Você já parou para pensar na marca Google? Não? E no que o Google representa?

Difícil, não?

Parece um simples site que nos permite pesquisar outros sites. Talvez, um site que contém todos os outros sites.

Será só isto?

Claro que não. Ao meu ver, uma palavra resume bem o Google: Simplicidade.

Uma marca que é sinônimo de soluções simples, objetivas e quase sempre gratuitas.

O que isto tem a ver com a sua marca?

Talvez nada, mas se tiver algo a ver, parabéns, a sua marca está cada vez mais se consolidando no mercado.

O Google percebeu algo imprescindível nos dias atuais: Precisamos nos adaptar ao mercado.

Antigamente usávamos o Yahoo para procurar o que queríamos. Quando o Google nasceu, era desacreditado, afinal, quem poderia desbancar o Yahoo?

Com a ideia simples de que não deve ser mal ” Don’t Be Evil” o Google começou a conquistar mais e mais fãs no mundo.

Lógico que o sucesso do Google foi pelo seu produto incrível, pois o buscador Google é realmente melhor que seus concorrentes. Contudo, não apenas o produto é bom. O que se criou em volta da marca foi igualmente poderoso.

Virou um verbo: Googlear.

Estar no Google hoje em dia é fundamental para se estar na internet.

E o que tudo isto tem a ver com a sua marca?

Muito. Se a sua marca quer se destacar, deve ser simples, objetiva, direta. Principalmente: Deve estar conectada com seu público alvo.

Vamos a um exemplo prático de serviço: Se você sempre briga por preço, quer qualquer cliente, por qualquer valor, qual a sua marca? De um profissional que faz o trabalho por qualquer valor. Se você sempre resolve as questões do cliente e lhe cobra um preço justo, o cliente pagará, pois a sua marca vende resultado.

Marca não se faz do dia para noite.

Marca se constitui todos os dias.

Marca depende de você e de seus funcionários.

Você quer a sua marca conectada ao seu negócio? Pense bem nas suas atitudes dentro do negócio. É a partir disto que está se forjando a sua marca no aço da vida.

_______________________________________
Artigo escrito por Gustavo Rocha – Diretor da Consultoria GestaoAdvBr
www.gestao.adv.br | blog.gestao.adv.br | gustavo@gestao.adv.br

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Ontem saiu uma pesquisa informando que até ano de 2009 temos registrados na internet mais de 192 milhões de dominios. Leia aqui.

O que isto significa?

Em bom português: Que a sua marca depende de você mesmo agora.

Estamos num caminho sem volta: internet, redes sociais, contatos, relacionamentos, negócios. Decorrência lógica das atitudes de cada um em relação a estes assuntos.

Quando pensamos em dominio na internet, muitos registram o .com.br ou este e mais o .com, mesmo sendo um escritório de advocacia, por exemplo.

É comum termos dois escritórios diferentes com o mesmo nome, mas com domínios diversos, tipo, um registra xxx.com.br e outro registra xxx.adv.br.

Este cuidado básico de registrar o seu nome, sua marca nos principais domínios relacionados ao seu negócio é fundamental. A gestão da marca on line não pode ser relegada a segundo plano.

Além da questão dos domínios, é fundamental que a empresa acompanhe o que está sendo dito a seu respeito na internet. Monitorar o seu nome pode ser um excelente indicador de novos contatos, satisfação ou não dos clientes, além de difundir mais e mais no inconsciente popular o seu nome.

Como assim?

Se pesquiso no google o meu nome e percebo que tenho poucos links, posso escrever mais na internet, participar de redes sociais, participar de grupos on line nas minhas áreas de interesse, ou seja, posso ampliar minha presença on line. Fazendo isto  e utilizando um básico de marca, tipo sempre na assinatura dos emails colocar meus contatos, nome, nome do escritório, etc, estou posicionando minha marca cada vez melhor.

Se participo de discussões on line estou oportunizando as pessoas a conhecerem melhor o meu trabalho e assim poderem me citar como referência num determinado assunto.

Se participo das redes sociais construo relacionamentos virtuais que um dia podem ser reais, além de estar posicionando cada vez mais a minha marca na internet.

Então,

Não fique sentado lendo. Tome uma atitude! Inicie assim:

Verifique seu domínio atual e quais outros você tem. Registre aqueles que são afetos ao seu trabalho, além do .com.br, tipo, adv.br, adm.br, assim por diante.

