Hoje é dia 19 de Maio, dia do advogado em Portugal, dia de Santo Ivo, padroeiro dos advogados segundo a igreja católica.

Nesta data tão importante a GestaoAdvBr conseguiu uma entrevista exclusiva com o Santo Ivo*. Ele responderá muitas dúvidas e questionamentos nunca antes ditos! Leia agora:

GestaoAdvBr: Santo Ivo, como foi ser conhecido como Advogado dos Pobres?

Santo Ivo: Gustavo, tu nem acredita! Eu é que sei o que são honorários aviltantes…

GestaoAdvBr: Então o Sr. acha que hoje os honorários são bons aos advogados brasileiros?

Santo Ivo: Claro que não! Acho que até meu título de advogado dos pobres deve ser partilhado… É uma miséria de dar dó… Advogados que viram contadores, que viram oficiais de justiça… Abandonam a profissão depois de anos de estudo, uma pena…

GestaoAdvBr: Mas a culpa é de quem?

Santo Ivo: Minha que não é! Eu aqui rezo todos os dias para que a OAB entenda que o papel dela é defender os advogados e não apenas crucificá-los, para que o judiciário compreenda que sem os advogados não há como fazer justiça, que os clientes compreendam que não tem como sobreviver com apenas honorários de sucumbência, pois ninguém consegue comer, se vestir, viver com um dinheiro que somente chega mais de dois anos depois de entrar com a ação e cuidar de todos prazos e o Sr. Juiz ainda acha que os honorários são demasiados e os reduz…

GestaoAdvBr: E o que os mortais advogados (aqueles que ainda não morreram) podem fazer?

Santo Ivo: Olha, somente orar não adianta. Eu estou com as orelhas vermelhas de tantas súplicas que escuto diariamente. São advogados me xingando, advogados querendo dinheiro, advogados querendo soluções mágicas. Se querem mágica, vão ver o Mister M na tevê, pô! O negócio é se atualizar.

GestaoAdvBr: Então os advogados que se atualizarem em direito estão salvos?

Santo Ivo: Salvos… Humf! Só com muita reza braba! Atualizar-se em direito não é direito, é obrigação. Se eles querem continuarem na advocacia terão que pensar em gestão e tecnologia.

GestaoAdvbr: Gestão e Tecnologia? Como um Santo sabe disto?

Santo Ivo: Escuta, ser Santo não quer dizer ser burro, tá? No céu temos amplo conhecimento de gestão (lembra que Peter Drucker tá aqui?) e de tecnologia (estamos aguardando uma maçã subir, mas temos bastante representantes expressivos). Aqueles que não se organizarem serão esmagados.

GestaoAdvBr: Nossa! Uma profecia e tanto! E como fazer para se salvar?

Santo Ivo: Profecia? Tá me confundindo com o Nostradamus… Eu não faço profecias, eu digo a verdade (senão não era Santo!). Ou os advogados se organizam com planejamento, implementando a gestão ( O Drucker já deu muitas dicas aí ) e aplicando a tecnologia com inteligência ou eles terão que mudar de profissão.

GestaoAdvBr: Uma frase de alto impacto, Santo Ivo. Bem, agradecemos o seu tempo e dedicação em cuidar dos advogados em momentos difíceis. Algum recado final para eles?

Santo Ivo: Obrigado pela oportunidade, Gustavo. Espero que meus afilhados leiam esta entrevista e aprendam a olhar o seu escritório como um templo sagrado onde se busca eternamente a justica; que seus honorários não são uma esmola, mas o valor digno de um trabalho desgastante e bem feito; que o seu tempo vale tanto quanto dos outros, então não disperdissem com bobagens; que gerenciar o seu negócio é uma tarefa árdua, mas gratificante em resultados; que a tecnologia não pode ser um fardo, deve ser sempre um valor agregado; enfim, que eles parem de dar tanto trabalho pra mim!

* Crônica escrita por Gustavo Rocha com a ideia original de Naor Nemmen.

