Este post é dedicado a uma pesquisa feita anualmente pelo escritório brasileiro do Marco Antonio Gonçalves e outro Mexicano, apontando as tendências do Marketing Jurídico no Brasil e no México.

Já temos a pesquisa pelo segundo ano consecutivo, sempre com uma abordagem direta e objetiva que nos permite conclusões claras e práticas acerca do marketing jurídico.

Você pode baixar a pesquisa completa aqui.

Vamos abordar a pesquisa e alguns dos seus itens, com comentários meus.

Marketing jurídico é uma ciência, uma pesquisa constante, uma atualização diária. Pensar em marketing apenas como propaganda é um erro comum e a pesquisa esclarece bem este ponto.

As ações de marketing jurídico deve ser planejadas, executadas com muita racionalidade, constância e visão de futuro. Querer resultados em poucas semanas ou meses é ilusório.

Assim como qualquer resultado no mundo dos negócios, o marketing precisa de investimentos financeiros e também de tempo e principalmente conhecimento por parte de quem aplica o marketing e que vai fiscalizar o trabalho que está sendo desenvolvido.

Fazer marketing apenas por fazer ou dizer que está fazendo não é se comprometer com o resultado, ou seja, não serve para nada.

Colacionamos abaixo alguns resultados desta pesquisa:

As conclusões são bem interessantes e reforçam muito o que debatemos há bastante tempo por aqui no Blog: Precisamos investir em relacionamento presencial e na internet.

A maioria da pesquisa foi realizada por escritórios de até 50 pessoas (78%) o que representa um estudo do pequeno e médio escritório no Brasil.

Interessante destacar também que a grande maioria dos escritórios terceiriza o marketing sem ter um representante interno. Aqui cabe uma reflexão: Somente fazemos bem aquilo que sabemos fazer. Um profissional de gestão e marketing querendo defender uma pessoa num processo é tão desastroso quanto um advogado querendo fazer aquilo que não foi talhado para desenvolver. Então, como posso avaliar o trabalho de algo que não conheço?

Outro ponto relevante, é que tanto o sócio do grande escritório como o do pequeno sabem da importância do marketing jurídico no seu negócio:

A pesquisa continua com inúmeros pontos interessantes para nossa reflexão. Vale a pena baixar o relatório completo e lê-lo.

Quer ler mais sobre Marketing Jurídico? Clique aqui.

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Talvez uma das perguntas mais cobiçadas do conhecimento dos advogados: Como fazer um marketing jurídico dentro do código de ética, com seriedade, conquistar clientes novos, manter os antigos e crescer de maneira sustentável?

Pode parecer complexo, mas a resposta é muito simples, bastam duas palavras: Relacionamento e tempo.

Muitos pensam que a resposta está em visibilidade, propaganda (erro clássico), em tecnologia, redes sociais, enfim, muitas alternativas, muitos caminhos e o resultado esperado não chega. Por que?

Simples: Porque a resposta é singela e requer um investimento caro e difícil hoje em dia: tempo.

Como assim?

Vamos pensar juntos em alguns elementos de marketing jurídico prático e o segredo do sucesso:

Fazer eventos

Fazer eventos onde os profissionais podem difundir conhecimento e ter uma maior visibilidade está bastante em moda hoje em dia e os resultados realmente são positivos.

Para organizar ou participar de eventos o que é necessário?

Relacionamentos para ser convidado para um evento ou criar um evento e ter pessoas para difundí-lo e tempo em ambos os casos para ser um investimento adequado.

Relacionamento com atuais clientes

Este é um tipo de trabalho de marketing que sempre dá resultado. Se já é cliente, ele tem confiança, sabe do potencial do  escritório.

Agora, para investir neste cliente, dar a ele informações sobre os atuais processos que tem e possíveis assuntos ou informações úteis para novos negócios há a necessidade de dois fatores: Tempo e relacionamento (para com o cliente).

Redes Sociais

Investir em redes sociais dá resultado? Claro que sim. Mas, para que servem as redes sociais?

Dois pontos: Serem informativas (excelente utilidade, indexação da marca, etc) e promoverem relacionamentos.

Como utilizar isto a favor do seu negócio?

Sendo informativo sobre assuntos interessantes ligados a realidade do negócio e estabelecendo conexões com pessoas.

Como fazer isto acontecer?

Tendo tempo e investindo em relacionamentos.