Participe de grupos on line nas áreas dos teus clientes e aprenda com eles o negócio do cliente.

Participe de redes sociais e interaja com as pessoas.

Enfim,

Seja, esteja e permaneça on line. Sua marca precisa disto para sobreviver e perpetuar.

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Marca. Como assim marca?

Simples, pense em tudo que você faz, diz, pensa. Pense nas suas petições, telefonemas, cartões entregues, problemas solucionados.

Tudo. Simplesmente tudo.

Tudo isto e muito mais é a sua marca.

Você, antes de tudo, é a essência da sua marca.

Nenhuma propaganda no mundo fará diferença daquilo que você é. Nas palavras de Abraham Lincoln “Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo…”

Cada vez mais queremos a verdade.

Queremos resultados.

Queremos soluções.

Mas, queremos confiar.

Queremos ter a certeza que a pessoa ou escritório merece a confiança.

Como fazer a marca ser confiável?

Primeiro: Seja você.

Segundo: Seja verdadeiro.

Terceiro: Seja criativo.

Muitos colegas podem dizer que fazem a mesma coisa que você faz. Contudo, somos únicos neste mundo. Somos apenas um, sem igual.

Todos temos nossos diferenciais no âmbito pessoal. No profissional, temos que aprender a vislumbrar isto também.

Leia aqui uma interessante entrevista sobre neuromarketing. Um belo exemplo de diferenciais nos exemplos desta entrevista.

Já sabe quais são seus diferenciais?

Quais são seus pontos fortes e fracos?

Quais são suas linhas de planejamento?

Pense. Reflita. Contudo, sobretudo aja. Cuidar da sua marca é cuidar de você em primeiro lugar.

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No mês de janeiro de 2010 cresceu em mais de 100% o número de denúncias de software pirata no Brasil. Leia a reportagem aqui.

Inúmeros argumentos existem para utilizarem softwares piratas, que vão desde o custo dos produtos, até mesmo por pensamentos do tipo não quero pagar por isto.

Não quero entrar na seara do certo ou errado, isto deixo para os filósofos de plantão.

O que importa é refletirmos sobre o nosso negócio. Ter um software pirata no nosso negócio é um risco desnecessário.

Duas alternativas para resolver isto:

Uma, se não consegue custear os softwares, utilize software livre. Softwares tipo Ubuntu fazem as mesmas coisas que o Windows faz. Óbvio que são produtos diferentes, cada um com a sua realidade e compatibilidade.

Dois, regularize seu software aos poucos. Você tem 10 máquinas. Um windows 7 home premium (não é só pra casa e é bem compatível) custa por volta de R$ 340,00. Comprar os 10 ao mesmo tempo pode ser um investimento alto, contudo comprar 2 e pagar parcelado (pode ser comprado em 10 vezes) fica por volta de R$ 70,00 por mês.

Ter um produto licenciado é uma obrigação legal, mas igualmente uma ideia do compromisso que a sua empresa tem com o mercado.

Basta ver a visão dos funcionários. Em empresas em que tudo está registrado, organizado os funcionários dizem que não podem mexer, não podem instalar, etc, pois a empresa é muito organizada e séria. Quando não tem isto, os funcionários tentam instalar, afinal controles não há.

Como você vê a sua empresa neste contexto?

A marca da empresa pode estar em jogo. Somos aquilo que fazemos e não apenas o que divulgamos.

Pense nisto.

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Você já viu um ramo de Acácia? Veja na Wikipédia e conheça um pouco mais.

A Acácia tem uma bela simbologia. No seu seio contém o tanino de onde se extrai um produto muito utilizado nos curtumes para industrialização do couro. A simbologia desta árvore é a imortalidade, a vida eterna.

Quando você iniciou o seu escritório você pensou que um dia ele cresceria, teria funcionários e principalmente que esta marca que você criou – seu nome – poderia se tornar imortal?

Provavelmente não. Geralmente somos mais imediatistas. Queremos resultados para ontem, mas precisamos parar e pensar. Parar e planejar.

Quando digo parar não é no significado exato da palavra, mas sim no sentido de analisarmos e criarmos estratégias, ou seja, de gerarmos tempo para ser estratégicos.

Imortalizar a sua marca significa blindá-la, significa pensar em tudo que ela representa para o mercado, e principalmente analisar se o escritório tem sucessores que irão manter a filosofia da empresa.

