Hoje, dia 20 de Julho, é o dia do amigo. Você já abraçou seus amigos hoje?

Mas, existe semelhança entre a amizade entre duas pessoas e a gestão?

Claro que sim. Vamos analisar os elementos que formam uma amizade:

Compreensão, lealdade, verdade, carinho e atenção.

Não são estes verbos da gestão do seu negócio?

Compreensão

Cada vez mais precisamos nas empresas de pessoas compreensivas, que possam entender a situação do cliente. Não basta aceitar e concordar. Tem que se colocar no lugar do cliente, compreender suas necessidades, seus sentimentos, suas verdades. Daí então estarás apto a compreender a situação de uma maneira ímpar.

Lealdade

O cliente quer mais do profissional que contrata além de conhecimento e atualização em relação ao conhecimento. Ele quer lealdade. Não apenas a lealdade de não trair. Mas, a lealdade de informar ao cliente tudo de importante que acontece, a lealdade de ser sincero se perder, de ser leal ao dizer os reais riscos da ação, etc.

Ser leal com o cliente é imprescindível para o crescimento da empresa.

Verdade

A verdade é mais que um requisito, é a única maneira de conseguir cativar o cliente. Se você for sincero em relação aos riscos da demanda, esclarecer como ela irá acontecer e como o cliente poderá ter o melhor resultado, ele será seu cliente para sempre. Mentir não vale a pena. Sempre a mentira é descoberta, mesmo que o cliente seja que nem marido traído, o último a saber.

E quando a verdade vier a tona, e quebrares a confiança, acabou, não tem volta.

Carinho

Carinho é a forma de ser gentil, afável, enfim, carinhoso com o cliente. Seja atencioso, dê um bom dia/boa tarde cheio de entusiasmo, aperte forte as mãos, use sempre um sorriso como alavanca da conversa e busque ser gentil, cortês e polido com o cliente.

Este carinho faz a diferença na reação do cliente na perspectiva e visão dele do teu escritório.

Atenção

Quem não gosta de atenção? Aliás, todos precisamos de atenção. Então, não atenda celular, telefone fixo ou trabalhe na frente do cliente. Apenas escute-o, anote o que for importante e reserve um tempo depois dele ir embora para organizar tudo.

A produtividade não pode ser o motivo de atropelar a importância do cliente, da narratória do seu caso, da sua verdade.

Então?

Aproveite o dia do amigo para fazer novas amizades e usar os adjetivos deste dia para o sucesso profissional!

Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

Post to Twitter

, ,

Todas as segundas e sextas-feiras até a semana do advogado, estaremos relembrando aos profissionais os Mandamentos do Advogado, escrito por Eduardo J. Couture, com comentários dos mandamentos, gestão e tecnologia.

Aproveitem!

Luta. Teu dever é lutar pelo direito; Mas no dia em que encontrares o Direito em confronto com a Justiça, lute pela Justiça.

Ao meu ver, o mais belo e poético dos mandamentos de Couture. Mas, como é difícil colocá-lo em prática!!!

Num universo jurídico que se molda a tecnologia, processo eletronico, digitalização, padronização, enfim, petições que tem modelo, número, tamanho… E Justiça?

Se aprende no direito que devemos sempre observar espírito das leis, ou seja, aquilo que elas buscam como escopo para terem vida no mundo real. Contudo, as vezes temos a ligeira sensação de que somos advogados formulários. Fizemos iniciais, já são despachadas de maneira padrão, vem o agravo padrão, decisão do TJ padrão, recurso especial padrão e decisão do STJ padrão.

Quem dita este padrão?

E se este padrão estiver errado?

E se o padrão não for justo?

Afinal, ser é possível ser justo quando temos duas partes que se acham injustiçadas, cada qual querendo o seu lado da laranja?

Questionamentos, ah! questionamentos…

Não penso ter uma resposta para todos eles, mas com certeza devemos pensar, raciocinar e buscar soluções para esta padronização toda.

Ressalto que sou totalmente a favor da tecnologia e gestão dos fluxos jurídicos. Sou contra é que pessoas que foram escolhidas por interesses políticos decidam o que é justo ou não.

Pense nisto.

Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

Post to Twitter

Algumas frases de Fernando Pessoa:

- Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?

- As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.

- Tenho em mim todos os sonhos do mundo.

- Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.

- Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo.

Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

Post to Twitter

Todas as segundas e sextas-feiras até a semana do advogado, estaremos relembrando aos profissionais os Mandamentos do Advogado, escrito por Eduardo J. Couture, com comentários dos mandamentos, gestão e tecnologia.

Aproveitem!

Trabalha. A advocacia é luta árdua posta ao serviço da Justiça.

O único lugar onde sucesso vem antes do trabalho é no dicionário, já diz o ditado popular. E sabiamente assim o propõe.

Muitas vezes os profissionais se formam, começam a atuar e esquecem de algo muito importante: Planejar.

Planejar sua carreira.

Planejar suas conquistas.

Planejar seu caminho.

Não basta abrir uma porta, começar a atender clientes e achar que já sabe tudo sobre o mercado e o futuro.

Experiência somente se ganha através do tempo, amadurecimento e vivência profissional. Ninguém sai com sucesso estampado no dia da formatura.

O trabalho deve ser visto como uma escada, que com humildade, visão, planejamento e vontade, se sobe a cada dia.

Perca uma batalha, mas não a guerra, diz outro ditado popular. Na vida é assim. As vezes somos estagiários para aprendermos como devemos ser e agir (ou não) quando formos donos do negócio.

Antes de criticar o seu empregador, pense nas responsabilidades que ele possui. Pense no que ele paga e sustenta. Analise sua trajetória de vida. Ninguém chega onde está sozinho e sem trabalho. Ninguém.

Quer sucesso? Trabalhe! Esta é a verdade.

Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

Post to Twitter

Nesta semana foi divulgada uma pesquisa realizada com mais de dois mil executivos de 13 países diferentes informando uma realidade interessante: O Brasil está aprendendo a dar valor ao financeiro das empresas. Leia a pesquisa completa aqui.

Muitas empresas ainda tem o departamento financeiro como sendo um pague contas, receba valores, me forneça um relatório e pronto.

Isto no máximo é um administrativo de financeiro.

Departamento financeiro de uma empresa, não importa o tamanho da mesma, é consolidado por uma parte administrativa e outra estratégica.

Como saber se uma empresa está indo bem ou não?

Através do seu balanço, entradas, saídas, custo fixo, custo variável, centros de custo, enfim, através de seus números.

Somente isto que importa?

Lógico que não. Precisamos do material humano, intelectual, além de números e metas.

Contudo, não podemos desprezar os números.

Cada vez mais precisamos de um financeiro comprometido com o negócio e não com as pessoas ou com sua imagem apenas.

Explico: Um financeiro preocupado com as pessoas, muitas vezes esconde a realidade dos sócios, deixa adiantamentos, custas, etc serem administradas pelos que efetuam os pagamentos tendo controle apenas com papéis/ “vales” e resultado que é bom, nada.

Alguns se preocupam com sua imagem, então começam com campanhas absurdas de economia disto, economia daquilo. É importante economizar. Mas, sem perder qualidade, qualificação e nome.

O financeiro para ser estratégico precisa ser comprometido com o negócio da empresa, compreender bem o que acontece no negócio, buscar uma visão mais apurada da realidade do mercado como um todo, enfim, deve ser uma pessoa de negócios, voltada ao controle e com soluções diretas de curto, médio e longo prazo.

Parece difícil ver o financeiro assim?

Compreendo. Durante muito tempo analisamos o financeiro apenas como um pagador de contas e recebedor de valores e exímio utilizador do excel.

A nova realidade de mercado exige muito mais.

Exige inclusive bom conhecimento de tecnologia e não apenas de excel. Tecnologia que transforma números em resultados com o apertar de poucos botões.

Como o seu negócio vê o financeiro?

Cuidado. A resposta desta pergunta pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso da empresa.

Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

Post to Twitter

, ,

Era uma vez…

(conto escrito por Gustavo Rocha, baseado em experiências reais de seus clientes antes da contratação)

Era uma vez um advogado que mesmo ouvindo, lendo e vendo todas as mudanças que o judiciário está fazendo em termos de sumula vinculante, processos repetitivos, bem como processo eletronico, achou tudo lindo e manteve o seu negócio – que funcionava tão bem – da maneira que estava.

O advogado deixou o tempo passar e as rotinas internas do seu escritório se acomodarem…

Veio o implacável tempo e começaram a surgir problemas de ordem tecnológica.