Enfim,

Você quer saber qual o segredo do marketing jurídico: Tempo e relacionamentos.

Quer fazer crescer o seu negócio? Tenha tempo e relacionamentos.

Agora como conseguir o tempo e relacionamentos é outra estória… leia amanhã sobre este assunto aqui!

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“Concentre-se nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças ” (SUN TZU, 500 a.C.)

A frase de Sun Tzu em 500 antes de Cristo nos remonta a uma técnica amplamente utilizada na administração moderna: SWOT.

Swot é uma sigla em inglês que diz:

Strengths – Força

Weaknesses – Fraqueza

Opportunities – Oportunidade

Threats – Ameaça

Dentro destes 4 conceitos, temos que analisar dois deles no ambiente interno (Força e Fraqueza) e dois no ambiente externo (Oportunidades e Ameaça), como mostra este diagrama ao lado.

Na advocacia necessitamos desta análise para começarmos um trabalho sério de marketing jurídico.

Como assim?

O ambiente interno é o local onde podemos definir o que vai acontecer. Assim, analisar nossos pontos fortes, nossas potencialidades é fundamental para sabermos o que fazemos melhor do que o resto do mercado. Igualmente, precisamos analisar no que estamos fracos para melhorarmos nossos controles e padronização de gestão para o crescimento.

Já o ambiente externo está totalmente fora do controle do escritório. Mas, apesar de não poder controlá-lo, o escritório deve conhecê-lo e monitorá-lo com freqüência de forma a aproveitar as oportunidades e evitar as ameaças. Oportunidades de negócio surgem diariamente. Sempre temos novos mercados, novos fatos ocorrendo na economia, administração pública, consumidor, etc. As ameaças são concorrentes que estão crescendo dentro da sua área de atuação que podem ter o mesmo foco que o seu, por exemplo.

Ideias básicas, portanto:

Forças e Oportunidades – Salientar/desenvolver os pontos fortes para aproveitar ao máximo as oportunidades encontradas.

Forças e Ameaças – Salientar/desenvolver os pontos fortes para minimizar os efeitos das ameaças existentes.

Fraquezas e Oportunidades – Buscar estratégias que possam minimizar os pontos fracos e alcançar as oportunidades que existem.

Fraquezas e Ameaças – Da mesma forma, as estratégias que possam minimizar os pontos fracos e barrar eventuais ameaças.

Utilizando esta ideia de SWOT, podemos começar um bom e eficiente planejamento de marketing jurídico.

Em bom português, se você tem um escritório forte em direito tributário como montar sua matriz de SWOT:

Pontos fortes: Conhecimento específico em direito tributário, produtos a, b, c, etc desenvolvidos.

Pontos fracos: Não agrega outra área de atuação (a exemplo do trabalhista, que é sempre buscado em conjunto pelas empresas)

Oportunidades: Mercado terceiriza principalmente tributário e o trabalhista das empresas.

Ameaças: Escritórios já consolidados em ambas as áreas.

Como resolver: Estratégia de uma nova área ou de produtos diferenciados dentro do direito tributário, demonstrando que a especificação nesta área é sua expertise de excelência.

Esta é a dica para início desta ideia. Você, que conhece o seu escritório, o seu negócio, o seu mercado é que tem total condição de montar esta estratégia de maneira adequada e eficiente.

Invista tempo na sua estratégia. Utilize o SWOT e todas as ideias que puder para o crescimento do seu negócio. Pensar no seu escritório não é perda de tempo, é investimento com ampla possibilidade de retorno.

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Um artigo do consultor americano Larry Bodine apresenta dez ações efetivas de marketing jurídico. Para ler o artigo original, clique aqui. Abaixo as dez ideias apresentadas no artigo original, com comentários meus.

1. Separe um percentual para investir em marketing.

O autor se refere a 2,5% do faturamento. Ao meu ver, desde que seja um valor fixo, qualquer valor vale a pena.O importante é que o dono saiba que investir em marketing é algo sério e não apenas um brinquedo que se usa uma vez e depois nada mais se faz.

2. Coloque um video no seu website

Um dos portais mais importantes hoje é o youtube. Ter videos hospedados lá e vinculados ao site do escritório é uma ferramenta poderosa de marketing. Se você não tem nem um site ainda, melhor correr.

