ou dores principalmente na coluna vertebral.  Mas como adotar uma boa postura ao volante do meu veículo?

1°) O banco do carro deve ficar a uma distância do volante que permita o motorista manter os cotovelos levemente dobrados quando estiver segurando  na metade superior do volante. Nesta posição os ombros não ficam levantados evitando desconforto nos mesmos. Outro fator é que esta distância deve permitir que as pernas fiquem com bom apoio no chão e os joelhos levemente dobrados.

2°) Encosto com inclinação para trás leve permitindo uma abertura do ângulo coxa-tronco entre 100° e 110° (sentado bem reto no banco este ângulo é de 90°, desta forma é levemente inclinado para trás). Nesta posição a coluna lombar fica bem apoiada e dá suporte ao peso do tronco que se apóia durante o ato de dirigir.

3°) Cabeça olhando para frente, sem inclinação da mesma para os lados ou para frente. Caso esteja precisando inclinar a cabeça para frente ao dirigir revise a inclinação do encosto, pois pode estar equivocada.

4°) Regule os espelhos de forma que não seja necessário deslocamento da cabeça ou da coluna para olhar o reflexo adequado dos mesmos.

Algumas dicas também ajudam quando o percurso é longe ou surge algum desconforto:

1°) Auto-alongamentos  do pescoço e braços como nas figuras abaixo

2°) Auto-massagem na região do pescoço e ombros

3°) Um pequeno apoio extra colocado na região lombar (suportes vendidos no mercado ou até uma toalha pequena enrolada) como visto na figura abaixo

Leonardo Rodrigues

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Organizar a nossa mesa de trabalho de forma que possamos prevenir desconfortos ou dores muitas vezes é um grande desafio, mas com algumas dicas simples podemos encontrar uma solução. A mesa de trabalho deve ser dividida em três diferentes áreas:

1) Área ótima: É um quadrado formado pelo espaço entre as nossas mãos caso estejamos de frente para a mesa, com os braços dobrados a 90° e com os cotovelos encostados na lateral do corpo. Esteja sentado na cadeira com a barriga próxima da mesa e a coluna bem apoiada. É uma área para escrita, digitação e uso constante. Nesta área não há deslocamento dos ombros para frente ou para os lados prevenindo o uso excessivo desta região.

2) Alcance ótimo: Na mesma posição inicial citada anteriormente você pode mover os braços para o lado sem deslocá-los para frente. Nesta área você pode usar o mouse, o telefone, papéis de consulta, calculadora e outros utensílios de uso freqüente.

3) Alcance máximo: Na mesma posição citada na primeira área você agora pode demarcar esta área esticando os braços e abrindo os mesmos no limite do comprimento do seu braço. Esta área é para papéis de pouco uso, porta canetas, e objetos utilizados com pouca freqüência.

Além destas três áreas a sua mesa pode ser usada para objetos eventualmente utilizados, porta retratos e outros objetos pessoais. Uma forma interessante de se adaptar a estas medidas é demarcá-las na sua mesa com fita crepe por uns dias. Após se acostumar a usar o espaço dentro das medidas corretas, retire as fitas e aproveite o bem estar que o uso adequado da sua mesa irá lhe proporcionar.

Leonardo Rodrigues

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A tecnologia veio nos ajudar, porém o uso contínuo do computador pode gerar desconforto muscular e até dores pelo corpo. Pensando nisto elaboramos dicas importantes para o uso correto do computador e conseqüente prevenção de desconfortos ou dores no corpo.

1 – A distância do monitor aos olhos deve ser 45 a 70 cm. Os olhos devem estar na linha superior do monitor, pois desta forma a postura da cabeça fica neutra. Cuide para que a tela fique perpendicular as fontes de luz evitando o reflexo no monitor. Lembre-se que o monitor deve estar sempre na sua frente e nunca lateralizado.

