Pensamento de final de semana: O que faz o chefe

fevereiro 27, 2010 by Gustavo Rocha · 1 Comment
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O que faz o chefe

O que dá ao chefe o direito de mandar, não é directamente a sua capacidade, é o mandato autenticamente recebido. Mas não cumprirá eficazmente a sua missão de chefe a bem da colectividade, sem que desenvolva em si as qualidades que o tornam digno de tal título.

O exercício do poder é a prova em que aqueles que não possuem as qualidades próprias dos chefes são encontrados em falso, e dão aos subordinados a terrível tentação de os tratar como usurpadores.

O verdadeiro chefe reconhece-se por este sinal: junto dele sente-se como que uma impressão física de força e de segurança, e que alguma coisa nos impele a segui-lo por toda a parte que ele deseja. “Far-nos-ia ir com ele até ao cabo do mundo”, diziam os veteranos de Napoleão.

Junto dos seus homens, amando-os não só por si mesmos, seres de carne e de sangue, criados à semelhança dum Deus em que Patrick Arbois acreditava de toda a sua alma, mas também porque dispunham, cada um por sua parte, duma parcela da força da pátria, O jovem oficial tinha de ano para ano adquirido esta experiência humana feita de benevolência e de força, de compreensão e de prudência, de rigidez e de tacto fora da qual não existe verdadeiro chefe (Pierre Varillon).

A fé num chefe é uma consequência directa da admiração e da confiança que ele inspira. Mas esta admiração e esta confiança devem, para durar, ser merecidas pelas qualidades intelectuais e morais que são apanágio dos verdadeiros chefes.

O verdadeiro chefe é aquele que se admira, se ama e se segue. Admira-se: tem-se confiança nele, reconhece-se a sua competência, as suas qualidades, o seu valor, sabe-se que com ele ninguém se extraviará e que sempre se sairá bem. Ama-se: confia-se no seu desinteresse, no seu espírito de serviço, c tem-se a certeza de que, para ele, cada um dos seus homens vale alguma coisa ou, melhor, é alguém e por essa razão pode contar com eles. Segue-se: a sua palavra, a sua presença, o seu olhar, a sua lembrança até, constituem outros tantos estimulantes. Com ele ou até por ele, não se teme o sacrifício ao serviço da causa que representa.

O exercício do mando é muito diferente de ostentar um emblema, de julgar-se com direito à saudação, como acontece com certas categorias de funcionários, e de, como supremo argumento, ter o direito de punir. Supõe extrema actividade, doação permanente, preocupação de realizar, gosto das responsabilidades, sincero e profundo amor dos homens, perfeita dignidade de vida (De La Porte du Theil).

Muitos chefes, revestidos dum mandato (que o uniforme ou os galões sublinham), não têm autoridade. A eficácia dos gestos do verdadeiro chefe não depende nada da sua farda. Emana da sua pessoa, do seu todo, da sua alma. Não é o desgaste da farda que tira o prestígio, mas o desgaste da alma.

O chefe deve estar presente, moralmente, em toda a parte. Esta presença moral tem uma virtude que nada poderia substituir. Mesmo quando não está presente fisicamente, sabe-se que pode vir, e o simples pensamento da sua chegada, mais ainda do que a lembrança que se tem dele, ou a esperança dum dos seus olhares, basta para ajudar os homens não só a permanecerem fiéis, mas até a superarem-se.

No chefe, o que importa é o homem. As suas qualidades de homem manifestam-se nos actos comuns da vida. É da soma de todas as pequenas coisas que nasce a autoridade do chefe.

O que faz o chefe é a vontade de actuar sobre os homens para os ajudar a valorizar-se e arrastá-los para realizações de que possam sair mais senhores de si.

Chefe é aquele que ama os seus homens sinceramente: descobrindo em cada um o que tem de melhor, e desejando a todo o custo levá-los a pôr ao serviço do conjunto as qualidades reveladas. Tal não acontecerá sem luta, porque a lei da preguiça é uma lei da natureza.

Só aquele que se deixa tocar pela realidade humana, e mergulha na imensidade da vida é digno de ser chefe. E é por falta de verdadeiros chefes que o nosso pais estiola (Paul Baudoin).

Um homem satisfeito consigo próprio e com o que o rodeia, um homem sem a preocupação de mudar, sem o desejo de ver o mundo diferente do que é, carece de qualquer coisa essencial para se tornar um chefe: quando muito poderia ser um executor de assuntos correntes.

Ser chefe, é antes de tudo, apreender as necessidades dum grupo humano relativamente à missão que tem a realizar; é coordenar os esforços de todos no mesmo sentido; é comunicar a todos a esperança de vencer, e fazer com que todos partilhem da alegria de ter vencido.

