“A complicada arte de ver”
Rubem Alves

Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões… Agora, tudo o que vejo me causa espanto.”

Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta… Os poetas ensinam a ver”.

Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.

William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.

Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”. Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. “Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios”, escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada “satori”, a abertura do “terceiro olho”. Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram”.

Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, “seus olhos se abriram”. Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em “Operário em Construção”: “De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa – garrafa, prato, facão – era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção”.

A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas – e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam… Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.

Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: “A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas”.

Por isso – porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver – eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar “olhos vagabundos”…

O texto acima foi extraído da seção “Sinapse”, jornal “Folha de S.Paulo”, versão on line, publicado em 26/10/2004.

Inicio a reflexão com uma pergunta: Onde estão os teus olhos?

Você está com foco na gestão e tecnologia?

Você está com foco na organização e direcionamento de fluxos do seu negócio?

Você está com foco em controlar e repensar o seu negócio?

Como bem expõe o texto, será a forma que vemos o mundo que fará a diferença.

Tudo nasce com esta ideia. Será a partir da forma que vemos que iremos planejar, iremos agir, iremos repensar o nosso modo de ser e agir.

Faça uma reflexão profunda sobre o modo de ver as coisas ao seu redor.

Dispa-se dos preconceitos.

Dispa-se das palavras isoladas e sem contexto.

Dispa-se das futilidades sem razão.

Use o bom senso e principalmente a compreensão e paciência para ver o mundo ao seu redor. Nem Deus-Pai criou o mundo num dia. Se precisa ser resolvido hoje é porque ontem você não estava pensando nisto, senão poderia ser amanhã.

Faça da sua visão o diferencial de mercado.

Veja com outros olhos!

Razão, compreensão, paciência, virtude, bondade e principalmente verdade.

Adjetivos que mudam a visão…

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Hoje, dia 20 de Julho, é o dia do amigo. Você já abraçou seus amigos hoje?

Mas, existe semelhança entre a amizade entre duas pessoas e a gestão?

Claro que sim. Vamos analisar os elementos que formam uma amizade:

Compreensão, lealdade, verdade, carinho e atenção.

Não são estes verbos da gestão do seu negócio?

Compreensão

Cada vez mais precisamos nas empresas de pessoas compreensivas, que possam entender a situação do cliente. Não basta aceitar e concordar. Tem que se colocar no lugar do cliente, compreender suas necessidades, seus sentimentos, suas verdades. Daí então estarás apto a compreender a situação de uma maneira ímpar.

Lealdade

O cliente quer mais do profissional que contrata além de conhecimento e atualização em relação ao conhecimento. Ele quer lealdade. Não apenas a lealdade de não trair. Mas, a lealdade de informar ao cliente tudo de importante que acontece, a lealdade de ser sincero se perder, de ser leal ao dizer os reais riscos da ação, etc.

Ser leal com o cliente é imprescindível para o crescimento da empresa.

Verdade

A verdade é mais que um requisito, é a única maneira de conseguir cativar o cliente. Se você for sincero em relação aos riscos da demanda, esclarecer como ela irá acontecer e como o cliente poderá ter o melhor resultado, ele será seu cliente para sempre. Mentir não vale a pena. Sempre a mentira é descoberta, mesmo que o cliente seja que nem marido traído, o último a saber.

E quando a verdade vier a tona, e quebrares a confiança, acabou, não tem volta.

Carinho

Carinho é a forma de ser gentil, afável, enfim, carinhoso com o cliente. Seja atencioso, dê um bom dia/boa tarde cheio de entusiasmo, aperte forte as mãos, use sempre um sorriso como alavanca da conversa e busque ser gentil, cortês e polido com o cliente.

Este carinho faz a diferença na reação do cliente na perspectiva e visão dele do teu escritório.

Atenção

Quem não gosta de atenção? Aliás, todos precisamos de atenção. Então, não atenda celular, telefone fixo ou trabalhe na frente do cliente. Apenas escute-o, anote o que for importante e reserve um tempo depois dele ir embora para organizar tudo.

A produtividade não pode ser o motivo de atropelar a importância do cliente, da narratória do seu caso, da sua verdade.

Então?

Aproveite o dia do amigo para fazer novas amizades e usar os adjetivos deste dia para o sucesso profissional!

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Era uma vez…

(conto escrito por Gustavo Rocha, baseado em experiências reais de seus clientes antes da contratação)

Era uma vez um advogado que mesmo ouvindo, lendo e vendo todas as mudanças que o judiciário está fazendo em termos de sumula vinculante, processos repetitivos, bem como processo eletronico, achou tudo lindo e manteve o seu negócio – que funcionava tão bem – da maneira que estava.

