Nesta semana recebi da querida e linda Ana Cristina, um texto muito interessante sobre logística reversa que compartilho com vocês e depois dou meus pitacos.

Sempre que se fala em satisfação com o profissional do direito tenho uma “queixa”, pois poucos conhecem, entendem o negócio do cliente antes de criticá-lo. Outra questão relevante é que o mundo comercial e o direito são muito distantes….. Aí entra a eficácia do operador do direito: encontrar saídas para o caso do cliente, adaptando as ferramentas que temos (e não tentando adaptar o cliente, o que a maioria tenta fazer).

Hoje, nesta reflexão, me veio à mente que uma maneira de melhorar ou ampliar a visão do operador do direito é ter uma espécie de logística reversa. Explico: hoje os serviços são entregues e o pagamento encerra o contrato. No meu entendimento, o produto após o uso deveria voltar para o advogado, que irá reciclar o produto e devolvê-lo MAIS EFICAZ ao mercado.  (Ana Cristina Muller Klein).

Antes de discorrer sobre logística reversa, saliento que eu e a Ana somos um bom exemplo de uma amizade sadia, profissional que surgiu através das redes sociais. As redes tem este propósito, fazer conhecer pessoas através da sua forma de pensar, agir, se posicionar diante das dificuldades, enfim, de mostrar a cara. Depois de algum tempo, por uma oportunidade de trabalho, conheci a Ana pessoalmente e ratifiquei mais ainda sua personalidade. Outros amigos virtuais ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente, como o @JoseVitor, @AdvJulioCesar, @gdandrea, entre tantos outros, não faltarão oportunidades.

Qual a importância disto?

Leia mais sobre redes socias aqui. Você entenderá o que quero dizer.

Feito este parenteses, vamos a logística reversa.

O pensamento da Ana é exatamente como raciocino. A advocacia cada vez mais deve se ver como uma empresa.

Você pode dizer: Isto eu leio todo dia neste Blog. O que é diferente?

A diferença da tecnica apontada pela Ana é justamente na forma, no como ser uma visão de empresa na advocacia tradicional.

Não apenas através de relatórios, da maneira de acompanhar o cliente, de sugerir questões no seu negócio. Isto muitos fazem.

Mas, observemos duas frases em especial do texto da Ana:

“(…) Aí entra a eficácia do operador do direito: encontrar saídas para o caso do cliente, adaptando as ferramentas que temos (e não tentando adaptar o cliente, o que a maioria tenta fazer).”

“(…) hoje os serviços são entregues e o pagamento encerra o contrato. No meu entendimento, o produto após o uso deveria voltar para o advogado, que irá reciclar o produto e devolvê-lo MAIS EFICAZ ao mercado”

Ou seja, entenda de uma vez por todas que cada vez mais o cliente sabe o seu direito, sabe o que a justiça faz e é bobagem tentar enrola-lo. O melhor é explicar, dar alternativas viáveis e soluções plausíveis, adaptando o caso ao cliente e não tentar explicar que a culpa é do judiciário.

Da mesma forma, para que o seu produto seja devolvido, você terá que conversar, buscar ter uma relação estreita com o seu cliente. Lembre-se: Você entrega serviços, algo intangível. Você precisa que o cliente lhe diga o que aconteceu, se a decisão tomada teve reflexos e assim por diante.

Informação é poder.

Dar informação é maravilhoso. Receber informação é essencial.

Em suma,

Quer destacar-se no mercado jurídico?

Aplique a logística reversa!

Não é mesmo, Ana?

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Um interessante artigo foi publicado recentemente no portal do SEBRAE e compartilho com vocês um trecho do mesmo. Para ler na íntegra, clique aqui.

A oportunidade surge quando o empreendedor identifica e oferece uma solução para algo que as pessoas querem e não tem ninguém oferecendo. O objetivo deste post não é listar negócios que você pode abrir para atender a demanda, mas listar as maiores dificuldades que devemos enfrentar nos próximos 4 anos. Se identificar soluções para estes problemas ou para as conseqüências destes problemas poderá achar uma grande oportunidade.

1) Conclusão dos estádios no tempo correto – Isso vai gerar falta de mão de obra na construção civil; exigirá capacidade para entrega de serviços urgentes e feitos na hora.