O chefe não é um domador que subjuga; nem um orgulhoso que humilha, nem um “videirinho” que foge. É um servidor cuja forma de serviço é assumir a sua parte de responsabilidade e ajudar os outros a assumir a sua.

O chefe deve ser mais atento que os outros, para ser o primeiro a ver o perigo ou a ocasião favorável; mais perspicaz, para ler melhor os dados da acção; mais seguro no critério, para os colocar no lugar próprio; mais pronto na decisão, para que a acção se desenrole ao ponto desejado; mais generoso, na aceitação dos riscos necessários, para levar cada um a assumir os seus; mais corajoso, para dominar as hesitações que o cercam; mais perseverante, para vencer o desgaste do tempo ou dos obstáculos; enfim, mais resistente à solidão ao mesmo tempo que mais rico em irradiação humana.

Fonte: http://lideranca.aaldeia.net/oquefaz.htm

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Marketing Jurídico e suas facetas

Recentemente li um artigo de um promotor de justiça que debatia com bastante inteligência e perspicácia a questão do Marketing Jurídico.

Leia a conclusão do autor deste artigo, o Promotor André Luis Alves de Melo:

CONCLUSÃO

A rigor, um fato é que a OAB é dirigida por advogados com mais renome e tradição. Inclusive pelo fato de ser uma função exercida sem remuneração, acaba por impedir que advogados empregados e advogados integrantes de pequenos escritórios participem. Pode-se dizer que há necessidade de ser um advogado empregador, para que possa se dedicar às atividades relevantes da OAB, mas sem fechar as portas do escritório.

Sempre existe uma massa de advogados que quer adentrar eticamente no mercado, mas tem tido dificuldades em razão das barreiras concorrenciais impostas pela OAB. Não se defende a concorrência predatória ou desleal, mas é preciso rever os paradigmas para que a advocacia possa exercer a sua função social e a população tenha acesso ao serviço do advogado privado conforme a realidade atual.

O perfil do advogado liberal que tinha um trabalho artesanal e focado em poucas causas tem mudado muito em razão da mudança do próprio Judiciário como da própria população. Hoje exige-se uma maior visão empreendedora e gerencial com divisão de função e trabalho integrado com outros setores de conhecimento.

Como bem colocou SUSSKIND, pesquisador da Universidade Howard:

A internet encoraja a comunicação e a colaboração. No futuro teremos comunidades de clientes dividindo os custos de serviços jurídicos similares. Também haverá na rede roteiros gratuitos sobre as leis. Esses roteiros devem ser construídos da mesma maneira como foi a Wikipedia. Se refletirmos sobre o desenvolvimento da internet, veremos que os usuários já contribuem em blogs, wikis e redes de relacionamento. A maneira como as pessoas se comunicam já mudou e continua em modificação. Isso também afetará clientes e advogados. A conseqüência será a difusão dos conhecimentos jurídicos. Advogados que não quiserem dividir conhecimento serão postos de lado. (SUSSKIND, Richard. entrevista Época, n 507, 4 fevereiro, 2008).

A estrutura jurídica e social de hoje não é mais a de 15 anos atrás, logo é preciso remodelar para atender às exigências atuais.

Hoje a advocacia privada acaba perdendo espaço para a advocacia pública, estatal e até mesmo os novos advogados sendo reféns das bancas mais estruturadas, pois não conseguem adentrar no mercado. Ouve-se sempre de influentes advogados que participam da OAB quando se dirigem aos mais jovens: “Esperem a sua vez, ela chegará, eu esperei a minha”. Traduzindo isso seria: “Não concorram conosco”.

Existe um enorme mercado que pode ser atendido pela advocacia, mas que para ser atingido precisa que as regras de atendimento sejam modificadas e simplificadas para serem popularizadas, por exemplo estimular a população consultar um advogado antes de casar e não apenas quando divorciar, para isto é preciso usar mídias de massa como a TV e rádio, além se simplificar os meios de pagamento como cartões de crédito e planos de assistência jurídica. Nem mesmo demonstram interesse em que as despesas com advocacia possam ser abatidas no Imposto de Renda, pois estimularia o uso do serviço pela classe média e alta.

Na atividade de defesa da ordem jurídica justa, bem como fiscalizar as entidades públicas, além de permitir ao cidadão que tenha um acesso facilitado ao indispensável serviço do advogado. Por isso devem-se estudar políticas que facilitem o acesso ao advogado, o que não significa apenas implantar a defensoria, mas permitir também que o cidadão tenha o direito de contratar, em condições mais simplificadas, o serviço tão essencial que é oferecido pela advocacia particular.

