Ontem saiu uma pesquisa informando que até ano de 2009 temos registrados na internet mais de 192 milhões de dominios. Leia aqui.

O que isto significa?

Em bom português: Que a sua marca depende de você mesmo agora.

Estamos num caminho sem volta: internet, redes sociais, contatos, relacionamentos, negócios. Decorrência lógica das atitudes de cada um em relação a estes assuntos.

Quando pensamos em dominio na internet, muitos registram o .com.br ou este e mais o .com, mesmo sendo um escritório de advocacia, por exemplo.

É comum termos dois escritórios diferentes com o mesmo nome, mas com domínios diversos, tipo, um registra xxx.com.br e outro registra xxx.adv.br.

Este cuidado básico de registrar o seu nome, sua marca nos principais domínios relacionados ao seu negócio é fundamental. A gestão da marca on line não pode ser relegada a segundo plano.

Além da questão dos domínios, é fundamental que a empresa acompanhe o que está sendo dito a seu respeito na internet. Monitorar o seu nome pode ser um excelente indicador de novos contatos, satisfação ou não dos clientes, além de difundir mais e mais no inconsciente popular o seu nome.

Como assim?

Se pesquiso no google o meu nome e percebo que tenho poucos links, posso escrever mais na internet, participar de redes sociais, participar de grupos on line nas minhas áreas de interesse, ou seja, posso ampliar minha presença on line. Fazendo isto  e utilizando um básico de marca, tipo sempre na assinatura dos emails colocar meus contatos, nome, nome do escritório, etc, estou posicionando minha marca cada vez melhor.

Se participo de discussões on line estou oportunizando as pessoas a conhecerem melhor o meu trabalho e assim poderem me citar como referência num determinado assunto.

Se participo das redes sociais construo relacionamentos virtuais que um dia podem ser reais, além de estar posicionando cada vez mais a minha marca na internet.

Então,

Não fique sentado lendo. Tome uma atitude! Inicie assim:

Verifique seu domínio atual e quais outros você tem. Registre aqueles que são afetos ao seu trabalho, além do .com.br, tipo, adv.br, adm.br, assim por diante.

Participe de grupos on line nas áreas dos teus clientes e aprenda com eles o negócio do cliente.

Participe de redes sociais e interaja com as pessoas.

Enfim,

Seja, esteja e permaneça on line. Sua marca precisa disto para sobreviver e perpetuar.

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12 Estratégias para redução do adoecimento osteomuscular na empresa

- Estratégia 1: Gestão da Ergonomia –

Iniciando a série de 12 estratégias para redução do adoecimento osteomuscular relacionado o trabalho com alta produtividade falaremos de gestão da ergonomia na empresa e no ambiente de trabalho. Mas afinal o que é ergonomia?

A origem da palavra vem de ERGOS (trabalho) e NOMOS (estuda das regras e normas). Ergonomia (ou Fatores Humanos como também é conhecida) é a disciplina científica que trata da compreensão das interações entre os seres humanos e outros elementos de um sistema, e a profissão que aplica teorias, princípios, dados e métodos, a projetos que visam  otimizar o bem estar humano e a performance global dos sistemas. Os praticantes da Ergonomia, Ergonomistas contribuem para o planejamento, projeto e a avaliação de tarefas, postos de trabalho, produtos, ambientes e sistemas para torná-los compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas. De modo bem popular costuma-se dizer que ergonomia é adaptar o trabalho às pessoas de forma que elas possam desempenhá-lo de forma confortável e produtiva.

A gestão ergonômica na empresa visa padronizar e documentar o programa de ergonomia.  Nesta visão o especialista em ergonomia participa da gestão do COERGO (comitê de ergonomia), das discussões sobre as melhorias, a implementação das mesmas e validação dos resultados obtidos.  A empresa, os funcionários e o consultor especializado desenvolvem uma cultura de médio e longo prazo dentro da instituição tornando o trabalho conhecido, estudado e adaptado e com isto habilitando o desempenho de alto nível produtivo dentro das possibilidades de cada um com diminuto risco de adoecimento do individuo.