2 – Ao sentar o corpo deve manter um ângulo entre as coxas e as costas de 90° a 110° , ou seja você deve sentar ereto ou até no máximo um pouco inclinado para trás.

3 – O apoio da cadeira deve ser priorizado na região lombar, pois é ali que o nosso corpo deposita a maior carga quando estamos sentados.

4 – A altura do teclado deve ser a mesma altura do nível do cotovelo. Teclado e mouse devem estar sempre na mesma altura e deve haver espaço na mesa (em torno de 15 cm) para apoio do antebraço.  Sente-se próximo da mesa para evitar a elevação do ombro.

5 – A altura da cadeira deve ser regulada para permitir que o teclado esteja na mesma altura do cotovelo. Caso os pés fiquem com apoio insuficiente no chão use um apoio de pés. Lembre-se de sentar sempre no fundo do assento permitindo um bom apoio para sua coluna lombar.

6 – Os joelhos devem ficar a 90°. Se dobrarem mais do que este limite podem dificultar a circulação nas pernas e causar cansaço e desconforto. Nunca permaneça por longos períodos com as pernas cruzadas ou sentadas sobre elas.

7 – O apoio de pés é necessário sempre que os pés não fiquem de forma firme no chão após a regulagem da cadeira. É um acessório simples, porém muito importante.

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

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12 Estratégias para redução do adoecimento osteomuscular na empresa

- Estratégia 12 –  Rodízio de tarefas -

Terminando a série de 12 estratégias para redução do adoecimento osteomuscular relacionado o trabalho com alta produtividade falaremos hoje sobre a o rodízio de tarefas.

Nem sempre é possível mudar a natureza de determinadas tarefas, porém a análise ergonômica bem fundamentada dos postos de trabalho e tarefas exercidas permite criarmos mecanismos de compensação do risco de adoecimento e com isto conseguimos mais uma forma de gerenciar a saúde ocupacional e manter a produtividade.

Mas como fazemos isto? Em locais de maior repetitividade ou risco biomecânico envolvido as atividades do setor são mapeadas e classificadas, permitindo que seja realizado um rodízio de tarefas entre os colaboradores, reduzindo drasticamente a exposição ao risco e desta forma reduzindo a probabilidade de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho – DORT.

É realizado um registro por onde o colaborador passou durante a jornada e esta planilha é posteriormente validada pelo fisioterapeuta do trabalho, tornando assim um documento comprobatório das atitudes preventivas da empresa. Bom para o funcionário que garante a menor exposição aos riscos ocupacionais que não foram possíveis de serem modificados e melhor ainda para a empresa que ganha um registro das suas atitudes preventivas.

Esta série de 12 estratégias trouxe um pouco mais sobre o que está sendo feito no mercado de trabalho para otimizar a saúde e a produtividade nas empresas. Aproveite e pense um pouco na sua realidade e como adaptar estas estratégias no seu dia a dia. SEMPRE HÁ O QUE MELHORAR! Nunca se esqueça disto!

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

Ergonomista

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12 Estratégias para redução do adoecimento osteomuscular na empresa

- Estratégia 11 –  Gerenciamento de restrições ao trabalho -

Dando continuidade à série de 12 estratégias para redução do adoecimento osteomuscular relacionado o trabalho com alta produtividade falaremos hoje sobre a o gerenciamento de restrições ao trabalho na empresa.

Foi citado anteriormente na estratégia de se ter o ambulatório de fisioterapia dentro da empresa a importância da intervenção precoce junto ao colaborador que inicia um processo de adoecimento e ou queixa dolorosa. O gerenciamento de restrições à algumas atividades de trabalho em específico é uma estratégia adicional muito útil na lida dentro de muitas empresas.

