Hoje é dia 19 de Maio, dia do advogado em Portugal, dia de Santo Ivo, padroeiro dos advogados segundo a igreja católica.

Nesta data tão importante a GestaoAdvBr conseguiu uma entrevista exclusiva com o Santo Ivo*. Ele responderá muitas dúvidas e questionamentos nunca antes ditos! Leia agora:

GestaoAdvBr: Santo Ivo, como foi ser conhecido como Advogado dos Pobres?

Santo Ivo: Gustavo, tu nem acredita! Eu é que sei o que são honorários aviltantes…

GestaoAdvBr: Então o Sr. acha que hoje os honorários são bons aos advogados brasileiros?

Santo Ivo: Claro que não! Acho que até meu título de advogado dos pobres deve ser partilhado… É uma miséria de dar dó… Advogados que viram contadores, que viram oficiais de justiça… Abandonam a profissão depois de anos de estudo, uma pena…

GestaoAdvBr: Mas a culpa é de quem?

Santo Ivo: Minha que não é! Eu aqui rezo todos os dias para que a OAB entenda que o papel dela é defender os advogados e não apenas crucificá-los, para que o judiciário compreenda que sem os advogados não há como fazer justiça, que os clientes compreendam que não tem como sobreviver com apenas honorários de sucumbência, pois ninguém consegue comer, se vestir, viver com um dinheiro que somente chega mais de dois anos depois de entrar com a ação e cuidar de todos prazos e o Sr. Juiz ainda acha que os honorários são demasiados e os reduz…

GestaoAdvBr: E o que os mortais advogados (aqueles que ainda não morreram) podem fazer?

Santo Ivo: Olha, somente orar não adianta. Eu estou com as orelhas vermelhas de tantas súplicas que escuto diariamente. São advogados me xingando, advogados querendo dinheiro, advogados querendo soluções mágicas. Se querem mágica, vão ver o Mister M na tevê, pô! O negócio é se atualizar.

GestaoAdvBr: Então os advogados que se atualizarem em direito estão salvos?

Santo Ivo: Salvos… Humf! Só com muita reza braba! Atualizar-se em direito não é direito, é obrigação. Se eles querem continuarem na advocacia terão que pensar em gestão e tecnologia.

GestaoAdvbr: Gestão e Tecnologia? Como um Santo sabe disto?

Santo Ivo: Escuta, ser Santo não quer dizer ser burro, tá? No céu temos amplo conhecimento de gestão (lembra que Peter Drucker tá aqui?) e de tecnologia (estamos aguardando uma maçã subir, mas temos bastante representantes expressivos). Aqueles que não se organizarem serão esmagados.

GestaoAdvBr: Nossa! Uma profecia e tanto! E como fazer para se salvar?

Santo Ivo: Profecia? Tá me confundindo com o Nostradamus… Eu não faço profecias, eu digo a verdade (senão não era Santo!). Ou os advogados se organizam com planejamento, implementando a gestão ( O Drucker já deu muitas dicas aí ) e aplicando a tecnologia com inteligência ou eles terão que mudar de profissão.

GestaoAdvBr: Uma frase de alto impacto, Santo Ivo. Bem, agradecemos o seu tempo e dedicação em cuidar dos advogados em momentos difíceis. Algum recado final para eles?

Santo Ivo: Obrigado pela oportunidade, Gustavo. Espero que meus afilhados leiam esta entrevista e aprendam a olhar o seu escritório como um templo sagrado onde se busca eternamente a justica; que seus honorários não são uma esmola, mas o valor digno de um trabalho desgastante e bem feito; que o seu tempo vale tanto quanto dos outros, então não disperdissem com bobagens; que gerenciar o seu negócio é uma tarefa árdua, mas gratificante em resultados; que a tecnologia não pode ser um fardo, deve ser sempre um valor agregado; enfim, que eles parem de dar tanto trabalho pra mim!

* Crônica escrita por Gustavo Rocha com a ideia original de Naor Nemmen.