2) Colapso dos aeroportos – atrasos em vôos irão gerar uma multidão de pessoas que terão que esperar sem ter o que fazer, com fome e sede; busca por transporte alternativo.

3) Atendimento de visitantes estrangeiros nas cidades sede – pessoas na cidade com pouco tempo e vontade de conhecer os principais pontos turísticos; a língua oficial será o inglês e do taxista ao cobrador de ônibus passando pelo balconista de lojas precisarão se comunicar com estes turistas; melhoria na hospitalidade do curitibano que tem fama de ser “fechado” para gente de fora; pessoas com fuso horário diferentes circulando 24 horas pela cidade; pessoas procurando os mais diversos serviços rápidos como costura, lavanderia rápida, assistência técnica para produtos de última geração.

4) Transporte urbano – pessoas precisando se deslocar de um lado para outro; dia de jogo com acesso restrito em uma grande área no entorno do estádio.

5) Comunicação e expressão – em 2014 teremos milhares de pessoass procurando soluções para se comunicar com ferramentas que neste momento ainda nem foram lançadas no mercado; busca constante por informações da cidade; todos os serviços devem ser ofertados na internet e precisaremos de alguém que faça o site e divulgue na internet; as pessoas desejam se expressar chamado a atenção das câmeras das TVs portanto procurarão fantasias e maquiagem diferentes; a comunicação mais expressiva da copa na África foi a “Vuvuzela” e no Brasil 2014 teremos que ter algo que simbolize a copa; os patrocinadores oficias serão os únicos que poderão divulgar suas marcas na cidade neste período e estas grandes marcas necessitarão de vários serviço.

6) Falta de mão de obra especializada – treinar pessoas pode custar muito para as empresas mas sem treinamento as empresas podem perder muito dinheiro portanto alguém terá que capacitar as pessoas para um atendimento com padrão mundial; para treinar tanta gente podemos usar a educação a distância na internet.

7) Segurança – aqui não pensamos na segurança que é responsabilidade do Estado neste período teremos muitas festas, muita bebida e tietagem nos hotéis e centros de treinamento; alguns turistas estarão apenas de passagem pela cidade e precisarão guardar sua bagagem e documentos.

Como você pode observar temos muitos problemas que ainda não tem solução e outro tanto sequer foi listado aqui, mas o espírito empreendedor do brasileiro pode garantir muitas soluções e boas oportunidades para ganhar dinheiro, afinal a copa deve movimentar mais de 150 bilhões de reais nestes 4 anos.

E na advocacia?

Você acha que as oportunidades somente acontecerão em 2014 em diante?

Um engano comum. Focar-se apenas no hoje e nas metas de curto e médio prazo. E as metas de longo prazo?

Então você pode se perguntar: Como fazer isto?

Apenas três dicas básicas:

1. Leia muito;

2. Critique muito;

3. Crie muito;

Leia muito.

Ler é o primeiro passo para que você possa estar conectado as oportunidades de mercado. Você lê? Ótimo. Mas, leia mais do que jurisprudências, jornais com foco jurídico ou empresarial, revistas semanais de variedades.

Leia sobre o mercado europeu, sobre as mudanças ocorridas nos Estados Unidos, leia sobre o que foi bom ou ruim na Copa da África.

Leia muito. Somente lendo criamos oportunidades.

Critique muito.

Criticar não significa ofender pessoas. Criticar significa pensar, raciocinar em cima dos fatos e procedimentos.

Se você lê bastante, deve criticar, analisar, pensar naquilo que lê.

Se leres sobre uma fusão de empresas, ótimo, uma notícia interessante. E se criticares esta notícia? Poderás encontrar uma oportunidade de mercado.

Vejamos o exemplo da copa. Você leu que as oportunidades estão ocorrendo agora, que muitas áreas estão em franca expansão. Ótimo. O que fazer com esta informação? Buscar na sua linha de atuação possíveis negócios em que você possa estar envolvido.

Lembre-se: O advogado está presente desde antes de nascer até depois que se morre, ou seja, é a profissão que mais pode perdurar na vida humana.

Construção Civil gera ações trabalhistas, análises de contratos, fusões e aquisições de empresas, oportunidades para atuais clientes seus estarem inseridos em negócios da Copa, enfim, muuuiiiitttas oportunidades!

Crie muito.

Não basta ler e criticar o que foi lido.