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Nesta semana uma reportagem assustou e trouxe uma reflexão importante sobre tecnologia: Uma servidora do Tribunal de Justiça do Amazonas retirou o nome do noivo do SPC com a assinatura eletronica do juiz.

Leia a notícia completa aqui.

O que aconteceu foi o que em muitos lugares temos notícia de acontecer: A tecnologia atropela o judiciário (e muitos advogados também) e as alternativas são assessores, colegas, amigos que possam operar a tecnologia para aquele que se julga inapto de utilizá-la.

Tivemos no RS um caso curioso que tive acesso: Um juiz do interior disse que não iria usar o BacenJUD (penhora on line) porque não sabia operar, ou seja, ele tinha acesso, tinha a senha, mas por não saber operar, não ia usar. Pelo menos este foi consciente que ele (juiz) é que devia usar e não um assessor qualquer.

Por óbvio, ululante, diáfano que nem todos assessores agem como a pessoa da reportagem. Contudo, quantos tribunais, comarcas são os assessores que usam as assinaturas digitais dos juízes?

A tecnologia deveria ampliar a comunicação, quebrar barreiras, tornar o judiciário mais justo. Mas, parece que em alguns casos estamos ficando refém dela.

A mesma situação estão passando os advogados. Basta falar em processo eletrônico/virtual para deixar muitos com cabelo em pé.

Certificação digital para alguns é grego. Escaner parece coisa do futuro.

Esta é uma realidade (processo virtual) que não irá mudar. Veio para ficar. Veio para agilizar o processo e talvez agilizar a justiça. Contudo, ainda temos muito o que ver e falar destas mudanças.

A solução (e não existe apenas uma) passa pela qualificação profissional/tecnologica dos usuários, bem como conscientização que a tecnologia veio para auxiliar e não para atrapalhar (embora as vezes não pareça bem assim).

E para você? Como a tecnologia impacta no seu dia a dia?

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Pelo menos nos EUA é. Um interessante livro encontrei na American Association Bar: Virtual Law Practice: How to Deliver Legal Services Online. Acesse aqui.

No Brasil isto seria impossível. Por que? Porque as nossas regras éticas dizem que a pessoalidade é insubstituível.

Eu particularmente concordo. A pessoalidade é insubstituível.

Agora, o que é pessoalidade para o Código de Ética?

Ao meu ver, é a relação única, direta entre o advogado e o seu cliente.

Há mil coisas que precisamos estar presentes para que sejam melhores que as virtuais, a exemplo de um beijo. Nada melhor que os lábios quentes do que apenas um beijo virtual… Mas, problemas reais, problemas virtuais, realmente não podem ser relatados através de uma conversa eletronica, seja por voz ou escrita?

Apesar de hoje no Brasil ser uma infração ética, penso que estamos caminhando para esta realidade eletronica. Aliás, o assunto não é novo. Já escrevi sobre isto em 2009. Acesse aqui.

Parece um sonho… Atender clientes virtualmente, sem megas estruturas nem custos… Agora então numa época de processo virtual, nada parece mais propício!

Será mesmo?

Por mais que veja que o caminho será eletronico, uma vez que cada vez mais os relacionamentos estão existindo de forma eletronica, negócios estão sendo forjados e fechados de maneira on line, atender somente on line pode e terá seus riscos e prejuízos.

Ao conversarmos com o cliente pessoalmente, verificamos seus jeitos, trejeitos, olhares, interesses, enfim, analisamos o sujeito. Através de um email isto é impossível.

Ao conversarmos com o cliente pessoalmente podemos compreender suas reais necessidades e não apenas aquilo que ele quis dizer numa mensagem eletronica.

A pessoalidade é importante e fundamental. De outra banda, as relações eletronicas evoluem dia após dia. Não podemos deixar para amanhã para analisar estas realidades já existentes no mercado.