O advogado deixou o tempo passar e as rotinas internas do seu escritório se acomodarem…

Veio o implacável tempo e começaram a surgir problemas de ordem tecnológica.

O primeiro foi o advogado tentar peticionar no STJ. No papel não consegue. Via fax é proibido. Somente através do peticionamento eletronico, que exige a certificação digital.

Só que o advogado, como não estava se preparando para isto, descobriu esta realidade no último dia do prazo, quatro horas da tarde… Ou seja, não havia tempo hábil sequer para pegar uma certificação digital.

E assim, era uma vez o prazo…

Vendo esta realidade, ele foi até a OAB, pegou uma certificação digital e pensou: “Tudo resolvido” e voltou ao seu escritório contente, deu a certificação para um estagiário e disse: “Te vira magrão! Agora é tudo contigo” e foi para sua sala com mesa de mármore…

Então, surgiu outro problema: O advogado percebeu, quando foi parado numa blitz de transito que o carro que estava em seu nome, comprado com suor do trabalho, de noites mal dormidas, estava no nome de outra pessoa… O advogado, mesmo avisado dos riscos, deu a certificação e senha para um estagiário que transferiu parte do seu patrimonio para um laranja…

Era uma vez o patrimônio…

Refeito do susto, com ações anulatórias de ato jurídico em tramitação para reaver seus bens, o advogado trocou a senha da certificação e resolveu que só ele iria usar…

Mais uma vez, o problema bateu a sua porta.

Como o advogado não se preocupou com a gestão, em sistematizar as rotinas internas do seu escritório, em ter um sistema que não apenas controle processos, mas igualmente gerencie o seu escritório, ele ficou escravo do tempo e do processo eletronico, posto que tudo tinha que passar pela sua certificação digital…

Então ele chamou uma consultoria para realinhar processos, implantar tecnologia, desenvolver o marketing jurídico, tudo ótimo… Menos o tempo que o consultor pediu para implantar tudo isto: 12 meses.

O advogado achou absurdo e não contratou a consultoria, afinal, em 12 meses ele mesmo faria tudo isto e muito mais rápido…

Ledo engano… Os dias passam, correm, voam…

Mais de 12 meses se passaram e praticamente nada mudou…

Enfim, com tudo indo contra a maré, só restou uma frase para sintezar esta estória:

Era uma vez um advogado…

Não permita que o seu negócio caia neste conto. Acredite que tudo tem solução, basta força de vontade, persistência, amor ao que se faz e muito, mas muito trabalho. Se não consegues fazer sozinho, chame um especialista no assunto.

Não espere ficar no era uma vez um advogado bem sucedido que sucumbiu…

Aplique a gestão e tecnologia com qualidade e verás a diferença em resultado.

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No dia 28 de Junho publiquei um post com o título Quando a mudança atrapalha? destacando o caso do hootsuite que atualizou a versão e perdeu funcionalidades. Leia o artigo aqui.

Pois bem.

Alguns dias após a publicação, resolvi voltar ao hootsuite para ver como andava e para minha surpresa havia uma tela inicial descrevendo justamente a solução do problema que relatei.

A empresa fez exatamente o que o título deste artigo pressupõe: fez uma mudança, errou, ouviu seus clientes, teve visão de negócio, corrigiu e voltou ao sucesso, estou usando novamente este gerenciador do twitter.

Por óbio, ululante, diáfano que não foi apenas meu pedido que fez esta mudança acontecer. Quiçá nem tenham lido meu pedido, afinal a perda da funcionalidade que relatei deve ter atingido muitos usuários.

Não importa. O importante foi a atitude, foi a visão e correção do problema.

No universo corporativo acontece a mesma questão.

A diferença entre o sucesso e o fracasso é tênue.

Se você mudar, verifique o que foi feito, faça uma análise do seu produto/serviço, peça aos clientes um retorno sobre a mudança, enfim, verifique se você errou.

Não pense que as críticas que receber é em relação a tua pessoa. Não é. O consumidor pode xingar o fabricante, mas está apenas externando que está insatisfeito com o produto, pois a marca lhe era importante e ele não aceita que uma marca importante possa produzir algo ruim.

Então, é neste momento que deves fazer a diferença.

Analise os pedidos de mudança, as críticas em relação aos serviços prestados, etc. Faça uma análise racional, sem o emocional.

Se perceberes que a mudança atrapalhou, oferte a possibilidade de voltar atrás, afinal, errar é humano e persistir no erro é que é burrice.

Assim, se errou, escute seu cliente.