Tem que agir. Tem que buscar oportunidades. Tem que exercitar seus contatos.

Sim, isto mesmo!

A ação para criarmos algo está intimamente relacionada a ler, pensar/criticar a leitura e divulgar estas ideias aos possíveis interessados.

Como você pretende se comunicar até 2011? Sim, 2011, pois em 2014 o tempo já passou para a Copa.

Você já está nas redes sociais, tem site e um blog?

Como você pretende que os estrangeiros saibam da sua existência e possam contar com seus serviços?

Eu mesmo já fechei negócios com Portugal (leia aqui) através das redes sociais e por este blog.

O mundo pode estar atrás do seu serviço, especialidade e conhecimento. Se você ficar atrás da sua mesa, isto jamais irá acontecer.

Enfim,

Respondendo a pergunta, Copa só em 2014?

NÃO, lógico que não! As oportunidades da Copa e do mercado estão acontecendo todos os dias.

Leia, critique e crie. É o caminho para o sucesso!!!

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12 Estratégias para redução do adoecimento osteomuscular na empresa

- Estratégia 11 –  Gerenciamento de restrições ao trabalho -

Dando continuidade à série de 12 estratégias para redução do adoecimento osteomuscular relacionado o trabalho com alta produtividade falaremos hoje sobre a o gerenciamento de restrições ao trabalho na empresa.

Foi citado anteriormente na estratégia de se ter o ambulatório de fisioterapia dentro da empresa a importância da intervenção precoce junto ao colaborador que inicia um processo de adoecimento e ou queixa dolorosa. O gerenciamento de restrições à algumas atividades de trabalho em específico é uma estratégia adicional muito útil na lida dentro de muitas empresas.

Onde não é possível mudar um fator de risco no trabalho de alguém que inicia um processo doloroso podemos identificar as atividades que desencadeiam a dor ou as de maior ligação com o processo avaliado no colaborador e restringir o trabalho daquele individuo por um período determinado de tempo naquelas tarefas. Trata-se de prevenir o agravamento do distúrbio osteomuscular que se inicia e preservar o seu colaborador sendo tratado e mantendo-se no trabalho com a segurança que ele precisa. Esta manutenção do individuo no trabalho mantém a produtividade na empresa e reduz a perda de horas trabalhadas, sendo que este é um dos maiores custos em determinadas atividades laborais.

Mas como funciona? O colaborador que inicia o processo doloroso (estágio inicial do distúrbio ou lesão osteomuscular) é avaliado pelo médico do trabalho e pelo fisioterapeuta do trabalho dentro da empresa e são identificadas as estruturas envolvidas na lesão ou dor referida. Baseado na avaliação ergonômica do trabalho desta pessoa são identificadas as tarefas mais lesivas para aquelas estruturas em que o colaborador já refere dor. Neste caso são restritas algumas tarefas apenas do trabalho aquele trabalhador e o tratamento segue com o individuo trabalhando no mesmo posto de trabalho ou em outro setor, conforme determinado pela avaliação do caso.

Esta abordagem é ousada e inovadora, mas conforme já provado por muitos cases permite manter o colaborador ativo, trabalhando, sendo cuidado e se recuperando! Bom para o funcionário que permanece socialmente ativo e bom par a empresa que se mantém produtiva! É a nova forma de gerenciar a saúde ocupacional vindo com tudo para de fato abranger todos os aspectos do labor!

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

Ergonomista

leonardo@ergosul.com.br

(Leonardo Rodrigues escreve quinzenalmente no Blog da Consultoria GestãoAdvBr sobre Saúde e Produtividade Empresarial)

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DAS UTOPIAS
(Mario Quintana)

Se as coisas são inatingíveis… ora!
Não é motivo para não querê-las…
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

Quando iniciamos nosso dia já pensamos em nossos sonhos, objetivos ou quiçá o que temos que fazer naquele dia.

As vezes sonhar pode parecer irreal, pode parecer utopia. Contudo, sem o sonho nada somos.

O ser humano é moldado pelo seu material humano, ou seja, intelectual, sentimental, imperfeito, mas repleto de bondade, amor, vida e quiçá vontade.