Ignorar que podemos conhecer clientes em grupos do LinkedIn ou no Facebook é tapar o sol com a peneira.

A pergunta que não quer calar é: Quando teremos uma advocacia virtual e em que termos?

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Este post é dedicado a uma pesquisa feita anualmente pelo escritório brasileiro do Marco Antonio Gonçalves e outro Mexicano, apontando as tendências do Marketing Jurídico no Brasil e no México.

Já temos a pesquisa pelo segundo ano consecutivo, sempre com uma abordagem direta e objetiva que nos permite conclusões claras e práticas acerca do marketing jurídico.

Você pode baixar a pesquisa completa aqui.

Vamos abordar a pesquisa e alguns dos seus itens, com comentários meus.

Marketing jurídico é uma ciência, uma pesquisa constante, uma atualização diária. Pensar em marketing apenas como propaganda é um erro comum e a pesquisa esclarece bem este ponto.

As ações de marketing jurídico deve ser planejadas, executadas com muita racionalidade, constância e visão de futuro. Querer resultados em poucas semanas ou meses é ilusório.

Assim como qualquer resultado no mundo dos negócios, o marketing precisa de investimentos financeiros e também de tempo e principalmente conhecimento por parte de quem aplica o marketing e que vai fiscalizar o trabalho que está sendo desenvolvido.

Fazer marketing apenas por fazer ou dizer que está fazendo não é se comprometer com o resultado, ou seja, não serve para nada.

Colacionamos abaixo alguns resultados desta pesquisa:

As conclusões são bem interessantes e reforçam muito o que debatemos há bastante tempo por aqui no Blog: Precisamos investir em relacionamento presencial e na internet.

A maioria da pesquisa foi realizada por escritórios de até 50 pessoas (78%) o que representa um estudo do pequeno e médio escritório no Brasil.

Interessante destacar também que a grande maioria dos escritórios terceiriza o marketing sem ter um representante interno. Aqui cabe uma reflexão: Somente fazemos bem aquilo que sabemos fazer. Um profissional de gestão e marketing querendo defender uma pessoa num processo é tão desastroso quanto um advogado querendo fazer aquilo que não foi talhado para desenvolver. Então, como posso avaliar o trabalho de algo que não conheço?

Outro ponto relevante, é que tanto o sócio do grande escritório como o do pequeno sabem da importância do marketing jurídico no seu negócio:

A pesquisa continua com inúmeros pontos interessantes para nossa reflexão. Vale a pena baixar o relatório completo e lê-lo.

Quer ler mais sobre Marketing Jurídico? Clique aqui.

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Na semana passada o Judiciário Gaúcho lançou uma campanha em prol da gentileza, afirmando que a gentileza é necessária num ambiente onde acontecem embates.

A imagem ao lado é a imagem da campanha. Para ler a notícia de lançamento, clique aqui.

Saliento dois pontos da própria campanha (conforme sua descrição na notícia mencionada) e mais os aspectos de gestão e tecnologia.

Um dos pontos fortes da campanha vem com a frase:

salientando que nada se justifica, nada acontece, nada existe sem o servidor.”

Interessante esta afirmativa do juiz diretor do foro central de Porto Alegre. O servidor é importante? Lógico, óbvio que é. Tão importante é o trabalho dele quanto o é dos advogados, juízes e representantes do Ministério Público. Tão importante que não há porque dizer isto aos advogados, mas sim aos próprios servidores.

Não é uma crítica aos servidores em geral, mas alguns simplesmente são péssimos – assim como temos na advocacia, judiciario e MP – com um diferencial: Eles tem o poder do processo.

Como assim?

O poder de “esquecer” um processo na pilha, o poder de fazer ou não o alvará, o poder de intimar ou deixar para depois. Os advogados (que não são santos nem coitados) também aprontam, xingam, são desrespeitosos. Neste quesito, a campanha merece ser aplaudida, afinal todos precisamos de gentileza para um melhor ambiente de convivência.