Aprenda a ter visão do negócio. Da importância do seu produto ou serviço ao cliente. Em meus projetos de consultoria, por exemplo, perguntas que todo dia na semana em que visito meu cliente penso: “Será que meu trabalho é útil a ele? Será que posso fazer melhor? Será que ele está satisfeito?” Precisamos das respostas para crescer e evoluir.

Portanto, tenha visão do seu negócio como um todo para corrigir aquilo que está errado ou não satisfatório.

É justamente com os sentidos que podemos traduzir nosso negócio num caso de sucesso.

Pense e repense seu negócio diariamente. Permitir uma rotina achando que o sucesso é eterno, é o primeiro passo para o fracasso.

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Recentemente li um artigo muito interessante escrito por Fernando Adas sobre frases escritas por Jose Saramago e o marketing. Leia o artigo aqui.

Uma frase destacou meus olhos:

“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.” (Jose Saramago)

É uma frase instigante.

Me relembra bastante o PDCA, bem como uma importante questão que muito exponho e debato nas minhas palestras e aulas: Precisamos aprender a criticar.

Não uma crítica a pessoa, mas sim aos fatos, a verdade que está acontecendo, a realidade como um todo, enfim, o mercado.

Agora vamos pensar da maneira inversa: Se um possível cliente está querendo comprar algo no seu negócio (produto ou serviço). Ele vai primeiro olhar. Depois talvez, repare em algo que chame a atenção, mas somente irá finalizar a compra se você passar pelo seu olhar crítico.

Neste caso, a crítica é em relação a utilidade, mobilidade, usabilidade, enfim, no que aquele produto ou serviço se torna importante para mim.

Quando fazemos esta reflexão, muitas vezes nos deparamos com respostas simplistas, que não traduzem a real potencialidade da pergunta, como por exemplo: As pessoas me contratam porque sou o melhor na área. As pessoas compram meu produto porque meu preço é bom e a qualidade excelente.

Sinceramente!

O que forma o preço é justamente os outros elementos. São eles que agregam valor. Se alguém me diz que o preço é bom, é porque o produto tem outros defeitos. O preço só é bom quando vislumbramos no produto o reflexo da nossa necessidade.

E como fazer isto?

Inicie pensando em como você pode agregar valor ao seu produto ou serviço. Pense em algo simples, funcional e útil que o teu público alvo precisa.

Depois busque fazer disto uma bandeira no seu marketing.

Exemplo prático em produto: Melhoria do próprio produto.

Exemplo prático em serviços: um escritório de advocacia que atende o direito de família começa uma aliança estratégica com um psicólogo para apoio aos seus clientes, visando melhor qualidade no atendimento e apoio por este momento difícil. O cliente contrata um advogado, mas recebe apoio psicológico, jurídico e fortalece seu espírito.

Isto agrega valor ao produto do advogado!!!

Por este motivo (crítica) é que evoluimos.

Aprenda a ver, reparar e criticar as situações e não as pessoas. Transforme isto dentro do seu negócio e ganhe valor em tudo que faz!

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Debatemos todos os dias as questões do dia a dia, negócios, funcionários, estratégia, oportunidades, novas áreas de atuação, enfim, tudo que pode auxiliar no desenvolvimento do seu negócio.

E você já parou para analisar o seu sonho? O real desejo? O porque efetivo de você levantar todos os dias para ir ao trabalho?

Não basta dizer que precisamos trabalhar.

Não basta dizer que precisamos de dinheiro.

Não basta dizer que precisamos crescer e evoluir.

Precisamos mais. Precisamos sonhar.

O sonho nos remete aquele tempo áureo de infância, nos remete ao encontro conosco, nos remete a pureza dos ideais e verdades.

O sonho constrói seus alicerces na esperança, no desejo, na vontade, enfim, o sonho constrói alicerces fortes, sólidos e confiantes no sucesso.

Deixar de sonhar apenas para contabilizar rentabilidades não se traduz em felicidade ou sucesso pleno. Apenas é uma forma de ganhar dinheiro.

O trabalho é composto da remuneração, contudo ela não pode – nem deve – ser o único compensador.

Quando o líder sonha -  e compartilha este sonho – os liderados são massageados com o sonho de sucesso, atuam com a vontade de vencer e de crescer, enfim, eles vivem a construção deste sonho.

Como diz uma parábola “Tu chegas numa construção e tem dois pedreiros colocando tijolos numa parede. Então perguntas para um deles: O que estás fazendo? Ele responde: Erguendo uma parede. Fazes a mesma pergunta ao segundo pedreiro e ele responde: Estou construindo uma igreja“, ou seja, a visão do sonho compartilhado traduz-se na visão do funcionário no teu negócio, quer dizer, todos voltados ao mesmo crescimento e objetivo.