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Talvez esta pergunta seja simples de responder. Talvez eu disse. A maioria das pessoas associa a resposta em algo que não possuem, querem o dinheiro e sempre dizem que não tem dinheiro.

Temos uma cultura de negar o dinheiro.

A impressão que muitos na sociedade exercem sobre nós é de que quem tem dinheiro não pode ser honesto. Honesto é o cara que sofre bulling, que apanha e não revida, que batalha uma vida inteira e no final dela ganha um salário mínimo. Este sim, é honesto!

Será mesmo?

Não estou duvidando das pessoas que trabalham a vida toda e nada possuem, mas se isto acontece, foi por escolhas erradas na sua vida. Pessoas pobres viraram ricas, a exemplo do Silvio Santos. Pessoas pobres podem ter um futuro diferente.

Contudo, como terão um futuro diferente se negam o valor do dinheiro?

Como assim?

Ora, pergunte as pessoas que realmente trabalham duro, pesado, quanto elas valem. Elas dirão: pouco. Quem vale é apenas aquele que faz a estratégia da empresa.

Alguns afirmarão que isto é normal, afinal quem pensa em como crescer o negócio tem que ganhar e quem faz um trabalho padronizado merece ganhar padronizado.

Mas, quem ganha padronizado pensa apenas padronizado?

A pergunta que faço é esta: Será que as pessoas que trabalham de maneira mais simples não tem ideias ou críticas? Você já parou para ouvi-las?

A pergunta do título também é importante: Você já parou para pensar no que o dinheiro representa para você? Apenas bens materiais, comprar o que quer, etc? E quanto vale o investimento no seu negócio?

Como consultor, já vi escritórios sucumbirem ao não entender que o futuro pertence ao negócio e não somente ao sócio. Muitos, ao iniciar o retorno financeiro, não planejam, não guardam nenhuma reserva. Querem pegar o dinheiro e gastar, ser feliz.

Será este mesmo o conceito de ser feliz?

O dinheiro sozinho é nada. Somente será útil se for utilizado com sabedoria e inteligência.

Faça com que o dinheiro represente o sucesso do seu planejamento e não que você seja escravo dele.

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Vivemos em um mundo de muita informação. Hoje podemos digitar algo na internet e encontramos muita coisa sobre qualquer assunto.

Muita coisa mesmo. É uma loucura, são milhões, milhares de páginas sobre assuntos que queremos apenas uma resposta.

E pior: Muitas destas informações não são verdadeiras ou são pelo menos duvidosas.

Em um manancial fantástico de informações, conceitos, trabalhos, modelos, como distinguir o joio do trigo?

Parece impossível, mas não é.

Há dois anos atrás, escrevi um artigo que mostra como as pessoas estão resolvendo estas questões: Estão voltando a uma espécie de feudalismo. Leia aqui.

Cada vez mais procuramos informações precisas, verdadeiras, de fontes confiáveis. Isto nos faz estarmos sempre próximos das mesmas fontes de informação. Temos bilhões de páginas para acessar, mas vamos sempre nas mesmas para ler o jornal, notícias, pesquisar sobre a vida alheia ou conversar com os amigos.

Fazemos isto por comodismo, mas também por confiança na informação. Se um site destes de notícias publicar uma notícia falsa, daqui a pouco estamos dizendo que esta notícia falsa é verdadeira. Foi o que aconteceu com o #calaabocagalvao, hashtag utilizada na copa de 2010 que gerou uma notícia falsa de um pássaro chamado Galvão que estaria em extinção. Esta notícia foi dada como verdadeira, pois circulou pela internet e estava nos trending topics do twitter. Leia aqui.

Em bom português: Se muita gente mentir junta na internet, a mentira pode ser verdadeira.

Agora, como fazer para gerenciar tanta informação?

Utilizando o bom senso, não acreditando em tudo que se lê, e principalmente, raciocinando aquilo que está sendo lido. Até provar que fucinho de porco é tomada, primeiro acredite na tomada e não ponha a mão ali.