Temos no Brasil a maioria de empresas familiares.

Já pensaste na imortalidade da sua marca?

Já iniciaste o treinamento de seus sucessores?

Como você lida com as gerações mais novas?

São pensamentos fundamentais e elementares para a sucessão empresarial.

Ignorá-los é deixar ao vento o sonho que com muito suor, lágrimas e amor construíste.

Construir uma marca é árduo. Destruí-la é simples. Analise com cuidado o símbolo da Acácia.

Faça da Acácia o símbolo da sua marca jurídica: Imortal!

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No dia 27 de Dezembro de 2009 circulou nas redes sociais e foi objeto de uma notícia na página da revista INFO uma informação no mínimo inusitada: Americanas.com deixou domínio expirar? Leia aqui.

A notícia foi publicada as 17h e 10min e as 19h e 58 quando eu acessei o site já estava tudo normalizado, ou seja, o americanas.com estava redirecionando para o americanas.com.br.

Qual a importância disto?

Vamos analisar a notícia simplesmente: Em menos de uma hora uma notícia escrita num site de informática já circulava no twitter de várias pessoas e muitas estavam preocupadas que uma loja com a marca e fama das americanas pudesse ter feito um erro tão bobo quanto não renovar um site.

Isto em uma hora, quero dizer 60 minutos ou ainda 3600 segundos.

Pense comigo: Em uma hora uma simples notícia pode abalar uma marca. Em uma hora muitas e muitas pessoas podem estar buscando o site americanas.com e comprando noutra empresa que não a verdadeira. Em uma hora.

Quer dizer: em 60 minutos a sua marca pode estar sendo reverenciada ou colocada no lixo.

Por óbvio, a situação da loja foi normalizada e deve ter sido apenas um erro de servidor e redirecionamento. Contudo, é a marca que está on line, sendo monitorada por qualquer um, a qualquer tempo, em qualquer hora.

Você pode argumentar: Mas meu negócio não tem um público que nem o das Americanas que recebe inúmeros visitantes por dia.

Tudo bem. Então, você acha que só porque ao invés de ter 100.000 visitantes por dia você tem 100 você pode ficar fora do ar, pode deixar de atualizar o site, deixar de ser interessante???

E estas 100 pessoas que visualizam teu site e querem divulgá-lo, irão fazê-lo se não verem o crescimento/inovação?

E estas 1oo pessoas que podem ser 1000 em algumas horas, aceitarão um site fora do ar?

E estas 100 pessoas que podem confiar na tua marca, gostar dos teus textos e artigos irão querer ler todos os dias o mesmo texto de 6 meses atrás?

Como fica a sua marca se você não está atento para a internet, site, blog e redes sociais?

Aproveite este início de ano para refletir em como você lida com as redes sociais. Lembre-se que redes sociais e internet são uma poderosa ferramenta de interatividade e contatos, portanto, uma fonte de marketing jurídico.

Nada é a toa. Apenas consequencia de nossos atos.

Pense nisto.

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Semana passada uma notícia me chamou atenção: “Tatuar sanduíche rende desconto vitalício de 25% em lanchonete de Ohio”.  Leia a reportagem aqui.

Já pensaste? Tatuar no seu próprio corpo um sanduíche para ter um desconto?

Parece irreal, mas aconteceu e tem adeptos.

Quer dizer, existem pessoas que estão dispostas a dizer a todos, de forma vitalícia, que a marca de sanduíche que elas gostam está ali, presente, e lhes rende um desconto.

É apenas pelo valor que eles tatuam? Óbvio que não.

Existe o potencial da marca. A crença em que a marca lhes representa algo de bom.

E, a propósito, o que você anda fazendo para sua marca ter o mesmo efeito?

Não precisa sair por aí oferecendo desconto nos honorários se alguém fizer uma tatuagem… Mas, pensando bem, é importante conversar com o cliente, oferecer a ele além de resultados, ideias e soluções, oferecer carinho, atenção, uma bala, um bombom, uma lembrança de final de ano, um e-mail, enfim, algo que não seja apenas cobrança.

Como é comum ouvir: Meu advogado só lembra que eu existo quando eu fico devendo. Ou seja, precisamos informar, dar atenção ao nosso cliente.

E o que é isto senão tatuar na sua alma, no seu âmago a nossa marca?

Não precisamos da prova física.