Neste sentido, as palavras do Desembargador Ricardo Ruschel são importantes:

“Vamos deixar o embate apenas no campo jurídico”

Ou seja, vamos focar no resultado da justiça, na sua real missão que é prestar a tutela jurisdicional aos cidadãos.

Tudo muito lindo, mas se pensarmos um pouco, todo este investimento (já que todo Estado receberá material impresso para aderir a campanha!) poderia ser direcionado a um trabalho de base dos servidores, regras claras juntos aos juízes e advogados, enfim, uma busca de paz social através dos meios legais.

Como assim?

Se os juízes fossem receptivos a receberem os advogados (pode ser com hora marcada, pode ser com um horário decente estabelecido e não apenas duas horas na semana), poderiamos começar um bom diálogo. Todos sabemos que o judiciário está lotado de ações e conversar sobre ações pode levar tempo. Agora, a culpa não é das partes que o judiciário como um todo precisa de investimento. O judiciário deve buscar a qualidade, deve primar pela verdade, deve ser o primeiro a se interessar em prestar uma boa jurisdição, o que significa literalmente em atender bem os representantes legítimos e legais dos cidadãos: Os advogados.

Se tivermos treinamentos efetivos, fortes e sistemáticos junto aos servidores em dois ambitos: Atendimento e gestão interna, temos um início de organização. Não basta uma campanha de sensibilização. Precisamos treinar, dar técnica de atendimento e gestão aos servidores (obrigando os cartórios privados a fazerem o mesmo), ou seja, dar elementos para que a campanha seja efetiva e eficiente.

Se fosse investido mais em tecnologia (já temos noção de investimentos bons em tecnologia no judiciário gaúcho), focando questões práticas e mais objetivas para liberar os cartórios do massivo e maçante atendimento presencial, aliados a qualidade mais direta de atendimento, gentileza de todas as partes envolvidas, teríamos mais resultados eficientes.

Enfim,

Podemos e devemos ser mais gentis uns com os outros, pois todos somos partícipes da justiça e paz social. Agora, sem investimentos claros e objetivos de gestão e tecnologia as campanhas de sensibilização ficam sem efetividade.

Fica para reflexão e atitude de todas as partes o presente artigo.

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Talvez uma das perguntas mais cobiçadas do conhecimento dos advogados: Como fazer um marketing jurídico dentro do código de ética, com seriedade, conquistar clientes novos, manter os antigos e crescer de maneira sustentável?

Pode parecer complexo, mas a resposta é muito simples, bastam duas palavras: Relacionamento e tempo.

Muitos pensam que a resposta está em visibilidade, propaganda (erro clássico), em tecnologia, redes sociais, enfim, muitas alternativas, muitos caminhos e o resultado esperado não chega. Por que?

Simples: Porque a resposta é singela e requer um investimento caro e difícil hoje em dia: tempo.

Como assim?

Vamos pensar juntos em alguns elementos de marketing jurídico prático e o segredo do sucesso:

Fazer eventos

Fazer eventos onde os profissionais podem difundir conhecimento e ter uma maior visibilidade está bastante em moda hoje em dia e os resultados realmente são positivos.

Para organizar ou participar de eventos o que é necessário?

Relacionamentos para ser convidado para um evento ou criar um evento e ter pessoas para difundí-lo e tempo em ambos os casos para ser um investimento adequado.

Relacionamento com atuais clientes

Este é um tipo de trabalho de marketing que sempre dá resultado. Se já é cliente, ele tem confiança, sabe do potencial do  escritório.

Agora, para investir neste cliente, dar a ele informações sobre os atuais processos que tem e possíveis assuntos ou informações úteis para novos negócios há a necessidade de dois fatores: Tempo e relacionamento (para com o cliente).

Redes Sociais

Investir em redes sociais dá resultado? Claro que sim. Mas, para que servem as redes sociais?

Dois pontos: Serem informativas (excelente utilidade, indexação da marca, etc) e promoverem relacionamentos.