O primeiro foi o advogado tentar peticionar no STJ. No papel não consegue. Via fax é proibido. Somente através do peticionamento eletronico, que exige a certificação digital.

Só que o advogado, como não estava se preparando para isto, descobriu esta realidade no último dia do prazo, quatro horas da tarde… Ou seja, não havia tempo hábil sequer para pegar uma certificação digital.

E assim, era uma vez o prazo…

Vendo esta realidade, ele foi até a OAB, pegou uma certificação digital e pensou: “Tudo resolvido” e voltou ao seu escritório contente, deu a certificação para um estagiário e disse: “Te vira magrão! Agora é tudo contigo” e foi para sua sala com mesa de mármore…

Então, surgiu outro problema: O advogado percebeu, quando foi parado numa blitz de transito que o carro que estava em seu nome, comprado com suor do trabalho, de noites mal dormidas, estava no nome de outra pessoa… O advogado, mesmo avisado dos riscos, deu a certificação e senha para um estagiário que transferiu parte do seu patrimonio para um laranja…

Era uma vez o patrimônio…

Refeito do susto, com ações anulatórias de ato jurídico em tramitação para reaver seus bens, o advogado trocou a senha da certificação e resolveu que só ele iria usar…

Mais uma vez, o problema bateu a sua porta.

Como o advogado não se preocupou com a gestão, em sistematizar as rotinas internas do seu escritório, em ter um sistema que não apenas controle processos, mas igualmente gerencie o seu escritório, ele ficou escravo do tempo e do processo eletronico, posto que tudo tinha que passar pela sua certificação digital…

Então ele chamou uma consultoria para realinhar processos, implantar tecnologia, desenvolver o marketing jurídico, tudo ótimo… Menos o tempo que o consultor pediu para implantar tudo isto: 12 meses.

O advogado achou absurdo e não contratou a consultoria, afinal, em 12 meses ele mesmo faria tudo isto e muito mais rápido…

Ledo engano… Os dias passam, correm, voam…

Mais de 12 meses se passaram e praticamente nada mudou…

Enfim, com tudo indo contra a maré, só restou uma frase para sintezar esta estória:

Era uma vez um advogado…

Não permita que o seu negócio caia neste conto. Acredite que tudo tem solução, basta força de vontade, persistência, amor ao que se faz e muito, mas muito trabalho. Se não consegues fazer sozinho, chame um especialista no assunto.

Não espere ficar no era uma vez um advogado bem sucedido que sucumbiu…

Aplique a gestão e tecnologia com qualidade e verás a diferença em resultado.

Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

Post to Twitter

, , , , ,

No post alusivo ao rock and roll do ano passado, discorremos um comparativo sobre o rock e a advocacia em si. Relembre o post aqui.

O rock nos remete a atitude de agir, segurança, compreensão das ideias.

O rock para alguns é apenas barulho, para outros poesia.

O rock nada mais é do que música ou um mantra, para alguns.

E a gestão tecnológica de um escritório jurídico?

Muito similar.

Precisa ter muita atitude para tomar decisões, enfrentar as situações e não ser permissivo.

Precisa ter muita segurança para agir e manter suas atitudes.

Precisa ter muito treinamento para que as pessoas possam saber o que, quando, como, onde e porque trabalham.

Não basta ser o guitarrista e achar que tudo está perfeito. No máximo um solo de guitarra terás.

O rock, assim como o advogado, precisa da equipe como um todo para ser completo.

No rock temos inovação em músicas novas, batidas envolventes. No direito temos a tecnologia como um diferencial competitivo, processo virtual, certificação digital, padronização, gestão.

Para a música ser bem executada, precisamos de muito treino. Na advocacia, a regra é a mesma: somente com treinamento e muito treinamento podemos atender melhor, vislumbrar novos negócios, enfim ser focados no cliente e para o cliente.

Em resumo,

O rock tem muito a ver com a advocacia, seja no conceito, seja na execução.

Vamos ter a atitude de um roqueiro e enfrentar o nosso dia a dia com mais vontade, visão, treinamento e garra?

O desafio está aí. Escute hoje a sua banda ou artista roqueiro preferido como inspiração e mãos a obra!

Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

Post to Twitter

, ,

Todas as segundas e sextas-feiras até a semana do advogado, estaremos relembrando aos profissionais os Mandamentos do Advogado, escrito por Eduardo J. Couture, com comentários dos mandamentos, gestão e tecnologia.

Aproveitem!

Pensa. O direito se aprende estudando, mas exerce-se pensando.

Este é um mandamento que precisamos não apenas observar e exercer, mas viver.

Ao pensarmos o direito, somos mais do que simples pensadores, somos a busca incessante da justiça.

Ano passado escrevi um artigo que discursava sobre dado, informação e crítica. Para reler, clique aqui.

Uma parte deste artigo traduz a ideia de pensar do mandamento do advogado:

Dado é qualquer informação que você armazena e pode coletar depois;

Informação é a utilização de dados de maneira a ser-lhe útil;

Crítica é o raciocínio em cima da informação obtida;

Estes três elementos são fundamentais para o desenvolvimento relevante e estável do escritório.

Vejamos um exemplo prático: O escritório lança num controle de processos ou planilha todos os clientes que entraram no escritório no período de uma semana. Isto é um dado. Se através deste dado ele puder concluir quantos fecharam ações com o escritório e quantos foram embora, estamos diante de um dado que transformou-se em informação. Agora, se diante desta informação o sócio tomar uma atitude de investimento em marketing, reformulação de procedimentos, entre outros, estamos diante da crítica, ou seja, da atitude contra o procedimento anterior, ou seja, a evolução.

Em bom português: Sem criticar procedimentos, buscando novas informações que são geradas pelos dados, não temos como balizar decisões de maneira correta ao crescimento do nosso negócio.

Por isto amigo advogado(a): Não basta estudar, tem que pensar, criar dados, transformar em informações e gerir seu negócio com crítica aos procedimentos, nunca em relação a pessoas.

Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

Post to Twitter

ELA TEM UM CACHORRO

Daletra

Ela tem um cachorro e nós nos damos bem!…

É um são bernardo que mora no quarto do apartamento. É meio estranho isto, não?!

Eu gosto de cães, só não gosto do cheiro, dos pelos, quando latem, quando sobem na cama, quando comem e a gente chega perto sem querer, mas quando você interage com alguém (alguém?!), acaba surgindo ou não uma (in)certa empatia, nem que seja com uma nesga de animosidade. Então, por questões circunstancias e com uma nesga de animosidade: “- Nós nos damos bem”.

O regulamento do condomínio admite. Soa meio estranho, também, não?!…

Geralmente animais – do tamanho de um são Bernardo – ficam no apartamento junto dos elefantes da discovery - dentro da TV, mas ela foi uma das primeiras moradoras do prédio e a primeira síndica e ai a história começa a se explicar.

Namorar uma síndica, também e também é muito estranho!…

Porque as síndicas são senhoras casadas ou são feias e chatas que é a única qualidade apreciável em uma síndica. Síndica ou sindico que não é chato, o prédio vira uma bagunça.

O prédio é novo, tem apenas três anos e ela é veterinária e hoje não é mais síndica. Talvez ainda continue a ser um pouco estranho o são bernardo no apartamento, mas certamente você vai achar muito mais estranho a banda de rock ensaiando aos sábados na cobertura.

Na cobertura mora um grupo de médicos residentes. Eles têm uma banda de rock. Tocam até bem. Eu gosto de rock. Eles também estão entre os primeiros moradores do prédio.

Bom, o que quero dizer é que o que parece estranho, não é tão estranho, porque há um certo corporativismo no regulamento do condomínio.

- continua –

[...]

Quando eu a conheci ela era médica ou era enfermeira ou era farmacêutica ou era fisioterapeuta, massoterapeuta ou “outraterapeuta” ou, ainda, dava passe em centro espírita. Tinha tudo pra ser qualquer coisa dessas porque ele usava um guarda-pó branco – nunca pensei que um guarda-pó pudesse vestir tão bem uma mulher – e não tinha cheiro de cachorro e quando ela falou que era o que é, pensei que não levasse serviço pra casa. Como cachorro não é filho, ela achou por bem não falar nada dele até o dia – a noite – em que fui até o apartamento.