Também é fundamental gerenciar tempo. Muitas pessoas passam horas e horas fazendo pesquisas pela internet, porque não conseguem achar aquilo que estão procurando. São muitas páginas, muita informação para ser analisada e processada.

O que fazer?

Mais ou menos como nos feudos: Buscar fontes confiáveis e pesquisar primeiro nelas. Criticar a informação que é lida pelo teu senso crítico e verdade interna e depois, se passar por todos estes crivos, divulgar ou utilizar a informação. Sair publicando algo somente porque achou bonitinho, não dá credibilidade.

O mesmo vale para assuntos polêmicos. Cuidado com o que é dito. A sua marca está em jogo.

Gerenciar informação é o grande desafio da atualidade. Seja para filtrar o que se está procurando, seja para publicar algo.

Pense nisto antes de publicar ou absorver algo como verdade.

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Que época é esta em que num dia estamos com tecnologia ultra-mega-plus atualizada e dois meses depois (nem isto as vezes) já temos que atualizar nossos computadores/celulares/tablets?

Que época é esta em que o conhecimento que temos em uma semana pode estar ultrapassado na semana seguinte?

Que época é esta em que trabalhar numa empresa por 10 anos pode ser considerado comodista?

Que época é esta em que temos ofertas de vagas em abundância e faltam profissionais qualificados?

Que época é esta em que fazer negócios está mais em alta do que conhecimentos específicos?

É amigo leitor… Uma época diferente de tudo aquilo que estávamos acostumados até alguns anos atrás.

Estamos presenciando nos dias de hoje uma parte da história que nunca antes na história deste país ocorreu [não pelo óbvio que antes era passado e agora é presente e depois será o futuro, que quando chegar será presente - Vamos deixar Einstein em paz ;) ]: Tudo muda. A rotina é algo do passado.

Será mesmo?

Para muitas pessoas esta realidade já acontece. Para outras parece que isto pertence ao futuro.

A verdade é uma: Se você quer um futuro promissor no mercado, esqueça a rotina.

Pense em ser diferente e fazer a diferença.

Crie oportunidades para todos, afinal, é sendo alguém que gera oportunidades que as oportunidades irão aparecer para você.

Esteja preparado para perder. É perdendo e vendo os erros que o crescimento pode e acontece. Isto se chama inteligência emocional.

Afinal,

Em que época vivemos?

Na melhor época de fazer a diferença no mercado sendo você. Estude, pense, aplique e seja diferente. A rotina não lhe trará nada de bom na atualidade.

Abaixo a mesmice! Viva o presente! Viva a diferença!

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O egoísmo nosso de cada dia

Diariamente há inúmeras demonstrações de egoísmo partindo de nós ou a nossa volta.

É o motorista que pára o carro em fila dupla, só por um minutinho.

O fumante que acende o seu cigarro num restaurante, mesmo que seja na área permitida.

O torcedor que, para festejar a vitória do seu time esportivo, sai com seu carro buzinando pelas ruas, independente da hora e do local.

É o religioso que, a pretexto de atender os seus fiéis, transmite seu ato litúrgico através de auto-falantes.

O passageiro que entra no transporte coletivo e corre para pegar o lugar vazio, sem olhar se tem algum idoso, alguma senhora grávida, ou uma mãe com criança que precisaria trafegar melhor acomodado.

São as comemorações com fogos de artifício, sem se cogitar de enfermos nos hospitais, crianças dormindo nas casas.

É aquele que procura furar a fila, tentando um jeitinho, na qual deveria permanecer, como os demais que chegaram antes dele.

São os pais que se portam com intolerância e irritação, quando o filho pequenino não se porta adequadamente no restaurante, exigindo-lhe atenção e ocasionando demora à sua refeição.

Dificultar a circulação de veículos, por não dar a vez ao motorista que está saindo da garagem, de estacionamento ou tentando entrar numa via preferencial.

Com o pretexto de estar com pressa, tratar os familiares com grosseria e estupidez.

Prender a porta de elevador enquanto conclui a conversa ou se despede demoradamente.