Como utilizar isto a favor do seu negócio?

Sendo informativo sobre assuntos interessantes ligados a realidade do negócio e estabelecendo conexões com pessoas.

Como fazer isto acontecer?

Tendo tempo e investindo em relacionamentos.

Enfim,

Você quer saber qual o segredo do marketing jurídico: Tempo e relacionamentos.

Quer fazer crescer o seu negócio? Tenha tempo e relacionamentos.

Agora como conseguir o tempo e relacionamentos é outra estória… leia amanhã sobre este assunto aqui!

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“Concentre-se nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças ” (SUN TZU, 500 a.C.)

A frase de Sun Tzu em 500 antes de Cristo nos remonta a uma técnica amplamente utilizada na administração moderna: SWOT.

Swot é uma sigla em inglês que diz:

Strengths – Força

Weaknesses – Fraqueza

Opportunities – Oportunidade

Threats – Ameaça

Dentro destes 4 conceitos, temos que analisar dois deles no ambiente interno (Força e Fraqueza) e dois no ambiente externo (Oportunidades e Ameaça), como mostra este diagrama ao lado.

Na advocacia necessitamos desta análise para começarmos um trabalho sério de marketing jurídico.

Como assim?

O ambiente interno é o local onde podemos definir o que vai acontecer. Assim, analisar nossos pontos fortes, nossas potencialidades é fundamental para sabermos o que fazemos melhor do que o resto do mercado. Igualmente, precisamos analisar no que estamos fracos para melhorarmos nossos controles e padronização de gestão para o crescimento.

Já o ambiente externo está totalmente fora do controle do escritório. Mas, apesar de não poder controlá-lo, o escritório deve conhecê-lo e monitorá-lo com freqüência de forma a aproveitar as oportunidades e evitar as ameaças. Oportunidades de negócio surgem diariamente. Sempre temos novos mercados, novos fatos ocorrendo na economia, administração pública, consumidor, etc. As ameaças são concorrentes que estão crescendo dentro da sua área de atuação que podem ter o mesmo foco que o seu, por exemplo.

Ideias básicas, portanto:

Forças e Oportunidades – Salientar/desenvolver os pontos fortes para aproveitar ao máximo as oportunidades encontradas.

Forças e Ameaças – Salientar/desenvolver os pontos fortes para minimizar os efeitos das ameaças existentes.

Fraquezas e Oportunidades – Buscar estratégias que possam minimizar os pontos fracos e alcançar as oportunidades que existem.

Fraquezas e Ameaças – Da mesma forma, as estratégias que possam minimizar os pontos fracos e barrar eventuais ameaças.

Utilizando esta ideia de SWOT, podemos começar um bom e eficiente planejamento de marketing jurídico.

Em bom português, se você tem um escritório forte em direito tributário como montar sua matriz de SWOT:

Pontos fortes: Conhecimento específico em direito tributário, produtos a, b, c, etc desenvolvidos.

Pontos fracos: Não agrega outra área de atuação (a exemplo do trabalhista, que é sempre buscado em conjunto pelas empresas)

Oportunidades: Mercado terceiriza principalmente tributário e o trabalhista das empresas.

Ameaças: Escritórios já consolidados em ambas as áreas.

Como resolver: Estratégia de uma nova área ou de produtos diferenciados dentro do direito tributário, demonstrando que a especificação nesta área é sua expertise de excelência.

Esta é a dica para início desta ideia. Você, que conhece o seu escritório, o seu negócio, o seu mercado é que tem total condição de montar esta estratégia de maneira adequada e eficiente.

Invista tempo na sua estratégia. Utilize o SWOT e todas as ideias que puder para o crescimento do seu negócio. Pensar no seu escritório não é perda de tempo, é investimento com ampla possibilidade de retorno.

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Muito se fala em gestão de escritórios jurídicos, em como eles precisam se organizar, estarem preparados para o mercado atual, etc.