Leonardo Rodrigues

Fisioterapeuta do Trabalho e

Ergonomista

leonardo@ergosul.com.br

(Leonardo Rodrigues escreve quinzenalmente no Blog da Consultoria GestãoAdvBr sobre Saúde e Produtividade Empresarial)

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Deixo duas frases para iniciarmos o debate, uma do personagem Dilbert e outra do técnico Bernardinho:

“Vou adotar nova postura gerencial: ficar sem fazer nada esperando que os problemas se resolvam sozinhos” Dilbert

“A distância entre o sonho e a realidade chama-se disciplina.” Bernardinho

O que estas duas frases tem em comum? As duas são verdades que no universo empresarial fazem a diferença.

No personagem Dilbert, a frase é uma reflexão para aqueles que pensam que ser empresário é apenas sucesso, dinheiro, pouco trabalho.

Na frase do Bernardinho temos uma realidade: Apenas o trabalho não leva ao sucesso. É necessário muita disciplina.

Infelizmente muitas pessoas apenas visualizam o resultado como se este fosse a causa. O resultado é a consequencia.

Visto assim parece óbvio, mas quantas vezes o funcionário pensa que o dono do negócio é um abonado, que tem tudo de bom e que paga uma miséria. Vale a pena ressaltar que apenas o fato de um funcionário ter carteira assinada já dobra o seu custo para empresa, que o funcionário é mão de obra – cada um no seu papel – e que o dono do negócio precisa reinvestir, administrar, buscar novos mercados, enfim, cuidar de toda estratégia e de tudo para que no final do mês não falte o “pouco” que o funcionário acha que recebe na sua carteira.

Ser empresário no Brasil é uma profissão para loucos, já disse alguém.

Somos exemplo de empreendedorismo, mas, igualmente temos muitos que pensam que ser empreendedor basta uma boa ideia.

Não é tão simples.

A ideia é o início, mas precisa de muita disciplina, precisa de muita maturidade, precisa de muita superação, força de vontade, crença no sonho, enfim, amor.

Sem este enlace, o projeto não tende a ser um sucesso, tende a ser uma decepção.

Aproveite esta ideia para trilhar o caminho do sucesso. Use e abuse do sonho, perseverança, vontade, persistência e amor. E esqueça os conselhos do Dilbert ;)

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As asas

(Paulo Geraldo)

A vida é breve, a alma é vasta:

ter é tardar

(Fernando Pessoa, Mensagem).

Um homem demora muito tempo a fazer-se. Não somos como aqueles passaritos que se soltam na imensidão dos céus pouco tempo depois de terem visto a luz. Trazemos em nós uma semente que demora a germinar, que gasta nessa tarefa muitos anos de agitação e silêncio. É assim, decerto,porque está destinada a dar um fruto muito maior que o do pássaro.
Temos, sem dúvida, uma alma: raciocinamos, temos sede de conhecer, somos capazes de amar e de escolher. Um animal come necessariamente, se tiver fome e o alimento estiver ao seu alcance. Um homem, nas mesmas circunstâncias, pode não o fazer. Porque, por exemplo, resolveu fazer dieta. Ou porque escolheu dar o seu alimento a outro que tinha mais fome do que ele. Tem a possibilidade de viver de acordo com outros critérios.
Há muitos séculos que chamamos alma a esse não-sei-quê que faz parte de nós e nos permite viver num plano superior ao das coisas simplesmente materiais. É como se possuíssemos uma espécie de asas.
Sabemos apreciar um sofá confortável, um sono reparador, um bom bife com batatas fritas. Mas precisamos de mais do que isso. E damos por nós a perguntar “porquê?”, ou a discutir ideias. E descobrimos que há qualquer coisa – não feita de células ou moléculas – que nos comove e nos atrai numa paisagem, num gesto de heroísmo, num poema, na música.
Há uma beleza e um bem que não são feitos de nada que se possa tocar. Que não estão nas coisas, embora as coisas nos levem a eles. Aquilo que é apenas material – acabamos sempre por o descobrir – sabe a pouco e não nos enche as medidas. Mas leva tempo a chegar aí.
Leva tempo até percebermos, por exemplo, que existe uma paz que não é a paz das coisas, mas sim uma harmonia interior que resulta de um comportamento correcto. E que é esse o género de paz que nos interessa; que não nos basta aquela paz que é feita somente de ausência de vento ou de guerra.
Um homem tem de crescer não apenas corporalmente. Deve atingir uma envergadura que ultrapassa em muito o âmbito das coisas materiais. Deve fazer-se… homem.
É um caminho já de si longo. Ainda por cima, cometemos com frequência a burrice de termos medo de ganhar asas. De largar um pouco esses outros bens – mais pequenos, mais baixos, mais… animais. É olhar e ver como muitas vezes nos afadigamos correndo atrás da posse de bens materiais e dos prazeres que não são senão para o corpo e de que também gostamos. Ter, gozar, curtir, comprar, comprar… Ter, ter, ter.
Mas sucede que o ter e o comprar e o curtir – usados de um modo exagerado, como fazemos – nos atrasam. Perdemos tempo.
Quem vive obcecado com a posse de prazeres e bens materiais não tem acesso aos prazeres da alma. Passa ao lado do bem e da beleza e do amor. Porque escolheu um nível para a sua vida – o mais cómodo – e escolher uma coisa é sacrificar as outras. Não é possível alcançar o topo da montanha e, simultaneamente, permanecer deitado à sombra lá em baixo.
Portanto, apressemo-nos. Pois, como escreveu o poeta, ter é tardar…

