Recebi a indicação deste video abaixo por Rudinei  Modezejewski e vale a pena a reflexão proporcionada.

http://www.overstream.net/view.php?oid=lkmrs1iwill4

A pergunta inicial é: Quanto vale o seu trabalho?

Isto porque claramente percebemos que em nenhum momento o entrevistado está se negando a fornecer a “entrevista”, bem como não está interessado em midia. Ele está interessado em ser remunerado por aquilo que faz, ou seja, pelo seu conhecimento, nome, enfim, pela sua entrevista.

Quando um advogado faz um contrato de resultado, ele está fazendo o quê na verdade? Está assumindo um risco que não é seu.

Você já se questionou se o seu médico assumiria o risco da cura de um cancer para depois receber o seu pagamento?

Porque o advogado deve esperar anos para receber algum valor se ele não deu causa a nada do que está defendendo?

Se alguém procura um advogado porque não efetuou pagamento do INSS e está prestes a ser preso ou tem uma execução contra si, a culpa disto é do advogado? Ou será que o advogado é a pessoa mais indicada para resolver este assunto?

Esta inversão de valores está clara nos dias de hoje.

Não estamos valorizando a profissão, conhecimento, dedicação. Estamos valorizando resultados, sendo que estes não dependem unicamente do profissional envolvido.

Quantas e quantas vezes verificamos que o judiciário muda de posição em relação a determinadas ações? Se você entrou em 2002 com uma ação revisional de leasing você tinha uma súmula que dizia que o contrato era descaracterizado se o pagamento do VRG fosse parcelado. Apenas um ano depois, o STJ revogou esta súmula e valeu exatamente o contrário do que antes era válido. Se você empregou seus honorários em resultado, apenas um ano depois sua chance de resultado é zero.

Em bom português: Valorize seu trabalho. Aprenda que negociar, ser maleável, não significa menosprezar, ser indiferente, tratar o seu conhecimento como sendo senso comum. Você estudou, buscou diferenciais, encontrou o seu caminho. Não jogue isto no lixo.

Reflita sobre isto e leia uma interessante crônica de João Ubaldo Ribeiro sobre este assunto http://www.almacarioca.com.br/cro68.htm

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Quando vamos a um médico e eles nos cobra uma consulta particular, não fizemos cara feia, nem reclamamos, nem pensamos em como é caro. Afinal, vida e saúde não tem preço.

Contudo, esta realidade na advocacia é rara e em muitos casos inexistente. Muitos advogados não cobram consultas. Outros sequer cobram para analisar processos. Outros não cobram para ingressar com ações, apenas um pequeno percentual no final.

Em bom português: Quem mesmo está prejudicando a profissão?

Passamos anos a fio estudando na faculdade, pós-graduação, MBA, mestrado, cursos especializantes, horas e horas de estudo de jurisprudência, casos análogos, fora todos os outros problemas que os não advogados também tem, como doença, preocupações com filhos/marido/esposa, etc. Para que?

Para um indivíduo que saiu da empresa por livre e espontânea vontade nos diga: Doutore (sic), o adivogado ao lado cobra 10% e nada para entrar com a reclamatória trabalhista, porque você acha que pode me cobrar 15%?

Estamos banalizando os honorários, como se o trabalho dos advogados fossem meramente peticionar. Fosse meramente pedir e não pensar. Fosse meramente assinar algo que qualquer um poderia fazer.

Se alguém concorda com o parágrafo acima, esqueça a advocacia. Tente a magistratura.

Em alguns dias teremos eleições na OAB. Uma ótima oportunidade para refletirmos sobre como aqueles que nos representam enquanto classe fazem com os honorários de R$ 100,00 depois de 4 anos de trabalho numa ação.

Alguns podem me questionar, mas o que isto tem a ver com Gestão, Tecnologia e Qualidade.

Simplesmente tudo.

Sem uma advocacia forte e estruturada, nada podemos fazer em relação a gestão, marketing jurídico, tecnologia e qualidade.

Precisamos atacar a fonte, ou seja, repensar nosso modo de agir em relação a nós mesmos.

Valorizar a nossa classe.

Exatamente como fazem os médicos. Eles não te perguntam quanto cobra o outro cardiologista. Eles dizem: eu cobro tanto e pronto. Se confia em mim, ótimo. Caso contrário, procure outro.

A advocacia é diferente? Alguém contrata advogado apenas pelo valor? E a confiança na solução da causa?

O médico transpira confiança.

O médico não questiona o problema, oferece uma solução.

O médico visa o resultado prático e não o foco no problema.

Quantos e quantos advogados focam o problema como se ele fosse o seu grande trunfo, a sua grande vitória.

Problema é sempre um problema, não importa aonde.

Se procuro um advogado quero mais que uma orientação. Quero um caminho. Quero solução. Quero um conselheiro com visão no resultado com o menor custo.

Parece mercantil?

Não é. Isto é vida.

Pense no seu modo de agir. Vote consciente. Isto pode fazer a diferença.

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Qual o valor justo para um mandado de segurança?

Alguns diriam: Depende do que está em jogo, um concurso público? Ou será um remédio gratuito?

E se não fosse um mandado de segurança, mas uma cautelar inominada com pedido de antecipação de tutela. Seria mais barato? Ou quiçá mais caro?

Como você associa valor ao seu trabalho?

Nunca pensou nisto?

Vejam este vídeo:

Ou assista o video aqui.

Parece um violinista tocando num metro certo?

Só que este é Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.

Algumas noites antes, ele fez um show no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a até 1000 dólares.

E porque ninguém parou para ouví-lo de graça???

Contexto. Percepção de valor.

Se vou num show assistir uma pessoa renomada executar Bethoven, pago o valor por acha-lo justo, verdadeiro e adequado.