Gestão é um termo muito amplo, verdadeiro e assertivo. Contudo, gestão não é a resposta para tudo.

A gestão na advocacia é como um adjetivo, necessita de um sujeito e um verbo para existir.

Como assim?

Sujeito

De que adianta falar em gestão, em padronização de procedimentos, em análise de resultados, se quem comanda o escritório não está fazendo o seu dever de casa?

A direção do negócio tem que ser a primeira a estar envolvida com o processo de mudança do escritório. Ela será o motivacional para toda equipe encarar as mudanças com seriedade, respeito e vontade.

Fazer gestão significa analisar os procedimentos internos, fazer uma crítica em cima dos procedimentos e aplicar as mudanças necessárias para o crescimento do negócio.

Para tanto, é fundamental e imprescindível a presença dos sócios neste processo. Podem ser delegadas as tarefas administrativas, entretanto, as de cunho estratégico tem que ser definidas por aqueles que pensam a empresa e assumem o seu risco, ou seja, os sócios.

Por lógico, uma andorinha não faz o verão. Todos os colaboradores devem participar, auxiliar, estar conectados com o negócio e o seu projeto.

Mais uma vez para isto, o sujeito (líder, sócio, administrador) deve estar presente e ser constante, transformando o planejamento em algo real e palpável.

Verbo

Neste sentido, se tivermos sujeitos (pessoas dispostas a encarar o projeto de mudança), estamos com o primeiro passo dado. Porém, sem uma ação concreta (verbo), não haverá nenhuma modificação. Já diz a lei da física que se algo está em inércia, tende a ficar em inércia se algo não modificar seu estado.

Assim, qual(is) ação(ões) você está fazendo neste momento para o seu negócio?

Pelo menos temos que pensar nesta ações:

* Investir em Marketing Jurídico;

* Investir em Redes Sociais;

* Investir em software adequado; (Leia um artigo publicado no CONJUR sobre este assunto aqui)

Quer dizer, temos estar conectados ao mercado de hoje (marketing jurídico) ao mercado de hoje e de futuro (redes sociais), bem como com a tecnologia como fator preponderante para alavancar o negócio (produzir mais com o mesmo número de pessoas, agregando informações estratégicas e relacionais). Não basta ter sujeito. Temos que ter e ser o verbo da mudança.

Adjetivo

O adjetivo em uma frase é o que a qualifica, o que a embeleza, o que  diz algo a mais.

A gestão se encaixa perfeitamente nisto. Primeiro, porque não tem como existir gestão sem um sujeito e verbo antes. Segundo, porque mesmo um escritório movido por pessoas motivadas e líderes de si com uma ação efetiva na advocacia, sem a gestão, está fadada a ficar estagnada no mercado atual.

Tendo gestão, o escritório tem um fator que agrega qualidade. Consegue estar presente no mercado com eficiência e eficácia.

O mercado não aguarda os escritórios se adaptarem a gestão. Ele contrata aqueles que tem gestão.

Como está o seu escritório nisto?

Tem sujeitos ativos e líderes de si?

Tem ações efetivas focadas em resultados estratégicos?

A gestão está sendo utilizada como qualidade para o seu escritório?

O adjetivo da gestão é mais do que um qualitativo, é um diferencial forte de mercado.

Enfim,

Em bom português, a gestão somente poderá acontecer como o adjetivo da sentença: Com um sujeito ativo e verbo executor para trilhar um caminho de sucesso, com mais qualidade de trabalho, padronização, organização e resultados sustentáveis para o negócio.

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Quando fazem esta pergunta, todos se questionam o mesmo: Querem um software completo, que faça mais do que controlar processos, que organize o escritório, faça gestão, esteja totalmente preparado para o processo eletronico, enfim, que salve o escritório do caos.

Ledo engano.

Antes de qualquer software poder auxiliar o seu escritório em soluções de gestão, há a necessidade de gestão do seu negócio.

Como assim?