Então aproveite para refletir:

Você sonha? E compartilha isto com a sua equipe?

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Muitas técnicas de administração, planejamento, organização, método, tempo, marketing são excelentes, contudo em algumas empresas simplesmente não funcionam.

Os empresários entendem que as técnicas são ruins ou quem as aplica não sabe, ou ainda, que a equipe não está pronta.

Nem sempre a resposta é tão simples.

Quando pensamos em ter uma empresa, criamos estrutura, contratamos pessoas, organizamos o negócio e saimos a caça de clientes, tudo faz parte de um sonho maravilhoso que muitos anos depois de existência, muitas vezes o empresário sequer relembra qual foi.

Este sonho que motivou o início de tudo tem muito da essência daquele que o sonhou e viveu.

Uma essência que não pode ser negada ou negligenciada.

Sempre afirmo aos meus clientes:

“Podemos implantar a melhor técnica para o crescimento do teu negócio, contudo, se não preservarmos a tua essência, nada disto terá sentido”. Gustavo Rocha

Mas que essência é esta?

Nada mais nada menos que o sonho inicial, que a forma de agir dos sócios.

Se os sócios são mais carinhosos com os funcionários, perder isto é perder a identidade da empresa.

Se os sócios lidam de maneira a investir somente naquilo que tem absoluta certeza, sem nenhum tipo de risco, vamos investir desta forma.

Se os sócios tem sonhos ainda a serem realizados, vamos ter tempo para ouvir e quem sabe realizar.

Não basta profissionalizar a empresa. É fundamental ter identidade. É imperioso ser único.

Compare as empresas que você conhece do mesmo ramo. Analise clientes de cada uma delas. Cada cliente dirá o porque compra numa e não na outra. Nem sempre é o preço o fator determinante. Faz diferença o treinamento do vendedor, ou seja, seu atendimento. Faz diferença o marketing, mais voltado aos negócios ou ao carinho. Faz diferença o tipo de marca que se vende dentro do estabelecimento.

Faz diferença, porque transforma uma empresa do mesmo ramo, com o mesmo tipo de produto em única.

No ramo de serviços ocorre o mesmo.

O líder -  seja o sócio, gerente ou diretor – irá transmitir aos seus colaboradores as ordens da maneira que ele vê o mundo. Ou seja, com a sua essência.

Esta essência será sentida pelo tomador do serviço que irá comparar com a sua própria essência e dizer se aceita como válida ou não.

Confiamos naqueles que se parecem conosco, pensam como nós.

Não mude sua essência pelas regras do universo corporativo. Aplique as técnicas corporativas junto com a sua essência, com o seu ser. Mantenha a identidade do seu negócio.

Afinal,

A essência é essencial.

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Há poucos dias foi noticiado amplamente que o Tribunal de Ética de São Paulo, ao responder uma consulta, informou que não haveria infração ética o recebimento dos valores a serem pagos pelo cliente através de cartão de crédito. Leia a notícia aqui.

O Tribunal entendeu que o recebimento através do cartão de crédito é mera forma de pagamento, não sendo uma forma de mercantilizar a advocacia.

Já estava na hora!

Desde os bancos da faculdade o aluno de direito aprende que o direito consiste em leis que somente tem eficácia prática quando existe o caso concreto, ou seja, quando a realidade provoca o direito, este se manifesta.

Sendo assim, nada mais lógico, diáfano, ululante que a advocacia entender que o mercado aí fora não está para brincadeiras.

Há muitos anos as bancas jurídicas não são mais aquelas bancas românticas que visavam a justiça e o lucro era se fosse possível. Isto não existe mais.

As bancas precisam ter lucratividade para manter seus funcionários, adquirir produtos de tecnologia para acompanhar o judiciário, enfim, para movimentar o mercado.

Iniciativas como esta e a da OAB/SP em criar uma comissão chamada Web Advocacia, são exemplos positivos de mudança.

Precisamos ter planos de carreira, planejamento estratégico, organização, gestão, padronização e tecnologia no direito.

Precisamos aceitar que a tecnologia está dentro do judiciário como realidade e parece que muitos advogados ainda fogem dela.

Precisamos nos modernizar não apenas em redes sociais, mas inclusive nelas.

Enfim,

Precisamos…

Você agora advogado que está com a palavra: Você faz ou vai fazer parte desta mudança ou não?

A sua resposta será a resposta do mercado para contigo.