Precisamos da marca indelével que uma indicação pode proporcionar.

Precisamos da confiança que é concedida a marca (escritório, pessoa) que confiamos.

Precisamos da palavra (indicação) que expondo nossas atitudes pode refletir em novos negócios.

Enfim, precisamos tatuar em nossos clientes a nossa marca!

Faça disto a sua meta para 2010.

Tatue seu nome, sua marca na mente, corações e palavras do seu cliente!

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No twitter do amigo Alexandre Lindoso (@alexandresl) houve uma indagação nesta quinta-feira dia 17/12:

Marca não é uma entidade que paira no vazio. http://migre.me/eqfz Como aplicar esses conceitos à advocacia?

Aceitei responder a ele, então seguem algumas ideias:

Já escrevi sobre este tema em duas oportunidades. Acesse aqui e aqui.

O texto indicado pelo Alexandre tem princípios fundamentais em qualquer profissão e cito sua relação com a advocacia.

O texto aduz:

Em suas palestras mais recentes, o senhor tem comentado sobre o anti-branding. Quais os erros mais comuns cometidos por empresas brasileiras?

São os seguintes – embora não sejam cometidos apenas por empresas brasileiras e nem sejam os únicos:

A. Mudar constantemente de fornecedor de serviços de comunicação. Em nome de negociações que achatam o valor dos serviços prestados por essas empresas, elas têm sido substituídas com muito maior frequência do que o desejável. As grandes marcas sempre tiveram relações estáveis e duradouras com suas agências de comunicação. Fiquei sabendo há pouco tempo que os grandes tenistas sempre tiveram poucos técnicos em sua carreira. Acho que isso também vale para o processo de construção de marcas de prestígio e de valor. Relacionamentos fragmentados com vários fornecedores de comunicação levam a resultados inconsistentes.

B. O segundo erro é o que eu denomino de “vaidade corporativa”. Um sentimento de soberba que impede a empresa de olhar para suas marcas com o ponto de vista do cliente, do consumidor. É a suposição de que a visão dos principais executivos é plena e capaz de compreender o que acontece no mercado. O Louis Gestner, ex-IBM, sempre dizia que a mesa de nosso escritório é um lugar muito arriscado de onde se observar o mundo e o mercado. Falta de humildade ou vaidade corporativa alimentam o anti-branding.

C. O terceiro é o erro do “tapume”. É imaginar que a marca é um tapume que revela a empresa apenas do lado de fora e esconde quem ela é da porta da rua para dentro. Os projetos que temos desenvolvido pela Bright House Brasil (uma empresa do Grupo Troiano de Branding), deixam muito claro que o público interno das organizações é constituído de apóstolos da marca. Se eles, antes de qualquer outro stakeholder, não forem convertidos e compreendam os princípios e os valores que pautam a vida da marca, dificilmente a empresa fará bem isso da porta da rua para fora.

D. O quarto é o sentimento exagerado de propriedade que o departamento de marketing tem sobre a gestão da marca, como se ela fosse uma capitania hereditária desse departamento. Os trabalhos que temos feito no Grupo Troiano mostram que todos, literalmente todos, os colaboradores de uma organização têm algo a dizer a respeito desse tema. Mesmo que sua contribuição não seja decisiva, o fato de ouvi-los cria uma natural relação de cumplicidade e fortalece o sentimento de orgulho corporativo.

Na advocacia temos algo similar (comento ponto a ponto do exarado acima):

a. Não mudamos de fornecedor de propaganda, mas mudamos de fornecedores de papel, telefonia, etc. Ao invés de negociarmos, deixamos a cargo de nossos funcionários estas preocupações e em um ano temos muitos e muitos fornecedores diferentes. Falta-lhes fidelidade ao nosso negocio. Falta-lhes identidade com o nosso objetivo. Preço é importante mas não é a palavra final.

b. Apenas afirmar que porque sou advogado a x anos e isto garante a minha marca é não pensar na sua marca de maneira adequada. O fato da existência de uma banca de advocacia com x anos ou com uma marca boa no mercado é sinal de que ela deve ser investida, deve ser monitorada, com ações assertivas e não passivas.

c. Neste quesito vale a máxima: De nada adianta a propaganda se internamente não fazemos aquilo que demonstramos ser. Precisa explicar mais?

d. Os escritórios devem aprender a ouvir seus funcionários, conversar sobre suas ideias, objetivos e principalmente visão. Já obtive soluções de problemas complexos dentro de uma visão simples de alguém acostumado com a operação e não com a estratégia. Me faz lembrar este post.