Estacionar o seu veículo, sem observar se está ocupando mais de uma vaga, ou se não vai trancar ou dificultar a movimentação dos demais veículos.

Infelizmente, há muitos exemplos a serem dados de egoísmo explícito.

O egoísmo é um dos grandes males da humanidade, também por ser fonte geratriz de orgulho, de prepotência, de ingratidão, de desordem, de rebeldia, de violência, de sovinice, de indiferença.

A primeira providência para combater esse mal em nós é examinar-nos com atenção e intenção, identificando as atitudes egoístas de cada dia, desde as mais pequeninas até as mais relevantes.

Depois, começar a dobrar essa personalidade equivocada, impondo-se medidas corretivas, intencionalmente corretivas.

Eis algumas dicas bem singelas:

Em casa, não se apressar ou atropelar tudo e todos, para ter tempo de assistir a telenovela ou ao telejornal.

Não deixar as crianças com fome, esperando que você termine de assistir a esse ou aquele programa na televisão, ou que você conclua a longa conversa ao telefone.

Se o seu filho lhe pedir para brincarem juntos, deixe a leitura do jornal ou da revista para depois, e vá diverti-lo, com toda a atenção e boa vontade.

Se você estiver cuidando do seu filho, busque atividades que digam respeito à idade e à vontade dele, e não insistir para que ele faça o que você quer.

Não fique ao lado dele, somente, enquanto ele brinca. Brinque com ele, role no chão, viva o mundo dele.

Sentado à mesa para a refeição, procure servir aos demais, em primeiro lugar, com paciência e zelo.

Quando for tomar banho, faça-o adequadamente, mas com rapidez. Tem gente na fila.

Ao terminar seu banho, deixe o banheiro em condições de uso para os outros, para que esses não tenham que fazer uma faxina antes de usar.

Ao invés de ficar pedindo pelas coisas em casa, antecipe-se e providencie o que você quer, por conta própria.

Ajude na arrumação da casa, cuidando para não bagunçá-la.

Ao se levantar pela manhã, faça-o sem pressa, arrume sua cama, ajude no atendimento dos menores, providencie o café da manhã, trate a todos com cortesia e simpatia.

Ao sair de casa, seja cortês no trânsito, no transporte coletivo, nas ruas, nos elevadores, para com os atendentes, para com os colegas de trabalho.

O egoísmo deve ser sobreposto pelo altruísmo. No egoísmo você é o único e o primeiro. No altruísmo, o próximo existe e merece toda a sua dedicação.

Amar ao próximo como a si mesmo, já ensinou Jesus há mais de dois mil anos.

Está mais do que na hora de modificar o egoísmo nosso de cada dia, para o altruísmo nosso de todos os dias.

Pense nisso!

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Hoje é sexta-feira 13. Uma data mística para alguns. Uma data comum para outros.

Alguns dirão que o seu dia foi ruim por ser sexta-feira dia 13. Outros dirão que foi ruim porque foi sexta-feira. Para outros ainda, ainda bem que é sexta-feira.

Agora, é senso comum que numa sexta-feira 13 lembramos de bruxas. Uma questão mística talvez, mas o importante é que as bruxas nos remetem a um adágio popular interessante: Está aberta a temporada de caça as bruxas. Um adágio que nos remete a idade média, quando isto acontecia de verdade.

No mundo empresarial não é diferente.

Há líderes que mais se preocupam em caçar bruxas do que realmente em trabalhar.

Como assim?

Caça as bruxas quer dizer encontrar culpados. O que queremos no nosso negócio? Ficar encontrando pessoas para crucificarmos/colocarmos em fogueiras ou realmente encontrar o problema e resolver?

Por exemplo, a perda de um prazo jurídico. Um advogado perdeu o prazo. Simples culpá-lo, demiti-lo. Parece o mais adequado a ser feito.

Será mesmo?

E não poderia ter sido uma falha de sistema? Um cadastro feito errado? Um método de controle interno não adequado?

É muito simples e simplista sair culpando pessoas. Antes disto, faça uma análise crítica dos processos internos e avalie se algo não está errado.

