12 Estratégias para redução do adoecimento osteomuscular na empresa

- Estratégia 2: Laudo Ergonômico -

Dando continuidade a série de 12 estratégias para redução do adoecimento osteomuscular relacionado o trabalho com alta produtividade falaremos hoje sobre o Laudo Ergonômico na empresa.

O laudo ergonômico avalia as condições organizacionais do trabalho (pressão por metas, organização das atividades, frustração com metas divergentes, entre outros), as condições ambientais (temperatura, vento, luminosidade, ruído e umidade do ar) e as condições físicas do posto de trabalho (biomecânica corporal envolvida no desempenho da tarefa, postura, dimensionamento dos equipamentos e mobiliários, entre outros). Esta avaliação é o primeiro passo para a gestão ergonômica que foi a primeira estratégia apresentada nesta série.

O laudo ergonômico tem por objetivo cumprir a legislação, em especial a Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) n° 17 (conhecida apenas como NR 17) que exige que todas as empresas devem possuir estudo ergonômico. O laudo faz a mensuração do risco ergonômico envolvido em cada atividade desenvolvida no trabalho e sugere melhorias. Este controle permite desenvolver planejamento preventivo reduzindo o adoecimento, em especial os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho – DORT, e habilitando informações para defesa perante o nexo técnico epidemiológico (NETEP – INSS). Para quem ainda não está familiarizado com o NETEP este é um indicador usado pelo INSS, que relaciona o código de atividade econômica da empresa (CNAE) e o CID (código de classificação internacional da doença). Se a relação entre a atividade da empresa e a doença já estiver descrita no NETEP a classificação do afastamento do funcionário passa a ser acidentário e isto pode gerar uma série de custos e responsabilidades para a empresa, pois esta passa a ser responsabilizada pelo adoecimento do funcionário. Após esta classificação feita pelo INSS a empresa possui um prazo para se defender e provar que não foi sua responsabilidade o adoecimento do funcionário e neste ponto o laudo ergonômico e a gestão ergonômica (estratégia 1) são fundamentais nesta defesa.

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

Ergonomista

leonardo@ergosul.com.br

(Leonardo Rodrigues escreve quinzenalmente no Blog da Consultoria GestãoAdvBr sobre Saúde e Produtividade Empresarial)

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12 Estratégias para redução do adoecimento osteomuscular na empresa

- Estratégia 1: Gestão da Ergonomia –

Iniciando a série de 12 estratégias para redução do adoecimento osteomuscular relacionado o trabalho com alta produtividade falaremos de gestão da ergonomia na empresa e no ambiente de trabalho. Mas afinal o que é ergonomia?

A origem da palavra vem de ERGOS (trabalho) e NOMOS (estuda das regras e normas). Ergonomia (ou Fatores Humanos como também é conhecida) é a disciplina científica que trata da compreensão das interações entre os seres humanos e outros elementos de um sistema, e a profissão que aplica teorias, princípios, dados e métodos, a projetos que visam  otimizar o bem estar humano e a performance global dos sistemas. Os praticantes da Ergonomia, Ergonomistas contribuem para o planejamento, projeto e a avaliação de tarefas, postos de trabalho, produtos, ambientes e sistemas para torná-los compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas. De modo bem popular costuma-se dizer que ergonomia é adaptar o trabalho às pessoas de forma que elas possam desempenhá-lo de forma confortável e produtiva.

A gestão ergonômica na empresa visa padronizar e documentar o programa de ergonomia.  Nesta visão o especialista em ergonomia participa da gestão do COERGO (comitê de ergonomia), das discussões sobre as melhorias, a implementação das mesmas e validação dos resultados obtidos.  A empresa, os funcionários e o consultor especializado desenvolvem uma cultura de médio e longo prazo dentro da instituição tornando o trabalho conhecido, estudado e adaptado e com isto habilitando o desempenho de alto nível produtivo dentro das possibilidades de cada um com diminuto risco de adoecimento do individuo.

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

Ergonomista

leonardo@ergosul.com.br

(Leonardo Rodrigues escreve quinzenalmente no Blog da Consultoria GestãoAdvBr sobre Saúde e Produtividade Empresarial)

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Lesões por esforço repetitivo (LER) são extremamente conhecidas do empresariado brasileiro, pois há muitos anos vem derrubando a produtividade e aumentando o custo financeiro de forma considerável, seja com o colaborador adoecido, o custo social gerado ou mesmo a queda de produtividade da empresa. Engana-se aqueles que imaginam produtividade apenas um conceito válido a empresas que possuem linhas de produção ou elaboram produtos para o consumidor final. A produtividade está presente em todo e qualquer labor podendo ser afetada em diversas formas.