“- Olha…ic!… tenho que te dizer uma coisa, eu não moro sozinha, mas não dá bola pra isto, tá?… ic!…”

È difícil saber o que há dentro do coração de uma mulher, mas saber o que passa na cabeça de um homem?! Tem que ter muita imaginação:

“Ela mora com uma amiga ….hummmm… que…icdelícia!” – Mas aí apareceu  o Rock.

Pulou nos braços dela com uma língua deste tamanho e me deu uma sensação de final de filme infantil. Deu até um sentimento de culpa de estar ali pensando… Não pensando em cachorro.

Cachorro é igual criança e antes que vocÊ mal me compreenda, os animais, eles têm uma parte muito humana. São também levados a agir por instinto, o que faz com que seja injusto dizer que “sujeito é um animal”. Injusto com os seres humanos de verdade e com os animais que sempre são de verdade. Mas cachorro é igual criança porque criança pára, olha e sabe se você gosta ou não dela. O Rock parou, olhou e avançou e não foi com a língua, mas ela deu um jeito, porque ela é veterinária e sabe lidar com bicho e é por isto que ele não me mordeu… E daí…

…e daí eu vendi a moto…

- continua –

[tempo...]

É verdade. Eu vendi a moto que rodava trezentos quilômetros todos os sábados… Todos os sábados… Todos os sábados… Sempre tive moto, mas vendi a moto. Por quê?! Peguei o dinheiro da moto, o carro e dei de entrada numa pick-up. Apostei num relacionamento de 36 meses com juros. Só assim o Rock não andava mais no banco detrás do carro.

Quando você namora uma mulher que tem um cachorro, você não tem uma namorada, tem uma família e não há algo mais ridículo do que um homem andar com uma mulher que tem um cachorro – um cachorro do tamanho do Rock. Porque o cachorro é o melhor amigo do homem, não da mulher do homem. Por sinal, este papinho de que mulher tem um melhor amigo “deste tamanho”, não cola. Nem que seja o Rock! Meu melhor amigo me disse:

“- Você, ela e o Rock?! …Não vai dar certo” – Até ele já tratava o bicho como se fosse alguém da família (família?!) “- Dá o fim nele. Ela já é veterinária. Trabalha com um monte de cachorro. Imagina se o negócio vai pra frente e o cachorro tem que mudar para o teu apartamento?! Imagina acordar com um cachorro todo dia?!(…)”

No meu prédio não pode cachorro. O regimento interno não permite. Não permite bicho algum, apenas peixes e cágados e “análogos” que reputo serem aqueles animais que não fazem barulho, não tem cheiro e podem ser mortos com apenas um pisão. “O Rock não vai morar no meu prédio”.

“(…) – …Vendeu até a moto! Dá o fim neste cachorro (…)”

Discutir com ela sobre Rock seria discutir o relacionamento – e nenhum homem gosta disso – afinal, somos uma família e ela sempre teve cachorro, desde criança.  E, sabe?! Tenho que dar o braço a torcer. Mulher que gosta de cachorro é uma boa namorada. Até o abraço é diferente.

“(…)- Me diz se tem alguma mulher aqui neste bar que tem cachorro. Tá vendo a japinha lá na mesa com a loira? Tu acha que alguma das duas tem cachorro?”

Ele está namorando a Silvia que é funcionária pública e gosta de plantas e de vestidos. Os dois foram jantar lá em casa – no apartamento do Rock. Dali em diante as duas ficaram amigas – as adversas – e o meu amigo saiu reclamando do cheiro de cachorro até na comida.

“(…) – Quem tem cachorro, tem casa. Quem tem casa, tem cortina e televisão de plasma e um sofá grande. Quem tem tudo isto, tem criança. O cachorro é um mal pressagio. Mata ele!”

O problema maior até não é o Rock, é a pick-up. Pick-up é ruim pra tudo. Pra começar, não é moto. Dá oficina, o seguro é caro, é ruim de estacionar. Eu não sei estacionar nem mexer em motor de pick-up. A moto eu montava e desmontava… e não foi feita pra estacionar. Foi feita para ir longe e bem rápido.

“(…) – Dá veneno pra ele. Joga da pick-up. Acidente acontece!… Degreda… O cachorro tá atrapalhando. Tá atropelando as coisas. …Peraí… A loira tá olhando pra ti….faz uma cara de cachorro pra ela….em dez uma não tem o dedo podre…”

O problema maior é a pick-up, mas o problema mesmo é o Rock. Se não fosse ele não teria vendido a moto, não estava pagando juros pra banco, não tinha que ter alugadas duas vagas de estacionamento e não estava aqui dependendo de carona pra ir pra casa, porque eu vim de taxi…o trânsito é horrível de pick-up.