3. Se não é rastreável, nem vale a pena.

Você investe em algo e sequer sabe o retorno? Claro que não, senão você não era dono do escritório. Porque então investir em marketing que não pode ser rastreável? Pense em ações concretas que podem lhe trazer resultados.

4. Vise seus atuais clientes

É muito mais simples atingir novas possibilidades de negócios com atuais clientes do que buscar novos. Foque os atuais clientes com novas demandas que lhe sejam úteis.

5. Cultive fontes de referência

Mesmo numa época de internet, redes sociais e tudo mais, a referencia ainda é um ponto fundamental em qualquer contratação. Crie e cultive amizades, potenciais referências do teu trabalho e até mesmo da sua conduta.

6. Participe de associações de clientes

Ou seja, não apenas de grupos de advogados. Participe de grupos de empresários, de negócios. Não ofereça seus serviços de forma direta. Participe demonstrando seu conhecimento de mercado. Isto vale muito mais do que saber o número de alguma lei.

7. Somente após estes seis passos, inicie a ter um objetivo de clientes

Sem foco, não há como prosseguir. Siga a risca as dicas e procure um foco, um escopo para perseguir os seus objetivos de marketing.

8. Após criar um plano de negócios, escreva-o.

Sem maiores explicações. Crie o seu plano de negócios (que inclui marketing) e coloque por escrito. Ter na cabeça não serve.

9. Quanto tempo eu dedico ao meu plano de negócios?

Se recomenda pelo menos 200 horas por ano. Isto dá 16 horas por mês, 4 horas por semana, ,menos de uma hora por dia.É plenamente viável. Basta se organizar, planejar e executar.

10. Verifique seus resultados.

Se você contatou 10 clientes novos, quantos fecharam negócio? Se você fez 50 contatos novos, quantos conseguiu uma apresentação? Saiba o que de trabalho e tempo você está rendendo, isto faz a total diferença.

Enfim,

A diferença entre o marketing e o resultado prático é um só: A sua atitude diante do planejamento e execução!

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“Já percebeste como são pequeninos os grãos de areia? Contudo, postas num navio, fazem-no afundar.” (Santo Agostinho)

Você já parou para pensar no seu negócio?

Ele pode ser um pequenino grão de areia dentro do mercado. Mas, são grãos de areia que fazem a diferença.

Porque?

Porque o grande pode comprar muito, vender muito, prestar muito serviço, mas ele é um só ou são poucos. Os pequenos, estes sim, dão a dimensão do mercado.

Porque isto é importante?

Por vários motivos, mas principalmente para o marketing jurídico, pois será através de análises de mercado e de como o mesmo se posiciona que poderemos ter ações objetivas em relação a clientes.

Se você sabe que no seu Estado e na sua cidade os indicadores de crescimento são bons, o que você faz?

Nada? Nem sabe o que são indicadores?

Cuidado…

São os indicadores que nos dão elementos para iniciarmos qualquer planejamento de marketing. São os números que se traduzem em ideias e posições.

Mas, como?

Você percebe que os indicadores são melhores de crescimento e investimento na sua cidade. Descobre que nos últimos anos houveram mais empréstimos, mais investimentos em indústrias farmaceuticas e abriram várias empresas de comércio, por exemplo.

É uma excelente oportunidade para pensar em ofertar seus serviços e ideias no comércio, indústria farmaceutica e claro, aos consumidores – se estes forem teu público alvo – pois, com o crescimento, a economia se movimenta, as pessoas pegam empréstimos, compram produtos, enfim, tudo que a advocacia está aí para defender…

Você ainda se sente um grão de areia no deserto do mercado?

Aproveite para ser o grão que faz a diferença!

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Na última semana uma reportagem destacou uma nova visibilidade do marketing: A Geolocalização.

O que é isto?

Geolocalização é um serviço que identifica onde o usuário está naquele momento, baseado pelo GPS do celular ou do IP do seu computador. Leia aqui uma definição.

Algumas empresas já se deram conta do que isto representa em termos de marketing. Você já sacou a ideia?

Pense comigo: Você está na rua, em frente ao número 245 da Rua João da Silva. Então você sente vontade de encontrar um restaurante português típico. Você faz o que?

Se fosse antigamente, você entraria em algum local e pediria as páginas amarelas. (Faz tempo, né?)

Hoje, você abre o seu celular entra no google ou em outro serviço e digita o restaurante português na cidade tal…

Será somente isto mesmo?