Não podemos ficar com pessoas incompententes, mas igualmente achar culpados não pode ser a nossa única atitude.

Se as bruxas existem ou não, não sei. Agora, caça-las assim como se caçam culpados na empresa, jamais!

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Nesta semana uma reportagem assustou e trouxe uma reflexão importante sobre tecnologia: Uma servidora do Tribunal de Justiça do Amazonas retirou o nome do noivo do SPC com a assinatura eletronica do juiz.

Leia a notícia completa aqui.

O que aconteceu foi o que em muitos lugares temos notícia de acontecer: A tecnologia atropela o judiciário (e muitos advogados também) e as alternativas são assessores, colegas, amigos que possam operar a tecnologia para aquele que se julga inapto de utilizá-la.

Tivemos no RS um caso curioso que tive acesso: Um juiz do interior disse que não iria usar o BacenJUD (penhora on line) porque não sabia operar, ou seja, ele tinha acesso, tinha a senha, mas por não saber operar, não ia usar. Pelo menos este foi consciente que ele (juiz) é que devia usar e não um assessor qualquer.

Por óbvio, ululante, diáfano que nem todos assessores agem como a pessoa da reportagem. Contudo, quantos tribunais, comarcas são os assessores que usam as assinaturas digitais dos juízes?

A tecnologia deveria ampliar a comunicação, quebrar barreiras, tornar o judiciário mais justo. Mas, parece que em alguns casos estamos ficando refém dela.

A mesma situação estão passando os advogados. Basta falar em processo eletrônico/virtual para deixar muitos com cabelo em pé.

Certificação digital para alguns é grego. Escaner parece coisa do futuro.

Esta é uma realidade (processo virtual) que não irá mudar. Veio para ficar. Veio para agilizar o processo e talvez agilizar a justiça. Contudo, ainda temos muito o que ver e falar destas mudanças.

A solução (e não existe apenas uma) passa pela qualificação profissional/tecnologica dos usuários, bem como conscientização que a tecnologia veio para auxiliar e não para atrapalhar (embora as vezes não pareça bem assim).

E para você? Como a tecnologia impacta no seu dia a dia?

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Pelo menos nos EUA é. Um interessante livro encontrei na American Association Bar: Virtual Law Practice: How to Deliver Legal Services Online. Acesse aqui.

No Brasil isto seria impossível. Por que? Porque as nossas regras éticas dizem que a pessoalidade é insubstituível.

Eu particularmente concordo. A pessoalidade é insubstituível.

Agora, o que é pessoalidade para o Código de Ética?

Ao meu ver, é a relação única, direta entre o advogado e o seu cliente.

Há mil coisas que precisamos estar presentes para que sejam melhores que as virtuais, a exemplo de um beijo. Nada melhor que os lábios quentes do que apenas um beijo virtual… Mas, problemas reais, problemas virtuais, realmente não podem ser relatados através de uma conversa eletronica, seja por voz ou escrita?

Apesar de hoje no Brasil ser uma infração ética, penso que estamos caminhando para esta realidade eletronica. Aliás, o assunto não é novo. Já escrevi sobre isto em 2009. Acesse aqui.

Parece um sonho… Atender clientes virtualmente, sem megas estruturas nem custos… Agora então numa época de processo virtual, nada parece mais propício!

Será mesmo?

Por mais que veja que o caminho será eletronico, uma vez que cada vez mais os relacionamentos estão existindo de forma eletronica, negócios estão sendo forjados e fechados de maneira on line, atender somente on line pode e terá seus riscos e prejuízos.

Ao conversarmos com o cliente pessoalmente, verificamos seus jeitos, trejeitos, olhares, interesses, enfim, analisamos o sujeito. Através de um email isto é impossível.

Ao conversarmos com o cliente pessoalmente podemos compreender suas reais necessidades e não apenas aquilo que ele quis dizer numa mensagem eletronica.

A pessoalidade é importante e fundamental. De outra banda, as relações eletronicas evoluem dia após dia. Não podemos deixar para amanhã para analisar estas realidades já existentes no mercado.