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O Pequeno Príncipe
Antoine de Saint-Exupéry

(…) “E foi então que apareceu a raposa:

- Bom dia – disse a raposa.

- Bom dia – respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui – disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu? – perguntou o principezinho.

- Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa – disse a raposa.

- Vem brincar comigo – propôs o princípe

- estou tão triste…
- Eu não posso brincar contigo – disse a raposa. – Não me cativaram ainda.

- Ah! Desculpa – disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:

- O que quer dizer “cativar”?
- Tu não és daqui – disse a raposa. – Que procuras?

- Procuro amigos – disse. – Que quer dizer cativar?

- É uma coisa muito esquecida – disse a raposa. – Significa “criar laços”…
- Criar laços?

- Exatamente. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo…
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo…
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! – disse ela.
- Bem quisera – disse o príncipe – mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. – Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
- Os homens esqueceram a verdade – disse a raposa. – Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

Você já pensou ao invés de atender o cliente, cativar o cliente?

Qual a diferença?

Ao atender, somos solícitos, buscamos soluções, queremos o melhor ao cliente.

Ao cativar, fizemos tudo isto e nos preocupamos com a expectativa do cliente.

Ao cativar, nos preocupamos com a utilidade do nosso serviço ou produto ao cliente.

Ao cativar, não apenas queremos o melhor, mais rápido e eficiente. Queremos que o cliente saiba que estamos ao lado dele.

Não podemos misturar o cativar o cliente, com a vontade do cliente, bem como misturar o cativar com sentimentos, ao invés da razão.

Devemos buscar nas pessoas que atendemos aquilo que elas desejam, que com o nosso conhecimento, talento e vontade, se transformarão em resultados práticos.

Cito como exemplo o cliente que entra no seu escritório, você o recebe bem, escuta a sua necessidade e descobre que o que ele precisa pode ser resolvido de maneira administrativa.

Você tem uma escolha: Atende o cliente e ignora a via administrativa e ingressa com a demanda. Ou cativa o cliente, demonstrando a ele que o que ele necessita pode ser obtido da maneira administrativa, que você irá acompanhá-lo nesta solução e fornecerá todos os elementos para que o resultado seja rápido.

Qual a diferença?

No atender, cobro o preço normal e segue o rumo, exatamente como inúmeros outros profissionais fariam.

No cativar, além de demonstrar que o meu conhecimento é maior (sei de ambas as formas, administrativa e judicial), informo a ele a maneira mais rápida e prática e dou os elementos para o resultado, ou seja, ele entrou com um problema e saiu com uma solução.

Não é exatamente isto que queremos ao procurar um profissional?

Cative seus clientes, amigos e pessoas.

Demonstre a eles que a melhor forma de crescer no mercado é um com os outros e não sozinho.

Cativar é envolver a todos no mesmo sonho. Pense assim e a sucesso também será companheiro dos teus dias.
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Não sou especialista em Brasil, mas uma coisa estou habilitado a dizer: Não creiam que mão-de-obra barata ainda seja uma vantagem. (Peter Drucker)

Talvez a frase de Drucker fosse o suficiente para responder a pergunta do título, mas alguns empresários (leiam-se também advogados, sócios, diretores e gestores) não vêem desta forma.

Porque?

Entendo que não vêem assim haja vista que o financeiro fala mais alto. Porque contratar um advogado num salário atraente se posso pagar uma ninharia já que o mercado demonstra existir muita oferta e pouco emprego?

Parece uma resposta simples e direta, pago menos, menos custo, mais lucro.

Contudo, não é assim que funciona.