Onde não é possível mudar um fator de risco no trabalho de alguém que inicia um processo doloroso podemos identificar as atividades que desencadeiam a dor ou as de maior ligação com o processo avaliado no colaborador e restringir o trabalho daquele individuo por um período determinado de tempo naquelas tarefas. Trata-se de prevenir o agravamento do distúrbio osteomuscular que se inicia e preservar o seu colaborador sendo tratado e mantendo-se no trabalho com a segurança que ele precisa. Esta manutenção do individuo no trabalho mantém a produtividade na empresa e reduz a perda de horas trabalhadas, sendo que este é um dos maiores custos em determinadas atividades laborais.

Mas como funciona? O colaborador que inicia o processo doloroso (estágio inicial do distúrbio ou lesão osteomuscular) é avaliado pelo médico do trabalho e pelo fisioterapeuta do trabalho dentro da empresa e são identificadas as estruturas envolvidas na lesão ou dor referida. Baseado na avaliação ergonômica do trabalho desta pessoa são identificadas as tarefas mais lesivas para aquelas estruturas em que o colaborador já refere dor. Neste caso são restritas algumas tarefas apenas do trabalho aquele trabalhador e o tratamento segue com o individuo trabalhando no mesmo posto de trabalho ou em outro setor, conforme determinado pela avaliação do caso.

Esta abordagem é ousada e inovadora, mas conforme já provado por muitos cases permite manter o colaborador ativo, trabalhando, sendo cuidado e se recuperando! Bom para o funcionário que permanece socialmente ativo e bom par a empresa que se mantém produtiva! É a nova forma de gerenciar a saúde ocupacional vindo com tudo para de fato abranger todos os aspectos do labor!

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

Ergonomista

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12 Estratégias para redução do adoecimento osteomuscular na empresa

- Estratégia 10 –  Readaptação profissional na empresa -

Dando continuidade à série de 12 estratégias para redução do adoecimento osteomuscular relacionado o trabalho com alta produtividade falaremos hoje sobre a readaptação profissional na empresa.

Todos empresários do país estão cientes da importância social e legal de incluírem nos seus quadros funcionais pessoas com necessidades especiais. Não é de hoje que este tema é retratado na mídia e citado quase a exaustão. Outro tema amplamente debatido é o alto índice de pessoas afastadas do seu trabalho por motivo ocupacional relacionado a distúrbios osteomusculares as quais comumente são chamadas de “encostadas no INSS”. Estes dois fatores vem de encontro em uma realidade cada dia mais presente nas empresas: A necessidade de readaptar ao labor dentro da empresa pessoas afastadas do trabalho por distúrbios osteomusculares e que agora possuem necessidades especiais.

Seja pelo fator social, seja pelo fator de preenchimento de cotas legais ou qualquer outro fator em que se possa pensar esta realidade é humana e necessária e possui vários pontos positivos. Além dos fatores práticos (e importantes do poto de vista legal e social) já citados há a valorização do ser humano que labora na empresa e isto gera humanização do trabalho, que é um dos fatores da ergonomia. O trabalho adaptado significa não apenas estar mecanicamente adaptado, mas organizacionalmente e cognitivamente adequado. Trata-se de uma estratégia sutil que trabalha com o lado humano, mas a longo prazo traz excelentes resultados, além é claro de trazer o colaborador para o lado da empresa… Afinal quem não deseja ser acolhido no seu pior momento? E quem não gostaria de ter seu colega e amigo acolhido?

Mas como desenvolver esta estratégia? O fisioterapeuta do trabalho faz uma avaliação do colaborador onde são identificadas as capacidades funcionais e escolhidas as colocações mais adequadas na empresa para a readaptação do funcionário conforme a avaliação ergonômica dos postos de trabalho. Também há um acompanhamento deste retorno ao trabalho para a melhor adaptação. É uma realidade em muitas empresas, incluindo algumas que já estão fazendo parcerias com o INSS para buscar seus colaboradores há muito afastados e oportunizar novas realidades de trabalho!  E você ? Já tinha pensado nisto ?