Qualquer software possui inúmeras qualidades, principalmente de gerenciar informações, oferecer respostas rápidas (desde que bem cadastrado), extrair relatórios, etc. Todavia, para um escorreito funcionamento, temos que ter em mente que os dados (informações) a serem cadastradas precisam ter uma lógica, um padrão.

Para se chegar a este padrão de cadastramento, precisamos conhecer o software antes de implementá-lo, suas funcionalidades, possibilidades e custos reais de implantação para fazer uma análise de custo versus benefício.

Alguns mitos que existem em relação a softwares jurídicos:

Software completo

Todos os representantes dizem que seus softwares são os mais completos do mercado, que fazem tudo que um escritório precisa. O que ninguém conta é que o software faz tudo que foi programado para fazer e sem uma análise profunda, não há como saber se um determinado produto é ou não adequado a sua realidade.

O software pode ter inúmeros recursos, que de nada adiantarão se você não souber usá-los e/ou eles não forem necessários ao seu negócio.

Antes de adquirir um software faça as seguintes perguntas:

Qual a minha área de atuação?

Dentro da minha área, quais as necessidades de informação que serão úteis aos meus clientes?

Tenho como cadastrar e acessar estas informações cadastradas em qualquer lugar ( inclusive num celular)?

O software gerenciará quais áreas do negócio (processos, finanças, gestão eletronica de documentos, etc)?

Posso investir no produto ideal agora ou tenho outras prioridades?

Enfim, antes do software, pense muito mesmo em gestão.

Controle de processos versus controle do escritório

Temos uma grande confusão neste tópico. Muitos pensam que ao controlar processos estarão controlando seu escritório. Um engano perigoso.

Na profissão de advogado, controlar processos faz parte. Isto mesmo, apenas uma parte. O advogado pode e deve ser parte de negócios de seus clientes, deve auxiliar nas tomadas de decisão, agir preventivamente. A parte processual é necessária, mas não a única que ele tem como objetivo para o seu trabalho.

Se não é o seu único escopo, porque transformar o seu escritório apenas num controle de processos?

Não! Temos que gerenciar o financeiro (contas a pagar, contas a receber, fluxo de caixa, centros de custo, etc), a gestão eletronica de documentos (digitalizar tudo, desde contratos, contas, peças processuais, etc), relacionamento com o cliente ou prospects (gerenciar a comunicação com os clientes ou prospects do escritório), entre outros.

Se você acha que nenhum software jurídico faz isto, está por fora. Muitos no mercado já estão preparados para auxiliar o seu escritório na gestão dele de maneira geral e não apenas processual.

Não se iluda apenas no controle processual, afinal, gestão tem que ser completa para ser eficiente.

Implementação do software

Neste quesito muitos escritórios perdem dinheiro. Justamente por pensarem que ao comprarem um software terão todos os seus problemas resolvidos, eles deixam na mão de pessoas que implementam o software decisões fundamentais do seu negócio.

Não faço nenhum desmerecimento aos consultores e profissionais de TI que implementam softwares, todavia, pouquíssimos se preocupam efetivamente com a gestão do negócio. Sua real preocupação é com o sucesso da implementação, ou seja, se todas as funcionalidades do seu produto estarão prontas para o escritório. Como o escritório irá usar a informação e gerenciar a si mesmo, não é seu problema.

Este é o grande problema, na verdade. Antes de implementar qualquer software há uma necessidade enorme de gestão. Precisamos conhecer as rotinas, verificar se elas estão adequadas a realidade do escritório hoje a sua realidade daqui a um ano. Precisamos conhecer o software para pensar nos controles que ele tem e como ele poderá auxiliar na gestão do negócio. Depois disto construído, o pessoal de implemantação vem treinar, implementar os relatórios e controles conforme a gestão já determinou e assim por diante.

Em bom português: O software vai trabalhar para o escritório e como o escritório quer o controle, e não o mesmo determinado o que pode ou não ser feito. Lembre-se: Você está pagando. Você manda no que quer no produto ou não.