Hoje, já está melhor. Serviços como Foursquare já estão cadastrando as empresas e desta forma quando você abre o serviço no celular, o mesmo já sabe onde você está (em razão do GPS) e já indica empresas cadastradas próximas. Impressionante, não? Leia sobre esta realidade aqui.

Agora vamos imaginar o futuro breve: Ao invés de cadastrar sua empresa em serviços na internet tradicionais, você vai cadastrar em serviços de geolocalização. As pessoas que estiverem pertas do seu negócio ou se dirigindo para perto dele poderão encontrar o seu negócio num clique.

E na advocacia?

Cabem duas reflexões neste sentido:

1. Como a advocacia vai reagir diante desta tecnologia? (será mercantilização ou não)

2. Como os advogados estão se preparando para isto?

Ainda são reflexões, não temos decisões a este respeito nos Tribunais de Ética, nem vislumbramos muitos advogados (eu conheço talvez uma meia dúzia que já tocou no assunto da geolocalização pela internet) pensando a respeito do assunto, infelizmente.

A tecnologia para muitos profissionais da advocacia ainda é um tabu. Pode até ser um tabu, mas é uma realidade e isto não tem volta.

A pergunta é: Para você, a geolocalização ainda é um tabu?

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O consultor americano Larry Bodine em seu blog nos apresenta três interessantes ideias para 2011.  Vale a pena a reflexão. Para ler o artigo original, clique aqui.

As ideias lançadas chocam numa primeira visão, mas em fato são pontos importantes que podem ser desenvolvidos no escritório de maneira simples e com resultados práticos eficientes, dependendo exclusivamente da pessoa a executar as mesmas.

Abaixo as três ideias do artigo original e meus comentários abaixo.

1. Pare de divulgar a sua marca

Muitos escritórios de advocacia se preocupam em divulgar apenas a suas marcas. Querem apenas que todos conhecam o escritório fulano de tal.

Esquecem que somos pessoas, querendo se conectar a mais pessoas.

Marcas, a exemplo da Disney, Coca Cola, etc, investem bilhões para terem a suas marcas na mente das pessoas. O seu escritório não irá investir tão pesado em marcas. Então, o que fazer?

Investir no relacionamento com as pessoas. Esta é a resposta. Invista em conhecimento para as pessoas que procuram o escritório. Invista em contatar seus amigos. Invista em estar presente nos momentos sociais. Invista nas e para as pessoas. Isto dá resultado.

2. Dê os seus segredos ao público

Os segredos atualmente não são mais secretos. Parece loucura, mas o conhecimento que temos, mesmo aquele mais específico, pode não ser mais um grande segredo para os outros.

Não estou afirmando que tudo que você aprendeu e sua expertise e know-how não são válidos. É justamente o contrário. Eles são válidos na medida em que as pessoas sabem que ele existe.

Como alguém irá descobrir que você é o melhor expert em um determinado assunto, se você sempre quer esconder o jogo?

Você pode – e deve – cobrar pelo conhecimento, tempo e investimento em atualizações que faz, contudo, você pode dar ao mundo um pouco do seu conhecimento através de posts em blog, comentários em grupos, palestras, livros, etc.

Esconder-se atrás do conhecimento não lhe trará nenhum cliente.

3. Esqueça a grande ideia

Não há nada de errado em se pensar grande para ser grande. Contudo, se você não pensar e agir como pequeno primeiro, você não chegará a ser grande.

Os grandes selecionam clientes, perfis de atendimento, etc. Os grandes tem tempo e dinheiro para sustentar o negócio por períodos de escassez financeira. Se você não está adequado a isto, você não pode e não deve competir desta forma.

Iniciar pequeno não significa pensar pequeno.

Significa que dentro do seu planejamento você está vislumbrando suas atuais potencialidades e focando no sucesso futuro.

Em suma,

As ideias podem parecer radicais, mas são bem eficientes e merecem reflexão para que 2011 seja um ano profícuo e de sucesso.

Agora o mais importante de tudo é: Ponha-as em prática!

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Semana passada uma notícia interessante nos remete ao código de ética: Os EUA e Brasil estão estudando um ao outro seus devidos códigos de ética para trocarem informações e quem sabe ter um código de ética comum. Leia a notícia completa aqui.

Por óbvio, temos que respeitar que são países completamente diferentes, seja na forma da cultura do povo, visão de negócios, estratégias de mercado e economicas.