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

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12 Estratégias para redução do adoecimento osteomuscular na empresa

- Estratégia 9 – Ambulatório de fisioterapia dentro da empresa -

Dando continuidade à série de 12 estratégias para redução do adoecimento osteomuscular relacionado o trabalho com alta produtividade falaremos hoje sobre ambulatório de fisioterapia dentro da empresa.

Apesar de desconhecido da maioria dos empresários esta com certeza é uma das mais eficazes estratégias de combate ao adoecimento e ao aumento da produtividade com saúde dentro da instituição. No momento em que um funcionário queixa-se de dor ou desconforto é avaliado pelo médico e tratado pelo fisioterapeuta em tempo real, no mesmo dia em que iniciaram os sintomas. Esta avaliação e atuação extremamente precoce permitem que a lesão seja ainda tratada na fase aguda, o que reduz muito no tempo de tratamento. Outro fator imprescindível é que ao queixar-se o trabalho é avaliado ergonomicamente pelo fisioterapeuta do trabalho que é habilitado em relação ao estudo ergonômico do posto de trabalho. Conhecendo a provável causa, pode-se restringi-la durante o tratamento e ou inclusive efetuar melhorias para que outros colaboradores não adoeçam no futuro.

Para aqueles que tratam de doenças crônicas não relacionadas ao trabalho o ambulatório de fisioterapia na empresa reduz o custo e o tempo com deslocamento de funcionários  à  clinica de fisioterapia.

Os dados obtidos no ambulatório de fisioterapia da empresa possibilitam campanhas preventivas, atuações no sistema de produção, identificação dos riscos ocupacionais e demonstram em todos os aspectos, incluindo a valorização do funcionário e nos meios judiciais, que a empresa adotou medidas preventivas em prol do funcionário e do seu bem estar. É uma estratégia de resultados reais em que todos saem ganhando.

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

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12 Estratégias para redução do adoecimento osteomuscular na empresa

- Estratégia 8 – Avaliação pré-admissional -

Dando continuidade à série de 12 estratégias para redução do adoecimento osteomuscular relacionado o trabalho com alta produtividade falaremos hoje sobre a avaliação pré-admissional na empresa.

Todos conhecem é claro o processo seletivo para a entrada em uma empresa, embora existam diversas variações. Algumas empresas exigem exame psicológico, exame médico e audiométrico, outras empresas complementam com exames de imagem e de sangue ou testes de dinâmica de grupos. Independente de todos os exames realizados na área da saúde quem bate o martelo no fim e emite o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) é o médico do trabalho. Tudo isto é conhecido do empresariado! O que relato hoje é uma nova modalidade de usar a ergonomia e a avaliação cinética funcional neste processo pré-admissional.

A avaliação cinética funcional é a avaliação da capacidade funcional (de movimento) do indivíduo sendo o profissional habilitado para esta avaliação o fisioterapeuta, mais especificamente dentro das empresas o fisioterapeuta do trabalho. Nesta avaliação são realizados testes funcionais, de amplitude dos movimentos e força muscular específica (incluindo testes com dinamômetros manuais, dorsais, lombares e eletrônicos) onde no resultado final é obtida a capacidade funcional do candidato ao emprego. Esta informação pode ser muito útil ao médico do trabalho, complementando a sua gama de avaliação do individuo e favorecendo uma melhor análise do candidato. Mas afinal em que especificamente o médico poderia usar esta avaliação? E de que forma a empresa se beneficiaria na diminuição do adoecimento dos funcionários?