O artigo é bem extenso, leia-o na íntegra, aqui.

O autor defende que o advogado pode e deve utilizar meios de massa para chegar aos seus clientes, como rádio e TV. O que você acha disto?

Hoje, com as regras que estão em vigor, sabemos que não é possível fazer este tipo de marketing sem estar incorrendo em infração ética.

Contudo, a reflexão que faço é no futuro.

Com as redes sociais em profusão, a criação todos os dias de blogs e sites jurídicos com cada vez mais conteúdo qualificado na internet, a base do relacionamento está mudando.

Todo marketing jurídico atual é baseado nesta palavra: Relacionamento. O restante são ações concretas para gerar relacionamento e assim, a relação cliente – advogado.

Se o relacionamento está mudando de foco, está virtual, está rápido, está informativo, está cada vez mais alicerçado em redes, conexões e indicações, o marketing jurídico também está nesta tendência.

Não podemos ignorar o avanço da tecnologia em prol dos relacionamentos.

Fica a questão: Vamos revolucionar o marketing jurídico?

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IV Gestão de Escritórios e Departamentos Jurídicos

fevereiro 25, 2010 by Gustavo Rocha · 2 Comments
Filed under: Gestão.Adv.br, Palestras 

Amigos,

Para iniciarmos bem o ano, no dia 11 de Março teremos o IV Gestão de Escritórios e Departamentos Jurídicos em Porto Alegre/RS.

Estarei palestrando sobre a Gestão e Tecnologia no âmbito jurídico.

Faça a sua inscrição hoje!

Acesse o folder:http://www.gweventos.com.br/newsletter/newsletter_42.htm

OU abaixo:

* Se você não está conseguindo visualizar este e-mail, clique aqui.
GESTÃO DE ESCRITÓRIOS E DEPARTAMENTO JURÍDICOS
Data: 11 de março de 2010 (quinta-feira)
Local: Auditório do Prédio Opus One
Av. Carlos Gomes, 222 (próximo Rua Anita Garibaldi)
Porto Alegre/RS

Público-Alvo

Advogados, Sócios e Administradores de escritórios de advocacia, gerentes de departamentos jurídicos de empresas, administradores e demais profissionais cuja atuação seja direcionada à organização e administração de serviços jurídicos.

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO
13h30 às 14h CREDENCIAMENTO
14h às 15h COMO DESENVOLVER O MARKETING DE SEU ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA

- A ética da advocacia e o emprego do Marketing
- Como o Marketing pode ser aplicado ao serviço jurídico
- Desenvolvimento da Marca Jurídica
- A importância do Planejamento de Marketing
- A tangibilização do conhecimento
- As ferramentas de Marketing Aplicadas
- O relacionamento e a percepção do cliente
- De olho no mercado e nas oportunidades
- Crescer ou manter a estrutura
- Case Martinelli Advocacia Empresarial

Expositor: Guilherme Nóbrega, Coordenador de Marketing do escritório Martinelli Advocacia Empresarial, Bacharel em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí, Especialista em Marketing de Serviços pela FGV Management, MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas. Diretor Administrativo do Instituto Martinelli Solidariedade.

15h às 16h GESTÃO FINANCEIRA PARA ESCRITÓRIOS JURÍDICOS

- A importância da gestão financeira para o escritório de advocacia
- Conhecimento dos principais custos do escritório e como controlá-los
- A contabilidade utilizada para tomada de decisão
- Quanto/Qual que é o ponto de equilíbrio do escritório
- Como analisar o desempenho financeiro do escritório
- A importância do fluxo de caixa
- O acompanhamento do contas a receber e o pagar
- Outras ferramentas de gestão: Planejamento Estratégico
- Orçamento Empresarial

Expositor: Profº. Volnei F. de Castilhos, Mestre em Administração UFRGS – Linha de Pesquisa: Finanças e Contabilidade, Pós Graduado em Contabilidade Avançada FGV. Consultor de Empresas nas áreas de Finanças Corporativas, Planejamento Tributário, Contabilidade Gerencial, Implantação de Controladoria, Trabalhos de Avaliação de Controles de Internos, Auditor e Perito na área Cível há 27 anos. Professor no Curso de MBA em Direito Tributário na FGV em Porto Alegre

16h às 16h30 coffee break
16h30 às 17h30 “GESTÃO DE PESSOAS NA ADVOCACIA: PLANOS DE CARREIRA, AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO E FORMAS DE REMUNERAÇÃO VARIÁVEL”
Como estimular os profissionais advogados visando aspectos de motivação, desempenho e retenção de talentos.