Ignorar que podemos conhecer clientes em grupos do LinkedIn ou no Facebook é tapar o sol com a peneira.

A pergunta que não quer calar é: Quando teremos uma advocacia virtual e em que termos?

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Este post é dedicado a uma pesquisa feita anualmente pelo escritório brasileiro do Marco Antonio Gonçalves e outro Mexicano, apontando as tendências do Marketing Jurídico no Brasil e no México.

Já temos a pesquisa pelo segundo ano consecutivo, sempre com uma abordagem direta e objetiva que nos permite conclusões claras e práticas acerca do marketing jurídico.

Você pode baixar a pesquisa completa aqui.

Vamos abordar a pesquisa e alguns dos seus itens, com comentários meus.

Marketing jurídico é uma ciência, uma pesquisa constante, uma atualização diária. Pensar em marketing apenas como propaganda é um erro comum e a pesquisa esclarece bem este ponto.

As ações de marketing jurídico deve ser planejadas, executadas com muita racionalidade, constância e visão de futuro. Querer resultados em poucas semanas ou meses é ilusório.

Assim como qualquer resultado no mundo dos negócios, o marketing precisa de investimentos financeiros e também de tempo e principalmente conhecimento por parte de quem aplica o marketing e que vai fiscalizar o trabalho que está sendo desenvolvido.

Fazer marketing apenas por fazer ou dizer que está fazendo não é se comprometer com o resultado, ou seja, não serve para nada.

Colacionamos abaixo alguns resultados desta pesquisa:

As conclusões são bem interessantes e reforçam muito o que debatemos há bastante tempo por aqui no Blog: Precisamos investir em relacionamento presencial e na internet.

A maioria da pesquisa foi realizada por escritórios de até 50 pessoas (78%) o que representa um estudo do pequeno e médio escritório no Brasil.

Interessante destacar também que a grande maioria dos escritórios terceiriza o marketing sem ter um representante interno. Aqui cabe uma reflexão: Somente fazemos bem aquilo que sabemos fazer. Um profissional de gestão e marketing querendo defender uma pessoa num processo é tão desastroso quanto um advogado querendo fazer aquilo que não foi talhado para desenvolver. Então, como posso avaliar o trabalho de algo que não conheço?

Outro ponto relevante, é que tanto o sócio do grande escritório como o do pequeno sabem da importância do marketing jurídico no seu negócio:

A pesquisa continua com inúmeros pontos interessantes para nossa reflexão. Vale a pena baixar o relatório completo e lê-lo.

Quer ler mais sobre Marketing Jurídico? Clique aqui.

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Peço licença nesta segunda-feira,

Para fazer algo diferente,

Diverso do trivial,

Talvez sem igual;

Hoje quero falar de poesia,

Hoje quero divagar sobre gestão e tecnologia,

Expor o quanto é belo o mercado,

Em como podemos ser felizes no atual estado;

 

A gestão é onde tudo inicia,

Com planejamento podemos voar onde antes nada havia,

Com execução chegamos ao sucesso,

E com monitoramento é que tudo se ajusta;

 

Nada na vida é por acaso,

O trabalho é que faz o sucesso se avizinhar,

Com amor, dedicação e verdade,

Seu caminho há de brilhar!

 

Não desista de seus sonhos,

Sempre lute e lute,

Com trabalho, perseverança e vontade,

Tudo se realiza a vontade!

 

O mesmo serve para tecnologia,

Deve ser uma aliada, uma amiga,

Ser usada com razão,

Ser usada sem perdão!

 

Sem tecnologia a gestão é manca,

Sem gestão a tecnologia é cega,

Uma depende da outra para o sucesso,

Ambas fundamentais no empresariado moderno!

Ficam então as dicas finais,

Aproveite o planejamento e escreva/digite/anote tudo,

Execute com atenção e monitore tudo,

Pois será o tudo que fizeres que trará resultado,

O sucesso é somente um aliado,

A gestão e tecnologia é que são o grande achado!

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