“(…) – Vou dar carona e uma chácara. Porque tu tem uma “pick-up grande” com uma “caçamba grande” e tem um “cachorro grande” virou o “tio chacreiro”… Ei, manda mais dois chopes que o meu primo veio da roça me visitar!!!…Gostei da japinha…toca celular…Silvia, socorroooo!!”!

Eu não acredito que vendi a moto…o Rock não tem jeito, mas a pick-up, tem. “- Chega de chope. Me leva em casa…

- continua –

[Três meses depois...]

A moto me fazia falta aos sábados, mais ainda quando escutava os médicos ensaiando na cobertura  - rock e moto, tão ali pra li um com o outro. Daí era abrir umalong nec e ficar na sacada escutando: “Booooor tchubi uaaaaaii”. De vez em quando passava uma moto e o Rock latia, porque cachorro é inocente igual a uma criança. Se convenceu que eu era do bem, mas a minha vontade era jogar ele pela sacada. Porém, o fato de ele latir quando passava uma moto revelava que ele não sabia falar, mas sabia que moto, dentro do apartamento, era um assunto sério – cachorro era um assunto sagrado, um assunto proibido.

Quem tem uma moto transa com a moto e dura bem mais que quinze minutos e transa com ela de quatro é só olhar o motoqueiro e a moto. Sexo é importante o que faz de uma moto, algo fundamental. Alguns não gostam de moto…outros, de mulher…eu só não gosto de cachorro….e daí?!…”Cada fruta tem um gosto, cada gosto um prazer e prazer leva a gozo e o gozo a mais querer! Vou comprar uma moto!!”

[...mas o tempo....o tempo é foda...me perde a expressão]

“Amor…dá uma decidinha com o Rock que tá na hora dele”.

“Amor…tirá o Rock de cima da cama e tira também os sapatos”

“Rochezinho, vem cá que eu to com ciúme”

O tempo forma, conforma ou deforma as coisas! Assim descobri que eu era algo que tinha sido o que foi e que não é mais. Um “ex”. E você pode ser “ex” de tudo menos de você.

Sorte, então, o prédio ter elevador!

- continua –

[Um pouco mais de tempo passando]

Estava descendo pelo elevador para o trabalho com a camisa cheirando a perfume. Isto, porque você se acostuma com o cheiro de cachorro, mas os clientes, não.  Encontro o meu vizinho médico, um dos que moravam na cobertura. Ele me cumprimenta:

“- Opa, tudo bom? Tá morando aqui no prédio agora?”

Eu não estava morando no prédio, na verdade eu estava morando em dois prédios.

“- Não… minha namorada mora e de vez em quando eu tô por aqui. E a banda?!… Não ouço mais vocês tocarem no sábado…”

“- Síndico novo… Mudou o regimento do condomínio… agora a gente te quem ensaiar fora… só que dá muito trabalho levar e trazer os equipamentos… bom era no tempo da tua namorada… e o Rock,.como é que tá?… “ – Acabou sem querer escapando. Escapando que os dois foram namorados e que ele havia dado de presente o Rock para ela. Um presente grego, já que cachorro atrapalha qualquer relacionamento. E aí, então, vai a dica – algo pérfido – para quem não gosta muito da futura “ex”: ”- Dê um cachorro de presente para ela, enquanto há tempo!”.

Pode parecer que um cachorro não tenha o seu cabimento em um relacionamento ou que os homens odeiam cachorros. Não é bem assim. Inclusive, já houve uma pesquisa séria e reveladora a respeito. Como pesquisa é algo chato, pule o próximo parágrafo.