Ao contratarmos alguém depositamos nesta pessoa a confiança de um trabalho, uma atividade, um setor. Ela passa semanas e as vezes meses em treinamento (mesmo que seja trabalhando, está se adaptando as rotinas internas, pessoas, procedimentos) e quando está pronta, depois de algum tempo ela quer vislumbrar uma perspectiva de crescimento.

Sim, crescimento.

Quem quer ficar fazendo a mesma tarefa durante anos a fio?

Alguns dirão: Mas se contrato uma recepcionista, quero uma recepcionista sempre. Certo, mas igualmente afirmo que depende. Se o escritório for pequeno, sem muita demanda, uma recepcionista auxilia em documentos, compras, telefone e muito mais. Com o tempo, ela pode – e deve – ter chance de ter outra função, e o escritório ao invés de contratar um funcionário, contrata uma outra recepcionista, que no início será apenas recepcionista, realocando a outra para nova função.

Pense com bastante cuidado, pois o barato sai caro.

Não investir num plano de carreira adequado a sua realidade, combinado com metas e investimentos de ordem estrutural pode significar o fim da empresa.

A empresa existe porque pessoas a fazem. É assim que devemos analisar.

Contrate os funcionários por contrato de experiência de 3 meses. Após 3 meses reavalie suas atitudes e se for uma pessoa que valha a pena, aumente seu salário. Primeiro conheça, depois invista.

Se o cargo for associado ou outro tipo de contratação, informe que fará uma avaliação após 6 meses. Não deixe é de estipular um prazo e cumpra este prazo.

Dizer a um funcionário que vai avalia-lo e depois negociar valores e simplesmente “esquecer” é muito pior do que não dizer nada.

Lembre-se que ao gerar expectativa, você gera ou alegria ou frustração.

Invista no seu negócio. Invista nas pessoas!

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Para demonstrar a diferença entre custo e investimento, Philip Kotler ensina:

“Dá-se muita atenção ao custo de se realizar algo. E nenhuma ao custo de não realizá-lo.” [ Philip Kotler ]

Este pensamento pode parecer simples, mas é profundo.

Ao nos depararmos com a ideia de um treinamento, por exemplo, um gestor grita: “Vai custar R$ 1.000,00 (mil reais)?  É um absurdo, não temos como ter um custo destes!” O treinamento era sobre o objeto fim da empresa, ou seja, uma forma ímpar de atualizar um atendente sobre a realidade de como a empresa pode fazer diferente e quem sabe fazer a diferença.

O fato de não fazer o treinamento poderá deixar a empresa em estado de estagnação, sem perspectivas novas, já que o oxigênio da empresa vem justamente do mercado.

Estamos totalmente conectados ao mercado de maneira global, o que acontece noutros paises nos interessa de forma direta, pois nos afeta.

Em contrapartida, enviar um funcionário para um treinamento, fazer com que ele apresente um resumo do que aprendeu e dividir isto com os colegas da empresa pode ser uma forma de transformar o investimento de um pessoa em muitos conhecimentos para várias pessoas. Multiplicar o conhecimento com um investimento único.

A mesma regra vale para serviços.

A sua especialidade é advogar na área empresarial. Tem como produtos tributário, previdenciário e trabalhista e subprodutos específicos nestas áreas. Então resolve reaplicar no seu negócio R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por mês.

Até aí uma decisão sábia.

Só que muitos empresários pensam que aplicar na empresa significa fazer sozinho. Então, contratam funcionários das mais diversas áreas e criam departamentos e mais departamentos que nada tem a ver com sua atividade fim, ou seja, departamento de marketing, departamento de redes sociais, departamento de gestão, e por aí vai.

Neste sentido, o dinheiro vai e sobram frustrações.

Não compensa investir pesado e ser uma empresa faz tudo. Compensa investir naquilo que a empresa produz, seja produto, seja conhecimento e desenvolver pessoas capazes de pensar, produzir e criar.

Pensou em áreas que não são sua atividade fim? Terceirize.

Deixe que pessoas especializadas possam lhe orientar de maneira correta sobre decisões a serem tomadas, como, quando, como e porque fazer tal coisa, ou seja, agir conforme o mercado atual, sendo orientado por alguém que vive o mercado naquela área, seja ela marketing, gestão ou tecnologia.

Não queira transformar o seu negócio num frankstein, com pedaços de cada coisa acoplados num monstro maior.

Cada um no seu negócio, cada macaco no seu galho, cada um, cada um.