Possuindo conhecimento ergonômico dos postos de trabalho da empresa a avaliação das capacidades individuais de cada colaborador permite a alocação laboral adequada para as características individuais, reduzindo a sobrecarga de cada funcionário e permitindo uma melhor adaptação ao trabalho. Por exemplo, imagine que dois candidatos concorrem a uma vaga na expedição da sua empresa (carga que ergonomicamente foi avaliado como de grande esforço para as mãos) e uma vaga no almoxarifado (cargo que requer mais mobilidade do que força manual). O candidato A apresentou funcionalidade normal e uma força adequada nos testes dinamometricos (de força) para as mãos e o candidato B apresentou funcionalidade normal, porém pouca força para as mãos (compatível com o seu biótipo, por exemplo). O médico da empresa, junto ao ergonomista, possuirá conhecimento para alocar cada candidato em sua melhor vaga, onde aquele individuo se adaptará com maior facilidade.

Outro ponto fundamental nos dias de hoje para esta avaliação é a possibilidade de usar a mesma para medir as capacitações de indivíduos portadores de necessidades especiais quando os mesmos fazem a admissão na empresa. Mais uma vez conhecer os requisitos ergonômicos do trabalho que será desenvolvido e as capacidades funcionais do individuo irão colaborar para a adaptação do trabalho aquele novo colaborador que está chegando. E a sua empresa pensa neste tipo de prevenção?

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

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12 Estratégias para redução do adoecimento osteomuscular na empresa

- Estratégia 7 – Eventos de saúde na empresa -

Dando continuidade à série de 12 estratégias para redução do adoecimento osteomuscular relacionado o trabalho com alta produtividade falaremos hoje sobre os eventos de saúde na empresa.

A abordagem da saúde pode ser feita de três diferentes formas: 1) Promoção a saúde – abordagem onde se trabalha principalmente a divulgação dos conhecimentos básicos de saúde como por exemplo os hábitos de vida saudáveis, higiene bucal, entre tantos outros temas; 2) Prevenção a saúde – abordagem onde se trabalha a prevenção de fatores específicos desencadeadores do adoecimento, como por exemplo a postura inadequada em uma determinada tarefa durante o trabalho. Esta abordagem é tão ampla quanto a anterior e permite trabalhar qualquer fator de risco; 3) Recuperação da saúde – abordagem que trabalha com o indivíduo doente e busca a sua recuperação independente do estágio deste adoecimento.

Toda empresa objetiva o trabalho de promoção ou prevenção dentro da saúde, pois justamente o que se deseja evitar é o adoecimento dos colaboradores que determinam a produtividade de uma instituição. Para alcançar este objetivo e ainda ganhar a valorização do colaborador são promovidos eventos de saúde com periodicidade mensal ou bimestral dentro da empresa focando tanto a promoção da saúde ou a prevenção de doenças específicas.

Neste sentido existem diversos cases que poderiam ser comentados, então posto dois aos quais tiveram resultados surpreendentes: 1) Um trabalho em uma empresa frigorifica de a mensuração da pressão arterial, altura e peso (determina o índice de massa corpóreo – IMC), e circunferência do abdômen associado a uma carteirinha individual de controle e informações por vídeo no intervalo de trabalho auxiliaram a empresa a identificar as pessoas que já possuíam riscos a saúde por obesidade, risco coronariano e hipertensão arterial favorecendo campanhas educativas e acompanhamento médico dos colaboradores que já possuíam riscos e não os conheciam; 2) O desenvolvimento de um programa nutricional voltado as esposas dos colaboradores com aulas de culinária dietética dentro da empresa “ao estilo Ana Maria Braga” em uma empresa de ônibus  após um trabalho similar ao citado no primeiro case resultou na diminuição do percentual de obesos mórbidos ao volante, resultando no menor risco de adoecimento por diabetes, pressão alta, mal súbito, entre outros… Colaboradores ganharam e clientes também!

Veja bem os exemplos! Não trata-se apenas de abordar os riscos osteomusculares para LER / DORT e sim o tratamento da saúde dentro da empresa como um todo. O gerenciamento da saúde leva a uma diminuição gradual do absenteísmo e a valorização continuada do trabalhador gerando uma massa produtiva mais saudável, feliz e comprometida.

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

Ergonomista

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