Ainda assim, temos pelo menos dois pontos interessantes nesta discussão:

1. A forma que os Americanos vêem o marketing jurídico;

2. Estratégias atuais similares entre os dois países neste âmbito;

Sobre a forma que é visto o Marketing em cada país

No Brasil sabemos que enfrentamos uma código de ética com visão bem mais restrita em relação ao marketing do que os EUA. Nos EUA há a possibilidade de anúncios na TV, colocações diretas do tipo “eu sou o bom e faço o melhor, me contrate” e por aí vai. Decorrência da visão capitalista forte que sempre norteou o mercado americano, que aliás, pauta num judiciário completamente diferente do nosso em inúmeros termos, principalmente pela característica de lá ser bem mais beligerante que o Brasil.

No Brasil temos uma visão mais tangente do marketing jurídico, ou seja, podemos fazer o marketing, contudo, a estratégia de marketing não pode ser direta, deve ser tangenciada através do conhecimento, eventos, networking, etc.

A ideia de unir ambos num código de ética comum parece bem interessante, contudo, há muitas etapas a serem enfrentadas e superadas para esta realidade ser verdadeira, a começar pelas estratégias de cada país em relação ao marketing.

Sobre as estratégias adotadas em cada país

Enquanto temos um mercado voltado ao marketing expositivo nos EUA e mais tangenciado no Brasil, temos limitações éticas completamente diferentes em cada país, nos levando a remar em direções opostas.

Contudo, nem tudo é assim.

Se analisarmos o contexto da cobrança de honorários, por exemplo, até bem pouco tempo atrás, quiça início de 2010, os EUA – assim como a Europa até hoje ainda assim se manifesta – fazia a cobrança de honorários baseado no trabalho do advogado por hora, o famoso time sheet. Isto no Brasil é pouquíssimo utilizado, na proporção das cobranças por mês ou por trabalho a ser realizado.

Pois bem. Mas, o cenário economico americano mudou esta realidade.

Em 2010 os consultores em marketing jurídico dos EUA já colocavam como diferencial estratégico para os advogados americanos a cobrança por mês ou por trabalho ao invés de por hora. (Na Europa ainda prevalece a cobrança por hora)

O que para um país é um diferencial de mercado, para nós brasileiros uma realidade diária, sendo que a regra por eles a ser deixada (cobrança por hora) é uma exceção que adotamos e queremos difundir por aqui.

Óbvio, ululante que o mercado influencia em todas as relações existentes e por isto, temos mudanças siginificativas na legislação e visão estratégica.

Enfim,

O Brasil é a bola da vez, ou seja, o país visado para negócios em todo o mundo. Conversando com americanos ou europeus, a visão clara é de que o Brasil é uma terra de oportunidades.

Que bom, se for gerar mais e mais negócios para nós com troca de experiências globais.

Contudo, a reflexão que faço é de que se estamos com todo este interesse em nós temos que aproveitar para fazer crescer o mercado e debater os pontos que hoje nos afastam dele, como é o caso do código de ética. Não precisamos ser iguais aos EUA, mas podemos aprender o que eles tem de bom e aplicar no nosso dia a dia.

E você? Como vê esta questão no seu universo de trabalho?

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Qual a similitude entre um jogo de xadrez e o marketing jurídico?

Muitos elementos são identicos e outros nos servem de referências.

Primeiro pela posição das peças no tabuleiro: peões na frente, rei e rainhas protegidos e em cada canto uma torre.

Depois pela forma que o jogo se desenvolve, ou seja, a cada movimento seu e do adversário há mudança na estratégia.

Enfim, pelo contexto, uma vez que o jogador de xadrez é reconhecido justamente pelo raciocínio lógico e a estratégia constante.

Peças do tabuleiro

Em analogia ao jogo, quem é o rei e a rainha do jogo? Na maioria das vezes os sócios do negócio. Algumas empresas tem reis e rainhas em cargos subalternos também, onde reside o perigo.

Qual o objetivo do jogo? Proteger o rei e a rainha.

Qual objetivo do negócio? Crescer, expandir mercado e deixar o rei e a rainha do negócio com satisfação.

Os funcionários devem agir pensando que se o rei e/ou rainha forem expulsos ou caçados o jogo termina, ou seja, a empresa fecha.