Ao compreendermos melhor o ser humano podemos compreender melhor a questão do trabalho, da carreira, do porque aquela pessoa consegue ter um sorriso todos os dias e outros parecem que são forçados a trabalhar, como se estivessem acorrentados…

Pode parecer poético apenas… Contudo, a verdade reside na poesia, amor e vida. Aquelas pessoas que tem sonhos, objetivos, ideais, vivem, aprendem, podem não fazer aquilo que gostam, mas estão dispostos a “penar” pelo seu sonho, de investir num estágio ao invés de um emprego, porque ali na frente vêem a possibilidade de serem melhores profissionais.

O ser humano é moldado de sonhos.

É através dos sonhos que inicia o planejamento, execução, enfim, carreira.

É através dos sonhos que as oportunidades surgem, pois ao encontrarmos pessoas com o mesmo sonho, estamos a um passo de transformá-lo em realidade.

É através do sonhos que se cria a visão pessoal e profissional.

Você sonha?

Sonhe, viva e principalmente busque seus sonhos. A sua vida pessoal e profissional agradecem.

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Nuvens que passam

O dia amanhecera ensolarado. Nos quintais, a criançada se divertia, correndo, rindo esse riso solto de quem sonha venturas.

De repente, o vento se fez forte, açoitando a copa das árvores, arrancando-lhes folhas da cabeleira verde e espessa, jogando-as à distância.

Parecia que, de repente, a natureza houvesse enlouquecido e, desgrenhada, uivasse pelas ruas e praças, obrigando os transeuntes a procurarem abrigo.

O céu se cobriu de nuvens escuras, prenunciadoras de chuvas e o dia se fez noite, em plena manhã.

Depressa se fecharam janelas, se recolheram pertences.

Dos céus jorraram águas abundantes, fustigadas pela ventania, que as arremessava, com força inclemente, contra as casas, os muros, as grandes árvores.

Foram somente alguns minutos. Depois, os relâmpagos se apagaram e a chuva parou.

Uma grande quietude invadiu a natureza. A ramagem verde sacudiu as últimas gotas d´agua, o vento bocejou cansado, recolhendo-se.

Algumas horas passadas e o sol voltou a sorrir raios de calor e luz.

Quem olhasse para o céu iluminado, dificilmente acreditaria que há pouco a borrasca se fizera violenta.

*   *   *

Assim também é na vida.

Os momentos de lutas e de bonança se alternam.

Quando o sofrimento chega, em forma de enfermidade, solidão, desemprego, morte dos afetos mais chegados tamanha é a dor, que deixa em frangalhos o coração.

Acreditas que não haverá mais esperança, nem amanhã, nem alegrias. Nunca mais.

Tudo é sombrio. As horas, os dias, os meses se arrastam pesados. A impressão que tens é que nada, jamais, porá fim ao fustigar das dores.

Contudo, tudo passa como a chuva rápida do verão, logo substituída pelos raios do sol.

E transcorrido algum tempo, ao lembrares daquele período de dores, dirás a ti mesmo: Meu Deus, nem acredito que passei por tudo aquilo. Até parece um sonho distante.

Porque tudo passa na vida, porque tudo é transitório, passageiro, não percas a esperança.

O que hoje é, amanhã poderá ter feição diferente, deixar de ser.

Acima de tudo, recorda que o amor de Deus te sustenta a vida e não há, no Universo, força maior do que a presença de Deus atuando favoravelmente.

Dessa forma, quando a inclemência das dores te fustigarem a alma, recolhe-te à meditação e ouvirás o pulsar do Cosmo.

No silêncio identificarás as vozes da Imortalidade te falando aos ouvidos da alma, dizendo-te da vitória que haverás de alcançar.

Refugiando-te na oração, dialogarás com Deus, com a intimidade do filho ao pai ou ao coração de mãe.

Não entregues a batalha a meio. Prossegue. Embora as nuvens carregadas de dissabores que possam te envolver, lembra que logo mais, amanhã, outro dia, em algum momento, o sol voltará a brilhar.

Sol em tua alma, em tua vida. Pensa nisso e aguarda um tanto mais, antes de te entregares à desesperança.

Deus tem certeza do teu triunfo e da conquista plena de ti mesmo.

Confia nEle.

Redação do Momento Espírita.

Em 16.06.2010.

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Em recente pesquisa divulgada, os americanos demonstraram estar utilizando bem mais as redes sociais que os emails.