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Ministério da Educação e Cultura – MEC vai propor e recomendar que a partir de 2011 os alunos NÃO RODEM/REPITAM DE ANO ATÉ A TERCEIRA SÉRIE. Leia aqui a reportagem completa.

Significa que não importa o que ele aprendeu na primeira, segunda ou terceira, ele vai chegar de qualquer jeito a quarta série.

Divido com vocês esta reflexão, pois a mesma é de suma importância. Precisamos de educação se queremos mudar este país. E mais do que isto, precisamos de educação para evoluirmos como seres humanos.

Basta ler a reportagem para verificar que esta proposta é absurda, pois os alunos não terão acompanhamento e terão supostamente que aprender em cima de algo que sequer aprenderam.

Enquanto continuarmos a tratar a educação como um comércio, onde o aluno acha que pagando tem que passar de ano, e nas escolas públicas o mesmo pode passar de ano sem aprender, teremos apenas pessoas que não criticam a realidade e acabam se transformando em futuros cidadãos sem nenhum tipo de consciência.

Precisamos de cidadãos conscientes ou índices que dizem que todos chegaram a 4º série?

Sugiro a leitura com atenção e muita reflexão sobre o tema, pois a educação é o futuro de qualquer país.

E você pode estar se perguntando: O que isto tem a ver com gestão e tecnologia?

Aponto dois caminhos que demonstram este raciocínio:

1. A própria educação em si;

2. A crítica a informação recebida;

A educação é a base de tudo. Através dela aprendemos a planejar, monitorar, verificar os erros e evoluir. Sem educação e consequente conhecimento, não há como implementar nenhuma mudança no seu negócio.

A educação como fonte de conhecimento é a mola mestra do desenvolvimento de qualquer negócio. Você quer evoluir? Vai ter que estudar, planejar, monitorar, executar as mudanças e depois criticá-las para poder crescer novamente. Sem educação/conhecimento, não existe como evoluir, seja como pessoa, seja como empresa.

Da mesma forma, aceitar as informações sem questionar não é a melhor maneira de aprender. Devemos sempre lembrar que quem escreveu emitiu a sua opinião, sua forma de ver e pensar. Você pode ou não concordar, mas jamais deve aceitar pura e simplesmente o que lhe é dito.

O que serve como base para o seu vizinho pode ser péssimo para você. Somos indivíduos únicos.

Inclusive a mesma regra serve para a tecnologia. Querer que a tecnologia mude o seu negócio é um ledo engano. A tecnologia deve se moldar ao seu negócio e não o contrário. Quem aplica a tecnologia pura sem ajustes, não tem resultados bons. O segredo é ajustar a tecnologia ao seu jeito de negócio e criar elementos através do raciocínio para aperfeiçoar o sistema.

Você quer fazer diferença?

Estude, aprenda, critique o que aprendeu, raciocine e principalmente execute. Somente aprendemos aquilo que vivenciamos.

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Ao pensar em amor, vamos pensar nas suas nuances: carinho, atenção, afeto, dedicação, enfim, tudo que temos de bom e bondade.

Nos negócios temos planejamento, organização, visão, missão, estrutura, equipe, enfim, tudo que norteia o universo empresarial.

Todavia, um misto destes dois mundos pode fazer uma diferença ímpar.

Algumas ideias:

Deixe um pote com bombons ou balas na sua mesa para clientes;

Ofereça café, água, chá, balas e quiçá doce ou salgado na recepção;

Tenha um presente padrão (algo simples, discreto, mas interessante) e sempre que um cliente procurar você no dia do seu aniversário, presentei-o;

Estas pequenas atitudes podem transformar o dia de alguém.

Vivemos um mundo onde as pessoas cada vez mais se preocupam menos uma com as outras.

Um mundo onde ser egoísta é aceito como ser certo.

Um mundo onde maltratar o próximo pode ser normal.

Um mundo onde ser líder para muitos significa pisar no outro.

Então, se queres ter um diferencial, pense diferente. Pense com amor, bondade, gentileza.

As atitudes ficam mais doces:

Abra um sorriso e cumprimente o cliente com aperto firme, forte, sem estrangular a mão;

Fale palavras amenas, não complexas, procure ouvir mais do que falar, seja paciente;

Demonstre preocupação real com o problema do cliente e ajude-o sempre que não for prejudicar o seu negócio;

Ou seja, use do amor e carinho a sua força motriz de luta pelo que o seu negócio defende e acredita. Esta força é inesgotável e pode transformar o mundo.

Seja você a mudança que quer no mundo, já disse Ghandi.

Seja você a mudança do seu negócio, digo eu, Gustavo Rocha ;)

Muito sucesso!!!

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