Não basta ler e nada fazer. Lembre-se que a única forma de solucionar é agir, é ser verbo, é ser transformação.

E você? Como vê a marca do seu escritório?

Responda este questionamento e mude em 2010 a visão de si mesmo!

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Esta pergunta pode apavorar alguns profissionais. Eles se questionam: Qualquer cliente é bom, todo cliente é importante, devemos pegar o máximo de clientes e por aí vai.

Contudo, mesmo que a máxima de todo cliente é importante, devemos atualizá-la para “todo cliente do meu negócio é importante”.

Explico:

Você tem um custo no seu escritório que é fixo e outro que é variável. É inégavel, todo início de mês, as contas vem, sem dó nem piedade.

Então, de posse deste custo médio você proporciona honorários aos seus clientes, sempre observando, óbvio, os limites mínimos da tabela da OAB.

Alguns dirão que cobrar a tabela da OAB é impossível, os valores são distantes da realidade.

Não vou adentrar esta areia movediça.

Quero focar no cliente e no seu escritório, no seu negócio.

Uma empresa ao fazer um produto projeta um número de vendas e estipula um valor que vai desde que os concorrentes do mercado oferecem, incluindo a qualidade do seu produto.

Em serviços temos a mesma realidade.

Você estudou, aprendeu, já errou e acertou. Você tem o seu conhecimento. Você tem a sua verdade. Quanto vale isto?

Temos que valorizar nossa profissão. Temos que cobrar o quanto vale o nosso trabalho.

Você vai ficar de 4 a 10 anos aguardando  uma decisão final de um processo. Somente depois vai receber algum valor? E os anos de conhecimento empregados na solução desta causa não valem nada???

Alguns irão dizer que isto é realidade de mercado, ou nos adequamos ou morremos de fome.

Eu afirmo: Se você souber o seu valor, o cliente irá reconhecer e pagar o seu valor.

Agora, se o único diferencial que você tem é o preço, daí realmente você tem que cobrar o valor de mercado.

Demonstre seu conhecimento, escreva, escreva e escreva. Publique suas ideias. Defenda sua posição. Crie valor ao seu nome, ao nome do seu escritório, portanto, a sua marca jurídica.

Se você está com escassez de clientes, questione: Estou direcionando meu produto ao nicho correto? Estou desenvolvendo tarefas que demonstrem minhas habilidades ao meu público alvo?

Depois de todas estas respostas, daí sim você estará apto a responder a primeira pergunta: Qual é o seu tipo de cliente?

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INFORMAÇÃO, POR FAVOR

Quando eu era criança, bem novinho, meu pai comprou o primeiro telefone da nossa vizinhança.

Eu ainda me lembro daquele aparelho preto e brilhante que ficava na cômoda da sala. Eu era muito pequeno para alcançar o telefone, mas ficava ouvindo fascinado enquanto minha mãe falava com alguém.

Então, um dia eu descobri que dentro daquele objeto maravilhoso morava uma pessoa legal. O nome dela era “Uma informação, por favor” e não havia nada que ela não soubesse. “Uma informação, por favor” poderia fornecer qualquer número de telefone e até a hora certa.

Minha primeira experiência pessoal com esse gênio-na-garrafa veio num dia em que minha mãe estava fora, na casa de um vizinho. Eu estava na garagem mexendo na caixa de ferramentas quando bati em meu dedo com um martelo. A dor era terrível, mas não havia motivo para chorar, uma vez que não tinha ninguém em casa para me oferecer a sua simpatia.

Eu andava pela casa, chupando o dedo dolorido ate que pensei: O telefone! Rapidamente fui até o porão, peguei uma pequena escada que coloquei em frente a cômoda da sala. Subi na escada, tirei o fone do gancho e segurei contra o ouvido. Alguém atendeu e eu disse:

- Uma informação, por favor.

Ouvi uns dois ou três cliques e uma voz suave e nítida falou em meu ouvido:

- Informações.

- Eu machuquei meu dedo… – disse, e as lágrimas vieram facilmente, agora que eu tinha audiência.

- A sua mãe não está em casa? – ela perguntou.

- Não tem ninguém aqui… – eu soluçava.

- Está sangrando?