A utilização de rede social aumentou de 15,8% do tempo para 22,7% do tempo entre 2009 e 2010.

A utilização do email caiu de 11,5% para 8,3%.

A pesquisa levou em conta duzentos mil usuários on line, ou seja, teve um número bom de parâmetro.

Mas, a pergunta que fica é: Para que serve esta pesquisa?

Respondo: Para demonstrar as tendências.

Não acredito que o email irá desaparecer por completo. Agora, que as redes sociais terão um espaço no futuro não resta dúvida.

E não somente no futuro das pessoas. No futuro das empresas também. Afinal, as empresas são formadas por pessoas.

Como ser inserido neste contexto?

Primeiro: Participe/cadastre-se das redes sociais.

Segundo: Atualize periodicamente as redes sociais.

Terceiro: Interaja com outras pessoas nas redes sociais.

Apenas fazer um cadastro nas redes sociais e não atualizar fará que você fique nas redes sem sentido.

Apenas atualizar as redes sem interagir, fará com que você tenha seguidores, mas jamais fará relacionamentos/contatos.

Contudo, se você usar a interatividade entre pessoas nas redes, as possibilidades de contatos são enormes e vantajosas.

Busque as redes sociais. As tendências de mercado estão aí, querendo ser comprovadas!!!

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“A complicada arte de ver”
Rubem Alves

Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões… Agora, tudo o que vejo me causa espanto.”

Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta… Os poetas ensinam a ver”.

Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.

William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.

Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”. Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. “Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios”, escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada “satori”, a abertura do “terceiro olho”. Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram”.

Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, “seus olhos se abriram”. Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em “Operário em Construção”: “De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa – garrafa, prato, facão – era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção”.

A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas – e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam… Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.

Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: “A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas”.

Por isso – porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver – eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar “olhos vagabundos”…

O texto acima foi extraído da seção “Sinapse”, jornal “Folha de S.Paulo”, versão on line, publicado em 26/10/2004.

Inicio a reflexão com uma pergunta: Onde estão os teus olhos?

Você está com foco na gestão e tecnologia?

Você está com foco na organização e direcionamento de fluxos do seu negócio?

Você está com foco em controlar e repensar o seu negócio?

Como bem expõe o texto, será a forma que vemos o mundo que fará a diferença.

Tudo nasce com esta ideia. Será a partir da forma que vemos que iremos planejar, iremos agir, iremos repensar o nosso modo de ser e agir.

Faça uma reflexão profunda sobre o modo de ver as coisas ao seu redor.

Dispa-se dos preconceitos.

Dispa-se das palavras isoladas e sem contexto.

Dispa-se das futilidades sem razão.

Use o bom senso e principalmente a compreensão e paciência para ver o mundo ao seu redor. Nem Deus-Pai criou o mundo num dia. Se precisa ser resolvido hoje é porque ontem você não estava pensando nisto, senão poderia ser amanhã.

Faça da sua visão o diferencial de mercado.

Veja com outros olhos!

Razão, compreensão, paciência, virtude, bondade e principalmente verdade.

Adjetivos que mudam a visão…

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Hoje, 11 de Agosto, é comemorado o dia do pindura, quer dizer, do advogado!

Uma data muito especial para mim por diversos motivos:

* Me formei em direito neste dia há muitos anos atrás;

* Aniversário do meu melhor amigo, meu pai;

* Data em que posso homenagear a profissão que escolhi para exercer, amar e principalmente defender.

Mesmo hoje não exercendo a advocacia (por ser absolutamente incompatível com minha atividade de consultor), estou em contato com os advogados todos os dias. Seja através deste blog, seja através de mensagens, seja através dos meus clientes. Além disto, participo ativamente das comissões da OABRS visando trabalhar em prol da advocacia sempre.

A pergunta deste dia é: O que é ser advogado?

Para alguns é trabalhar sem ter horário, atender clientes chatos, ter que aguentar pessoas/parentes querendo consultas gratuitas, ter pouco dinheiro no final do mês, afinal os honorários são cada vez menores, enfim, é padecer no paraíso.

Para outros, é uma profissão maravilhosa onde tudo acontece dentro do planejado, onde o sucesso faz parte do dia a dia…

Será mesmo?

Nem tanto ao céu, nem tanto a terra.

