Quando pensamos no consumidor, pensamos em alguém que compra ou consume serviços, certo?

Mas, é apenas isto que se resume a relação de consumo?

Não, óbvio, ululante, diáfano que não.

Não irei me ater ao lado jurídico, quiçá relacional em si.

Vamos aos fatos práticos de gestão.

Cito um exemplo que aconteceu ontem, dia 14 de março de 2009.

“Entrei na loja Ponto Frio para comprar um aparelho. Escolhi sozinho o produto e levei a um vendedor questionando: Este valor que está na etiqueta pode ser parcelado?

Resposta dele: Sim, em até 12 vezes. Pedi o parcelamento em 4 vezes e fui ao caixa pagar.

Chegando ao caixa, me repassaram um documento em que informava que estava sendo feito um parcelamento com juros.

Questionei a atendente, posto que não compro produtos com juros explícitos (haja vista que sabemos dos juros implícitos no chamado preço a vista).

Fui simplesmente informado: Não vendemos nenhum produto sem juros. Então retruquei: Mas, no site de vocês a informação é de qualquer produto em no mínimo 10 vezes sem juros! A resposta foi: Sim, mas eles não tem vendedores, funcionários para manter, aqui somente com juros.

Minha resposta foi a mais óbvia: CANCELE A COMPRA.

Levei mais 30 minutos de pé esperando e 6, isto mesmo, 6 (seis) funcionários diferentes com senhas, códigos e se “batendo” dentro da empresa para emitir um comprovante de cancelamento da compra.”

Este fato que aconteceu comigo neste último sábado poderia acontecer com qualquer um de vocês.

Como sempre penso e afirmo, vamos analisar o que aconteceu e como podemos refletir com este episódio, em especial neste dia tão importante como o dia do consumidor.

Primeiro: Da atitude do vendedor

A atitude do vendedor foi no mínimo burra. Tentar iludir o consumidor com palavras sem final, ou seja, se questiono em quantas parcelas quero comprar o produto, se for existir a incidência de juros, este deve ser explícito ao consumidor, como o próprio CDC afirma. Mas, não quero explorar a veia jurídica do fato.

Este vendedor, se pensa que isto é malícia de vendas, está literalmente “dando um tiro no pé”. A atitude sorrateira de tentar vender imbutido um valor de juros como se o consumidor fosse ignorante é no mínimo desprezível. No meu ponto de vista como consultor, entendo que a resposta que uma empresa que se preze pode dar é deixar o mercado cuidar deste cidadão, ou seja, em bom português, coloque-o na rua, posto que a imagem da loja foi totalmente deteriorada com as atitudes por ele desenvolvidas.

Segundo: Da atitude da caixa

A atitude da caixa em explicar que se cobram juros na loja física e não na virtual pelos custos da loja física só me leva a uma conclusão lógica: mande todos embora e mantenha apenas a loja virtual. Um verdadeiro absurdo a “desculpa” apresentada!

Já não bastasse esta desculpa esfarrapada, nenhum dos profissionais do financeiro da loja, bem como gerente e supervisor sabem os procedimentos, tendo provocado ao cliente (no meu caso ex-cliente) uma desnecessária espera e irritação.

Terceiro: Da atitude da empresa Ponto Frio

Milhões gastos para aparecer em Big Brother, Rede Globo entre outros para nada. Tudo jogado fora com vendedores despreparados, quiçá sorrateiros, sem a menor vontade de atender e fidelizar a marca da empresa no consumidor.

Atitudes como esta somente levam o consumidor ao concorrente. Eu já fui, comprei o que queria noutra empresa e justamente estou alertando a todos do péssimo atendimento das Lojas Ponto Frio, afinal, se a empresa não treina seus funcionários para bem atender o seu cliente e fidelizá-lo, como podem querer continuidade no mercado?

No que depender do meu direito de escolha, as lojas Ponto Frio ficarão congeladas sem o meu dinheiro e de todos que prezarem o seu dinheiro, pois uma venda não é exclusivamente produto comprado. Uma venda é fidelização da marca da empresa no consumidor.

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A possibilidade de estar conectado o tempo todo faz com que as pessoas levem mais serviço para casa e também usem o horário de trabalho para resolver problemas pessoais. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Qualibest indica que 87% dos brasileiros com emprego usam a rede no trabalho para fins pessoais, como checar e-mails e fazer transações bancárias.

Há dois anos, esse índice foi de 89%, o que indica estabilidade nessa prática. Para o Qualibest, a maioria dos funcionários usa a rede do serviço para atividades “sadias”, que não comprometem o rendimento.

Dados deste ano do Ibope/NetRatings indicam que o local de trabalho é o terceiro mais usado para acesso à internet no Brasil, depois das residências e dos locais públicos.

Entre as pessoas ouvidas pelo Qualibest, a maior parte (79%) afirmou que acessa o e-mail pessoal durante o expediente. A lista segue com pesquisas em sites de busca (63%), acesso a sites de notícia (58%) e “internet banking” (52%). Apenas 6% afirmaram que usam jogos na internet do trabalho e 17% dizem usar a rede para baixar músicas. A pesquisa não questionou o acesso a conteúdo adulto.

“Não tem como evitar. As pessoas não são robôs –elas precisam de um tempinho. Quando a pessoa prova ser produtiva, não tem mal nenhum em abrir o e-mail pessoal. Só não pode ficar o dia inteiro no MSN”, afirma Daniela Daud, diretora do instituto de pesquisa.

Sem perder tempo

Apesar da perda de tempo no expediente, grande parte dos funcionários afirma que o uso de ferramentas de interação na internet “não prejudica em nada o seu rendimento no trabalho”. 33% disseram não perder produtividade por causa de recursos como o MSN ou o Gtalk. Para sites de relacionamento como o Orkut esse índice é de 32%.

Segundo a analista, esse uso inclusive não é uma grande preocupação das empresas, conforme mostram os dados da pesquisa –69% dos entrevistados afirmaram que as companhias em que trabalham não impõem qualquer restrição ao acesso à web. Entre os locais que adotam restrições, 87% vetam conteúdo erótico e 83% proíbem o uso de redes sociais como o Orkut.

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