- Não. – respondi – Eu machuquei o dedo com o martelo, mas tá doendo…

- Você consegue abrir o congelador? – ela perguntou.

Eu respondi que sim.

- Então pegue um cubo de gelo e passe no seu dedo. – disse a voz.

Depois daquele dia, eu ligava para “Uma informação, por favor” por qualquer motivo. Ela me ajudou com as minhas dúvidas de geografia e me ensinou onde ficava a Philadelphia. Ela me ajudou com os exercícios de matemática. Ela me ensinou que o pequeno esquilo que eu trouxe do bosque deveria comer nozes e frutinhas. Então, um dia, Petey, meu canário, morreu. Eu liguei para “Uma informação, por favor” e contei o ocorrido. Ela escutou e começou a falar aquelas coisas que se dizem para uma criança que está crescendo. Mas eu estava inconsolável. Eu perguntava:

- Por que é que os passarinhos cantam tão lindamente e trazem tanta alegria pra gente para, no fim, acabar como um monte de penas no fundo de uma gaiola?

Ela deve ter compreendido a minha preocupação, porque acrescentou mansamente:

- Paul, sempre lembre que existem outros mundos onde a gente pode cantar também…

De alguma maneira, depois disso eu me senti melhor. No outro dia, lá estava eu de novo.

- Informações. – disse a voz já tão familiar.

- Você sabe como se escreve “exceção”?

Tudo isso aconteceu na minha cidade natal ao norte do Pacífico. Quando eu tinha 9 anos, nós nos mudamos para Boston. Eu sentia muita falta da minha amiga. “Uma informação, por favor” pertencia aquele velho aparelho telefônico preto e eu não sentia nenhuma atração pelo nosso novo aparelho telefônico branquinho que ficava na nova cômoda na nova sala. Conforme eu crescia, as lembranças daquelas conversas infantis nunca saiam da minha memória. Freqüentemente, em momentos de dúvida ou perplexidade, eu tentava recuperar o sentimento calmo de segurança que eu tinha naquele tempo.

Hoje eu entendo como ela era paciente, compreensiva e gentil ao perder tempo atendendo as ligações de um molequinho. Alguns anos depois, quando estava indo para a faculdade, meu avião teve uma escala em Seattle. Eu teria mais ou menos meia hora entre os dois vôos. Falei ao telefone com minha irmã, que morava lá, por 15 minutos.

Então, sem nem mesmo sentir que estava fazendo isso, disquei o numero da operadora daquela minha cidade natal e pedi:

- Uma informação, por favor.

Como num milagre, eu ouvi a mesma voz doce e clara que conhecia tão bem, dizendo:

- Informações.

Eu não tinha planejado isso, mas me peguei perguntando:

- Você sabe como se escreve “exceção”?

Houve uma longa pausa.

Então, veio uma resposta suave:

- Eu acho que o seu dedo já melhorou, Paul.

Eu ri:

- Então, é você mesma!

Eu disse:

- Você não imagina como era importante para mim naquele tempo.

- Eu imagino. – ela disse – E você não sabe o quanto significavam para mim aquelas ligações. Eu não tenho filhos e ficava esperando todos os dias que você ligasse.

Eu contei para ela o quanto pensei nela todos esses anos e perguntei se poderia visitá-la quando fosse encontrar a minha irmã.

- É claro! – ela respondeu – Venha até aqui e chame pela Sally.

Três meses depois eu fui a Seattle visitar minha irmã. Quando liguei, uma voz diferente respondeu:

- Informações.

Eu pedi para chamar a Sally.

- Você é amigo dela? – a voz perguntou.

- Sou, um velho amigo. O meu nome é Paul.

- Eu sinto muito, mas a Sally estava trabalhando aqui apenas meio período porque estava doente. Infelizmente, ela morreu há cinco semanas.

Antes que eu pudesse desligar, a voz perguntou:

- Espere um pouco. Você disse que o seu nome é Paul?

- Sim.

- A Sally deixou uma mensagem para você.

- Ela escreveu e pediu para eu guardar caso você ligasse. Eu vou ler pra você.

A mensagem dizia:

“Diga a ele que eu ainda acredito que existem outros mundos onde a gente pode cantar também. Ele vai entender.”

Eu agradeci e desliguei. Eu entendi…

NUNCA SUBESTIME A MARCA QUE VOCE DEIXA NAS PESSOAS!

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