A advocacia é uma profissão linda, tem suas mazelas como qualquer outra profissão, mas tem em suas raízes os ideiais de justiça, igualdade, fraternidade e verdade.

Tem inúmeros caminhos para ser feliz na advocacia. Cada um deve descobrir o seu. Não basta ser filho de advogado, juiz ou promotor. Não basta ter dinheiro para investir na carreira.

É preciso mais.

É preciso dedicação, amor, paciência, investimento e doação. Sem estar de corpo e alma é impossível dizer que és um advogado.

Também é preciso pensar no seu escritório de uma maneira empresarial, visando objetivar negócios e não mercantilizar a profissão.

Da mesma forma a advocacia exige de seus seguidores uma vontade inesgotável de encontrar soluções. Jamais serás advogado se desistires no primeiro momento.

Em resumo de tudo isto, ser advogado é aprimorar a justiça através de palavras, gestos e orientações.

A advocacia merece ser admirada, respeitada e amada. Faça destes os adjetivos de ser advogado na sua vida!

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Quando pensamos em um advogado excelente, pensamos em fama, em conhecimento, em sucesso profissional.

Na realidade, pensamos nas consequencias e não nas causas que originaram estas consequencias.

Um bom advogado é aquele que faz prazos com diligência, conhecimento e presteza?

Um ótimo advogado é aquele que além de tudo isto tem a capacidade de atender bem o cliente, com conhecimento dos fatos e do direito que o cliente possui?

Um excelente advogado é aquele que reune as características do bom e ótimo e mais uma visão de planejamento?

Será?

Será que podemos medir os profissionais apenas pela sua atitude?

É uma maneira, mas não a única.

O advogado excelente é aquele que detém conhecimento, visão do escritório, carisma, excelente posicionamento junto ao cliente e inteligência emocional.

De nada adianta ser um ótimo profissional, se não possuir controle de suas emoções, pois nunca chegará a ser excelente.

Cada vez mais precisamos de pessoas que possuam perfis em que a razão seja o diferencial. Não precisamos ser frios. Mas, precisamos ser analíticos, sinceros, verdadeiros, honestos.

Precisamos saber que perder nem sempre significa abandonar, falhar. As vezes, perder é recuar. Perder pode ser apenas uma batalha, mas não a guerra.

Pense em como você se porta no seu dia a dia. Analise seus pontos fortes e fracos. Procure melhorar os fracos, mas foque com mais força em seus pontos fortes e qualifique-os. Ninguém é perfeito, aceite isto.

Somente com análise de nós mesmos é que poderemos ter a excelencia na profissão, ou seja, um advogado excelente.

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Todas as segundas e sextas-feiras até a semana do advogado, estaremos relembrando aos profissionais os Mandamentos do Advogado, escrito por Eduardo J. Couture, com comentários dos mandamentos, gestão e tecnologia.

Aproveitem!

Ama a tua profissão. Trata de considerar a Advocacia de tal maneira que no dia em que teu filho te peça um conselho sobre o seu destino, consideres uma honra para ti propor-lhe que se faça Advogado!

Quantas e quantas vezes observamos advogados falando mal de advogados e da sua profissão!

Parece que ao falar das mazelas da profissão nos tornamos menos parte dela e mais como um terceiro falando o que não vivencia, mas entende.

Problemas existem em todas as profissões. O que seríamos de nós sem problemas?

Aliás, o que seriam todos os advogados sem problemas? Não precisariamos de leis, juízes, promotores, etc. Seria tudo um paraíso. Mas, o que aprenderíamos com isto?

Nada.

Problemas são a mola mestra do conhecimento. (Menos para Mario Quintana que diz que a mola mestra da evolução da humanidade é a preguiça, pois se não fosse a preguiça o homem não teria inventado a roda).

Devemos nos orgulhar de ser advogados!

Estamos a dois dias do nosso dia. Não apenas o dia do pindura. Mas, o dia do advogado. Aquela profissão que está na constituição que é INDISPENSÁVEL para a administração da justiça.

Você é ou não indispensável para se fazer justiça?

Pense bem, a advocacia é um misto de amor, luta, paixão, verdade, quiça um pouco de vaidade e muito conhecimento. Com certeza não é para qualquer um.

Você está preparado? Não apenas para advogar, mas para ter orgulho de dizer ao seu filho que ser advogado é uma honra?

Pense nisto.

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