Expositora: Simone Viana Salomão, formada em Administração de Empresas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), MBA em Controladoria e Finanças pela USP/Fundace, coordenadora e professora no curso de Administração Legal para Advogados da GVlaw da EDESP-FGV/SP, Conselheira de Administração certificada pelo IBGC, Membro Consultor da Comissão de Direito na Sociedade da Informação, Fundadora do Grupo de Trabalho dos Crimes de Alta Tecnologia da FIESP, Comitê de Coordenadora do Comitê de Finanças do CEAE. Atua desde 1991 na gestão de escritórios de advocacia e a partir de 2004 tornou-se sócia da ALB Consultoria. Especialista em diagnóstico organizacional e administrativo de escritórios de advocacia, elaboração de fórmulas de remuneração e planos de carreira para advogados, controladoria e gestão financeira e profissionalização de empresa familiar.

17h30 às 18h30 A GESTÃO E TECNOLOGIA COMO DIFERENCIAL PARA ESCRITÓRIOS JURÍDICOS.

- A gestão versus simples padronização
- Desmistificando o Workflow em processos internos
- Como identificar um software para escritório de advocacia?
- Automatização das tarefas internas

Expositor: Dr. Gustavo Rocha, Advogado, Pós-Graduado em Direito Empresarial com mais de 10 anos de vivência no âmbito jurídico. Atuou como gerente de escritórios de advocacia por mais de 4 anos. Presta consultoria nas áreas de gestão, tecnologia e qualidade para escritórios de advocacia. Possui publicação em livro pela OAB/SC no livro OAB em Movimento, OAB editora: “Reformas Advindas da Lei 10.931/2004 na busca e apreensão em alienação fiduciária”, além de diversos artigos publicados em revistas e periódicos físicos e eletrônicos. Atua também como palestrante e ministra treinamentos in company de gestão e tecnologia.

18h30 Encerramento
18h30 às   19h30 PALESTRA GRATUÍTA

Introdução ao Mercado de Ações

Bianca de Menezes Juliano, Administradora formada pela UFRGS, especialista em Finanças pela FGV, sócia da XP Gestão de Recursos Ltda, agente autônoma de investimentos credenciada pela Ancor e assessora de investimentos da XP Investimentos CCTVM S.A.

INVESTIMENTO

Até 10 de março R$ 90,00
No dia do evento R$ 120,00

INFORMAÇÕES

Fones: (51) 3388.4944
atendimento@gweventos.com.br
www.gweventos.com.br

VALORES E INSCRIÇÃO





Um fraternal abraço e muito sucesso!

Gustavo Rocha
Diretor da Consultoria Gestão.Adv.Br
gustavo@gestao.adv.br
| (51) 8163.3333

Consultoria Gestão.Adv.Br
Gestão, Tecnologia e Qualidade
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A praia e a Gestão

fevereiro 25, 2010 by Gustavo Rocha · 1 Comment
Filed under: Gestão, Gestão.Adv.br, Pensamento 

Final de Fevereiro, quase acabando a época de veraneio e as pessoas começam a ver a praia já com saudosismo.

A praia nos traz uma importante lição que nem sempre é lembrada: O vai e vem das ondas do mar.

Muitas vezes pensamos no mar e sua imponência, mas esquecemos das lições simples, quase óbvias que ele ensina.

Observe o mar: As ondas vem e voltam para ele.  O mar fica mais forte com pequenas gotas de chuvas no seu corpo. O mar se purifica depois de uma tempestade.

Muito similar a como devemos agir em termos de gestão empresarial.

As ondas vem e voltam para o mar.

Muitas vezes em termos de gestão devemos aprender a ir e voltar. A avançar e buscar novos caminhos. Fazer como a água faz: Se não pode superar a pedra, ela desvia e continua seguindo seu curso.

O mar fica mais forte com pequenas gotas de chuvas no seu corpo.

Nem sempre são grandes atitudes que precisam ser feitas para dar resultados bons.  Um sorriso, bom aperto de mão, gentileza.  Atitudes que podem dar um resultado enorme, assim como gotas que projetam um oceano cada vez mais oponente.

O mar se purifica depois de uma tempestade.

Problemas existem e sempre existirão.  Contudo, se focarmos apenas no problema ele continuará sempre existindo. Devemos enfrentá-lo e resolvê-lo. Lembre-se: Se não tem solução, solucionado está.

Mesmo com o final da temporada de praia, não perca os ensinamentos do mar: A água é simples, mas ensina poderosamente.

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