Se o mesmo show for gratuito sequer vou reconhecê-lo, pois não estou atento a isto.

Voltamos a pergunta inicial: Quanto custa um mandado de segurança?

Depende do objeto? Talvez.

Depende do valor que a pessoa julga ter. Não valor monetário, mas valor de importância.

Quantos profissionais dizem: “Isto é simples, vou contigo fazer a audiência e resolvemos numa tarde”. O que posso pensar? Que o valor que vou pagar para ele é baixo, pois não posso pagar mais por algo tão simples.

Por óbvio não quero mistificar o direito e torná-lo inatingível.

Quero propor uma reflexão séria e justa sobre como abordamos honorários advocatícios.

Advogado não faz favor. Advogado trabalha!

Advogado não quebra galho. Advogado resolve!

Advogado não é parente. Advogado é um profissional competente! (até rimou)

Reflita sobre isto e aprenda a valorizar o seu trabalho. Não cobre preços aviltantes. Seja justo. Não apenas com o cliente, mas consigo mesmo.

É justo para o profissional trabalhar cinco anos e receber de sucumbência do juiz R$ 200,00 de honorários?

Então, porque seria justo cobrar de um cliente o valor de R$ 200,00 para uma separação litigiosa???

Pense!

Tenha uma percepção correta sobre o trabalho e valor dele de mercado.

Sucesso!!!

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Você concorda com a assertiva acima?

Você não precisa de dinheiro para pagar as suas contas? As contas do escritório?

Existe algum tipo de vergonha em dizer que somos advogados, exercemos a justiça como objetivo de nossa atividade, temos característica de múnus público na nossa atividade? Contudo, quando falamos que existe um valor para tudo isto, parece que o valor de tudo isto cai por terra.

Por que?

A profissão jurídica como qualquer outra é remunerada e nossa remuneração é feita através dos honorários.

Quando afirmamos que o nosso trabalho deve ser valorizado não é apenas pela busca dos honorários. É realmente porque nosso trabalho é um diferencial na sociedade, nosso trabalho resulta na paz social.

Se entendemos que nosso papel social é importante, porque não sabemos entender a igualdade honorários = dinheiro?

Será porque pensamos que nosso trabalho é tão social que parece não “merecer” ser adequadamente remunerado?

Não penso numa resposta conclusiva, mas trago ao debate e a reflexão este tema.

Para contribuir um texto do Consultor Americano Dave Lorenzo:

You need to make money.  Maybe even more money than you are currently making.  Even if you don’t need it, you want it.

There’s nothing wrong with that.

Let me say that again.

There is nothing wrong with wanting to make more money.

You can love the law and want more money.

You can love your family and want more money.

You can provide great value to your clients and want more money.

You can be a good person and want more money.

Money is not bad.  It is good.

So why do so many attorneys have a complex about making more money?

A law firm is a business.

Businesses exist …to make money.

Don’t get hung up on the negativity about growing your practice, raising your rates or charging for initial consultations.

Deliver fair value and charge accordingly.”

Em bom português:

“Você precisa de fazer dinheiro. Talvez até mais dinheiro do que você está fazendo. Mesmo que você não precisa dele, você quer.

Não há nada de errado com isso.

Permitam-me dizer isso novamente.

Não há nada de errado em querer ganhar mais dinheiro.

Você pode amar a lei e querem mais dinheiro.

Você pode amar sua família e queremos mais dinheiro.

Você pode fornecer grande valor aos seus clientes e queremos mais dinheiro.

Pode ser uma boa pessoa e querem mais dinheiro.

O dinheiro não é mau. É bom.

Então, por que tantos advogados têm um complexo fazer mais dinheiro?

Um escritório de advocacia é um negócio.

… As empresas existem para ganhar dinheiro.

Não fique pendurado em cima da negatividade crescente sobre sua prática, aumentar o seu ou cobrando taxas de consultas iniciais.

Entregar valor justo e encargos em conformidade.”

Ou seja, se agrego valor e o meu trabalho é notoriamente um trabalho de meio e não de resultado, porque não aceitar que devo ser remunerado adequadamente por isto?

E você? O que pensa a respeito?

Aproveite o feriado de Páscoa para refletir e dividir conosco a sua opinião!

Aliás, no Feriado de Páscoa não nos abandone: De sexta a domingo publicarei dicas sobre Blogs, Twitter, Redes Sociais, etc…

Vale a pena esperar para ler!

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Ed Poll do portal Law Biz publicou um artigo onde ele demonstra sua preocupação no aviltamento dos honorários advocatícios nos EUA

Para ler o original em inglês, clique aqui.

Para ler uma versão traduzida pelo Google, clique aqui.

No Brasil temos enfrentado esta concorrência em relação a honorários entre os próprios escritórios.

Este tipo de atitude além de quase impossibilitar o crescimento da advocacia, em fato, empobrece o próprio advogado.

Alguns irão se questionar: Mas se eu cobro x para determinada a ação e outro cobra a metade do valor, o outro irá ganhar o cliente e eu morrerei de fome. Nâo é o preço o único diferencial no mercado.

Aliás, preço não é, necessariamente, diferencial.

Leia mais sobre Marketing Jurídico aqui e veja ferramentas simples, de baixo investimento ou gratuitas que tornam a imagem do escritório forte, coesa e, portanto, digna de valores dignos remuneratórios.

Se você está aviltando seus honorários para sobreviver, cuidado! Pare e começe a refletir. Se o único diferencial que você encontrou foi o preço, sua estratégia deve estar equivocada.

Pense nisto! Deixe seu comentário e divida a sua experiência conosco!

Leia amanhã mais um post sobre honorários no Blog Gestão.Adv.br

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