Um conceito importante para quem pensa neste assunto é que o termo Lesões por Esforços Repetitivos (LER) foi substituído no meio acadêmico por Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Este termo é muito mais abrangente, pois compreende situações de dor e sofrimento do colaborador mesmo antes de uma lesão de fato existir e ser mais facilmente identificada em exames de imagem.  Uma dor constante na região da coluna lombar ou cervical, dores e formigamentos em punhos e antebraços e desconforto na região posterior dos ombros são algumas das queixas mais comuns que levam o colaborador a preservar-se e diminuir o ritmo de trabalho levando a queda na produtividade.

Neste momento todos estão se perguntando como manter o ritmo de trabalho necessário com uma alta produtividade sem causar um distúrbio osteomuscular em seus colaboradores? A resposta envolve diversos fatores entre eles a organização do trabalho, as condições ambientais do posto de trabalho, a estrutura física (biomecânica) do posto de trabalho e mobiliário e as exigências psicofisiológicas e cognitivas envoltas na tarefa desempenhada. Para que todos estes fatores estejam em harmonia e a alta produtividade seja mantida sem o custo do adoecimento aos funcionários existem algumas normas a serem seguidas (Norma regulamentadora do ministério do trabalho N°17 – NR 17, convenções da organização internacional do trabalho, artigos da CLT, entre outros…) e deve-se sempre recorrer a uma análise mais aprofundada do trabalho e das tarefas desempenhadas evitando assim uma sobrecarga funcional.

Para desenvolver um pouco mais o assunto estarei publicando uma serie de 12 estratégias para a redução das DORT e o desempenho da alta produtividade com menor risco de desenvolvimento para distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. Aguardem !!!

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

Ergonomista

leonardo@ergosul.com.br

(Leonardo Rodrigues escreve quinzenalmente no Blog da Consultoria GestãoAdvBr sobre Saúde e Produtividade Empresarial)

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A partir desta terça-feira, quinzenalmente, o Dr. Leonardo Rodrigues, fisioterapeuta, professor universitário, perito judicial entre outras atividades, irá nos brindar com temas vinculados a saúde, produtividade e conseqüente gestão empresarial.

Vamos iniciar esta série de posts sempre com a label [Saúde e Produtividade] visando explicitar bem o desenvolvimento e foco dos textos.

Boa leitura!

Saúde e Tecnologia

Desde que o homem adotou um modelo vida baseado na tecnologia ele foi fadado  a redução dos movimentos naturais do seu corpo. Como conseqüência surgiram as limitações de movimento e desconfortos corporais. Toda imobilidade perante ao computador leva a um aumento de tensão dos músculos que sustentam a cabeça  e os ombros.

Somado a tensão gerada pela postura imóvel que adotamos a frente do computador  existem outros fatores de risco para o desenvolvimento de doenças ligadas ao trabalho, em especial os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT).  Os principais fatores ligados a estes distúrbios são a postura inadequada, a aplicação de forças excessivas, a repetitividade de uma tarefa e quando há compressão mecânica de uma parte do corpo, como por exemplo o seu punho comprimido na borda da mesa.

Escritórios jurídicos estão especialmente expostos ao desenvolvimento destes problemas, uma vez que estão intimamente ligados ao uso do computador e seus funcionários têm contato com vários fatores primários e secundários de risco. Entres os fatores primários encontram-se o desconhecimento da postura adequada perante o computador, a repetitividade envolta na digitação constante de documentos, a força exercida ao manusear grandes volumes de papel e a compressão do antebraço na borda da mesa, que muitas vezes possui ângulo reto aumentando o risco. Fatores secundários ligados a escritórios jurídicos em geral estão ligados as características psicofísicas das tarefas de um advogado e aos constrangimentos ambientais do local de trabalho, uma vez que a atividade  exige concentração e desempenho cognitivo importantes.

Fiquem ligados! A tecnologia é aliada do advogado tanto quanto a boa utilização dela é aliada dos seus colaboradores! O recurso humano de uma empresa sempre é o seu maior bem! Cuide dele !

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

Ergonomista

leonardo@ergosul.com.br

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