Pense nisto.

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A máxima “o cliente sempre tem razão” nem sempre é verdadeira e quase sempre não pode ser interpretada ao pé da letra.

Outra tendência é o sonho do cliente. Sonhar é bom, não custa nada, mas a realidade tem que ser objetivada para ver se o sonho pode ou não ser objeto real algum dia.

Se o cliente quer uma demanda que é temerária, devo ingressar somente para demonstrar que ele estava errado? E o código de ética do advogado?

Se o sonho do seu cliente empresarial é trabalhar no mercado Alemão, que é conhecido por exigir preço e qualidade em conjunto, e o produto dele não tem nenhuma destas características para competir com o produto Alemão, de que adianta o sonho dele?

Devemos buscar no âmago de nossos clientes aquilo que eles desejam,  alinhando isto a realidade, possibilidade e profissionalismo.

Ser advogado, consultor, empresário, psicólogo e informata é o Ser Advogado com letra maiúscula.

O mercado quer profissionais alinhados com as estratégias de negócios que eles possuem, incluindo os riscos jurídicos calculados.

Neste diapasão, ser advogado é ser estratégico.

Não apenas um fazedor de petições. Mas, um verdadeiro guru do seu cliente. Aquela pessoa em que se busca orientação nos momentos difícieis, nos momentos de angústia.

Mesmo para o advogado que trabalha com pessoas físicas, o mercado é fundamental. Inclusive para o empregado de uma empresa qualquer. Saber se a empresa que ele trabalha está alinhada com o que a legislação prevê, seus direitos e obrigações (e não apenas direitos como alguns gostam de ressaltar) pode ser fundamental na decisão de sair ou não da empresa.

Nem sempre o cliente tem razão.

Nem sempre o sonho poderá ser real.

Nem sempre a justiça é o melhor caminho.

Mas, em todos os casos, um advogado estratégico, com visão de mercado, sensibilidade para as relações humanas e conhecimento das leis, saberá orientar seu cliente de maneira adequada, visando uma solução condizente com a verdade e a justiça.

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Está no artigo 133 da Constituição Federal: O Advogado é indispensável a administração da justiça.

Será mesmo?

Vamos analisar o processo virtual.

Na ótica da justiça: Uma maneira mais eficiente, prática e inteligente de gerenciar os processos, onde a tecnologia poderá ser um grande diferencial para termos a justiça em números e criticar os procedimentos internos, com base em dados concretos.

Na ótica da informática: Uma aplicação excelente para a tecnologia em plena expansão hoje em dia, transformando o mundo do direito – antes voltado ao papel – num universo voltado ao virtual.

Na ótica do advogado: Um diferencial. Separará os advogados entre dois grupos: Os que entenderam e utilizam o processo virtual e os que ficam a margem dele.

A lei diz claramente que o advogado é indispensável a administração da justiça. E o advogado que ainda usa a máquina de escrever?

Este profissional está deixando de ser advogado, pelo menos nos termos que a Constituição prevê.

O Conselho Nacional de Justiça, tendo ao seu lado os Tribunais Superiores – STF e STJ – está tornando obrigatório aos poucos a virtualização.

Não se trata de escolher o meio, papel ou virtual. O virtual é obrigatório. Inclusive desde Fevereiro de 2010, para ajuizar algumas ações no STF, é obrigatório a utilização do processo virtual. Chegou lá com papel, sinto muito, não pode protocolar.

Alguém duvida que isto será regra para todo o processo em breve?

Então temos que em pouco tempo um advogado para recorrer aos Tribunais de Justiça ou aos Tribunais Superiores terá que fazer uso de um recurso eletrônico, mesmo que o processo tenha iniciado em papel.

Ou seja, se não souber sobre certificação digital, processo virtual, etc, não poderá fazer uso da sua atribuição máxima: Ser indispensável para administração da justiça.

E o pior, quando quiser questionar a validade desta regra que torna obrigatório o processo eletronico através de uma ADIN, terá que fazê-lo de forma eletrônica.

Estamos numa era em que ser advogado basta ter o conhecimento juridico. Contudo, para ser um advogado que é indispensável para administração da justiça, tem que ter conhecimento em direito e informática.

Faça esta reflexão e verifique se você está com os requisitos para ser advogado ou o advogado que é indispensável na administração da justiça.

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Pelo sonho é que vamos

(Sebastião da Gama)

Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.

Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.

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