O risco de todo negócio está nas mãos dos sócios. Eles é que tem a estratégia de como vencer o jogo neste mercado, afinal o risco de ser deposto também é deles.

Por esta razão, os sócios não podem ser os primeiros a serem chamados quando um problema acontece. Eles devem ser a última instancia/alternativa. Você já viu um jogador estratégico de xadrez inciar o jogo com a Rainha? OU querer salvar um peão com a rainha? Não. A melhor opção é enviar as outras peças estratégicas, como gerentes, supervisores, facilitadores, etc para que estes possam tentar resolver. Se nada disto funcionar, tudo bem, vá o rei e a rainha atender. Agora, cientes de que se eles não resolverem, ninguém mais na empresa resolverá.

Forma do jogo se desenvolver

Quando inicia o jogo de xadrez, as peças vão ganhando posições conforme avança o jogo. No âmbito do marketing jurídico a questão é a mesma. A medida em que o mercado se movimenta, o advogado deve estar preparado para mudar a sua estratégia.

Como assim?

Vamos pensar num exemplo prático: Você preparou um evento em que irá abordar um determinado assunto. Próximo da data, você descobre um outro evento com temas similares. Você precisa mudar a data do seu evento? Não. Você precisa é estar preparado que o público pode estar se dividindo entre o seu evento e o outro.

O mercado muda constantemente. Muda sem aviso prévio. Precisamos aproveitar as oportunidades que surgem para alavancar novos negócios.

Você leu que a construção civil está em alta. Esta notícia tem reflexos na área trabalhista, previdenciária, societária, tributária, civil e até mesmo penal. Quem cresce pode ter situações de contratação e demissão, pagamento de verbas indenizatórias e rescisórias, precisa achar um jeito de pagar menos impostos e pode ter funcionários com problemas de briga e outros com consequencias penais.

Oportunidades existem. E como está a sua estratégia para isto?

Enfim,

Você quer ter sucesso no marketing jurídico e gestão do seu negócio? Faça como no jogo de xadrez: Planeje as jogadas (ações), elabore as ações concretas pensando no próximo passo e em caso de alguma surpresa, mude de estratégia para não perder o foco nem o cliente.

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Li uma frase num artigo do Dave Lorenzo (profissional de Marketing Jurídico nos EUA) que inspirou este artigo e a reflexão que faço em cima da frase.

Não diga ao cliente que o seu trabalho é entregar o peixe para ele. Diga que o seu trabalho é ensinar ele a pescar.

E o Dave acrescentou:

Que depois de aprender a pescar, ele voltará para aprender como cozinhá-lo.

A ideia que nos remete esta frase é sobre a informação que compartilhamos com o cliente, além das atitudes que firmamos com ele.

Ilude-se quem pensa que ao ensinar,  entrega-se o ouro ao bandido.

A informação hoje, mais do que nunca, é pública. Basta ir no Google, Yahoo ou Bing e digitar a sua pesquisa. Você encontra endereços de empresas, CNPJ, modelos de petição, jurisprudência, até namorados(as).

Porque você acha que o seu cliente não saberá fazer esta pesquisa?

Lógico que vai pesquisar. Lógico que vai encontrar algo a respeito. Lógico que vai te questionar (sem avisar que pesquisou antes). Lógico que se a tua resposta não for boa e outro na internet tiver algo melhor, ele troca de fornecedor.

Então, por decorrência lógica, lógico que você deve se posicionar na rede o mais rápido possível.

Não é difícil, nem impossível, tão pouco complicado.

Crie um site, um blog e um twitter, inicialmente.

Alimente diariamente o twitter.

Alimente pelo menos semanalmente o blog.

Alimente o site com informações do blog e do twitter, além de outras.

Só estas três atitudes já criam a tua posição na internet.

Basta isto?

Lógico que não! Precisa ter pesquisa, conteúdo relevante e principalmente interatividade.

Não basta encher tudo de informações. É necessário interagir com outros contatos da rede social, visando o crescimento e qualidade da rede.

A ideia é informar, conversar, propor soluções, enfim, interagir com o cliente, seja presencial, seja virtualmente.

Assim, da próxima vez que pensar em marketing jurídico, pense em ensinar a pescar, já com a ideia de que o cliente poderá querer também aprender a cozinhar, ou seja, já podes deixar uma dica de que conheces o mercado, sabes aonde o caminho vai levar.

Pense nisto!

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