Preparação para processo eletrônico

Já vi representantes de software alardearem no mercado que seus produtos estão adequados ao processo eletronico. Bobagem. Hoje, nenhum software jurídico está completamente preparado para o processo virtual.

Uma razão é preponderante para isto: Todo o cerne do judiciário brasileiro é lastreado através das notas de expediente. Como no processo eletronico não há intimação através do diário oficial, porque o advogado se intima dentro do processo eletronico, o software não tem como advinhar onde o advogado se intimou (qual processo, que dia, etc).

Diante disto, a palavra gestão é primordial: É fundamental que se crie procedimentos internos de intimações no processo eletronico e lançamentos no software de gestão do escritório para que o controle possa ser único e sempre disponível. Ter planilhas no excell, mais alguns arquivos no word e um software para quando alguém lhe pergunta de um processo ter que procurar em três lugares diferentes é um absurdo e um contrasenso em termos de gestão.

Quer se preparar para o processo virtual? Veja se o seu software é simples no agendamento de compromissos e prazos, bem como se ele tem um módulo de Gestão Eletronica de Documentos, o famoso GED. Estes passos já dão o início de que com gestão aplicada as rotinas do negócio, há possibilidade de gerenciar o processo eletronico.

Ser ou não ser pela internet (software web)

Algumas pessoas tem medo, outras preconceito, outras falta de conhecimento sobre softwares pela internet. Minha posição é totalmente a favor. Eles tem mais benefícios que prejuízos (se é que existem) ao meu ver.

Podem ser acessados de qualquer lugar, até de um celular. Informações, peças processuais, sentenças, tudo ao alcance de uma lan house. Segurança? Muita. Eles investem pesado para ter segurança das informações. Aliás, investem muito mais que qualquer escritório iria investir, pois o negócio deles é tecnologia e do escritório jurídico, advocacia. Cada um sabe bem o que faz.

Neste ponto penso que o fundamental é sentir-se seguro em relação a decisão. Analise suas necessidades, pense e pesquise a respeito. Melhor um software não web mas usado por todos, do que um web que ninguém usa por medo.

Enfim,

Existe um software jurídico ideal?

Claro que sim. Mas, não depende do software, depende exclusivamente de você.

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“Já percebeste como são pequeninos os grãos de areia? Contudo, postas num navio, fazem-no afundar.” (Santo Agostinho)

Você já parou para pensar no seu negócio?

Ele pode ser um pequenino grão de areia dentro do mercado. Mas, são grãos de areia que fazem a diferença.

Porque?

Porque o grande pode comprar muito, vender muito, prestar muito serviço, mas ele é um só ou são poucos. Os pequenos, estes sim, dão a dimensão do mercado.

Porque isto é importante?

Por vários motivos, mas principalmente para o marketing jurídico, pois será através de análises de mercado e de como o mesmo se posiciona que poderemos ter ações objetivas em relação a clientes.

Se você sabe que no seu Estado e na sua cidade os indicadores de crescimento são bons, o que você faz?

Nada? Nem sabe o que são indicadores?

Cuidado…

São os indicadores que nos dão elementos para iniciarmos qualquer planejamento de marketing. São os números que se traduzem em ideias e posições.

Mas, como?

Você percebe que os indicadores são melhores de crescimento e investimento na sua cidade. Descobre que nos últimos anos houveram mais empréstimos, mais investimentos em indústrias farmaceuticas e abriram várias empresas de comércio, por exemplo.

É uma excelente oportunidade para pensar em ofertar seus serviços e ideias no comércio, indústria farmaceutica e claro, aos consumidores – se estes forem teu público alvo – pois, com o crescimento, a economia se movimenta, as pessoas pegam empréstimos, compram produtos, enfim, tudo que a advocacia está aí para defender…

Você ainda se sente um grão de areia no deserto do mercado?

Aproveite para ser o grão que faz a diferença!

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