Três entre dez homens opinaram que o seu melhor amigo é o dinheiro e que comprariam um cachorro para ter no quintal por conta de segurança e dos filhos. Um disse que é o cachorro e que o trabalho é o que há de mais importante na vida, que criança dá trabalho, que nunca ajuda com a louça, e que gosta das coisas muito bem organizadas. Um não opinou porque estava na academia trabalhando o abdome, mas ao ler a pesquisa disse que um cachorro atrapalha porque a maior parte das mulheres não cuida do corpo como devia. Um ficou indeciso porque achou que um homem que tem um cachorro não é de se jogar fora -  e isto soou estranho aos outros pesquisados. Um disse que era feliz no casamento, porque a sua secretaria é que tinha um cachorro. Um não sabia opinar, porque não sabia direito o que é um cachorro e tinha que ir embora porque sua mulher ia ligar. Um disse que estava pensando em comprar um cachorro, porque a sua esposa tem um amigo(!) que tem um cachorro. Um não quis opinar – meu melhor amigo – porque com tanta mulher no bar não havia porque ficar falando de cachorro. O último, disse tão somente que a melhor amiga de um homem é uma moto (advinha quem!).

[Voltando para o elevador]

…mas gostei do rapaz. Boa conversa e, sobretudo, bom de negócio. É!!! Bom de negócio!!! Ora:

“- Vendi a pick-up pra ele!”…

…Para levar os equipamentos da banda até a chácara do tio chacreiro (dele!) onde eles ensaiavam. Ante então eles tinham que usar três carros.

- continua -

[Uma ou duas ou três semanas passam, ou talvez não tenha sido nem isto...]

Como disse, vendi a pick-up. Sim, vendi – ufa! Comprei uma moto – oba! – e transferi o financiamento para um carro – nem tudo é perfeito. Destes carros que todo ser humano que não tem uma chácara deve ter. Só não gostei da cor: Branca, mas tive que pegar o carro no negócio.

O Rock gostou. Voltou a andar no banco de trás. Eu gostei. Voltei a andar de moto no sábado. Ela, não gostou muito quando soube. Depois gostou pouco e depois menos… e menos ainda…e mais um pouco menos… até não gostar mais.

Resultado – ou como acabou a história:…

- continua –

[Resultado – ou como acabou a história]

“- Ficamos amigos…”

“Ficaram amigos?!…” – [ pergunta do leitor]

“Sim, amigos…”

“Ela e você?”

“Também” [Nota, eles ficaram amigos. A história é contada em primeira pessoa, porque eu não sei escrever na terceira pessoa]

- Continua só mais um pouco -

[Os amigos]

Ficamos amigos ela, eu, meu ex-vizinho que agora é médico, Silvia que está aqui do meu lado com um vestido que tira a atenção da noiva -  descobri que mulher que gosta de vestido é uma boa namorada, até o abraço é diferente – e o meu melhor amigo, que ia ser testemunha com a Silvia, mas não pode vir porque a Sue (a japinha) e a Ana (a do dedo podre) não concordaram em vir os três na cerimônia e eu sou a melhor testemunha para este casamento. Sim, sou…

[Agora, “o fim”].

- (…) aceita como….na …e na….e na…?

- Casamento é um saco…bem que podiam ter escolhido o domingo…

- …tira este cachorro de perto do meu vestido…

- Au!

- Quieto, Rock!…Quem diz sim é a noiva…

- fin…Au!-

Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

Post to Twitter

A partir de hoje, todas as segundas e sextas-feiras até a semana do advogado, estaremos relembrando aos profissionais os Mandamentos do Advogado, escrito por Eduardo J. Couture, com comentários dos mandamentos, gestão e tecnologia.

Aproveitem!

Estuda: O Direito se transforma constantemente. Se não seguires seus passos, serás cada dia um pouco menos advogado.

Nos dias de hoje: é só o direito que muda constantemente?

Claro que não. A tecnologia é um diferencial muito mais que competitivo. É um diferencial vital para o desenvolvimento da carreira jurídica.

Não basta ser um advogado técnico, ter bom português. Temos que estar atualizados do que está ocorrendo no mercado, como estão as situações referente as pessoas, coisas, bens, governo, novela e futebol.

Além disto, precisamos estar conectados a todo este universo virtual que cada vez mais traz negócios aos profissionais.

Você está nas redes sociais?

Você escreve periodicamente em blog, site ou revistas?

Você se comunica com frequencia com clientes, antigos clientes e/ou potenciais clientes?

Nãaaaoooo????

Aonde você está vivendo? A realidade muda a cada dia, minuto segundo. Estar atualizado é o mesmo que respirar, é fundamental.

Cumpra o primeiro mandamento da advocacia: Atualize-se!!!

Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Post to Twitter

, , , ,