Pensamento de final de semana: A Lição da Borboleta

janeiro 30, 2010 by Gustavo Rocha · Leave a Comment
Filed under: Pensamento 

A borboleta e a psicopedagogia

Lembro-me de uma manhã em que eu havia descoberto um casulo na casca de uma árvore, no momento em que a borboleta rompia o invólucro e se preparava para sair.
Esperei bastante tempo, mas estava demorando muito, e eu estava com pressa. Irritado, curvei-me e comecei a esquentar o casulo com meu hálito.
Eu o esquentava e o milagre começou a acontecer diante de mim, a um ritmo mais rápido que o natural.
O invólucro se abriu, a borboleta saiu se arrastando e nunca hei de esquecer o horror que senti então: suas asas ainda não estavam abertas e com todo o seu corpinho que tremia, ela se esforçava para desdobrá-las.
Curvado por cima dela, eu a ajudava com o calor do meu hálito. Em vão. Era necessário um acidente natural e o desenrolar das asas devia ser feito lentamente ao sol – agora era tarde demais.
Meu sopro obrigara a borboleta a se mostrar toda amarrotada, antes do tempo.
Ela se agitou desesperada, alguns segundos depois morreu na palma da minha mão.
Aquele pequeno cadáver é, eu acho, o peso maior que tenho na consciência. Pois, hoje entendo bem isso, é um pecado mortal forçar as leis da natureza.
Temos que não nos apressar, não ficar impacientes, seguir com confiança o ritmo do Eterno.

Nikos Azanizaki

* * *

Esta pequena história nos faz pensar num dos aspectos do trabalho psicopedagógico, ou seja, sobre o respeito ao aluno e às necessidades de aprendizagem de cada criança.
A lagarta passa por um longo processo de transformação para virar borboleta e poder voar.
A lagarta se alimenta muito para crescer. Este “alimenta-se para crescer” do ponto de vista da psicopedagogia são as experiências que a criança vai adquirindo em contato com as pessoas, os objetos e o mundo em geral.
Há que se selecionar os “alimentos estímulos” mais apropriados para este crescimento.
Depois, ao formar o casulo, a lagarta entra em repouso. Este tempo é necessário para que haja uma assimilação e uma acomodação das experiências, para que o sujeito as possa tomar como suas, fazendo e refazendo, como se construísse o seu casulo.
Mas, há o tempo de sair do casulo e poder voar.
Tempo de mostrar, de expressar, de comunicar.
As formas de mostrar o que se sabe são variadas, às vezes são desenhos, ou são novas brincadeiras, ou, até novas perguntas.
Só que cada lagarta tem seu tempo de casulo e seu tempo de ser borboleta. Não há como forçar e nem como acelerar os tempos, sem o risco de perdermos o vôo da borboleta!

Os comentários sobre a história da borboleta foram feitos por Erzsebet Mangucci – autora do livro “Vivendo a Leitura e a Escrita”, da Solução Editora.

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Revolucionar ou Re-Evolucionar?

janeiro 29, 2010 by Gustavo Rocha · 5 Comments
Filed under: Estratégia, Gestão, Gestão.Adv.br 

Quando você pensa em gestão, organização, planejamento e tecnologia você pensa em revolucionar ou re-evolucionar?

Se você nunca pensou nisto, então revolução é o termo.

Se você já tem um início ou já pensa que organizou o termo é re-evolucionar.

As duas ideias são fundamentais para as empresas, escritórios e negócios hoje em dia.

As mudanças na tecnologia e na organização tem se demonstrado estratégicas para o posicionamento no mercado.

Planejar, organizar e vivenciar a gestão não são apenas termos vazios. São palavras que se utilizadas, vividas como verbo das organizações se traduzem em resultados.

Além disto, a tecnologia mostra-se uma aliada fantástica para a produtividade.

Contudo, apenas os termos são normalmente dores de cabeça.

Para revolucionar ou re-evolucionar o seu negócio a necessidade lastreada em alguns pilares:

* Conhecimento;

* Aplicabilidade prática;

* Análise e reanálise;

* Investimento planejado;

* Alinhamento e escopos reavaliados periodicamente;

Sem pensarmos efetivamente neles, não há como aplicar qualquer mudança.

Veja e reveja o seu negócio.

Inicie com uma reunião para analisar e repensar seus objetivos como sócios. Depois coloque no papel quais mudanças são imperiosas neste momento. Quanto podes investir. Quanto tempo podemos suportar sem resultados (nada é imediato).

Depois destes pensamentos, comece a revolucionar ou re-evolucionar o negócio. Se não sabes como fazer, procure um profissional especializado. Contudo, não deixe de analisar, planejar e executar a revolução e/ou re-evolução no seu negócio.

O sucesso advém do trabalho, esta é a regra.

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Riqueza é um tabu, concordas?

“É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os  ricos  pela  prosperidade.  Para  cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo  que  não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia  de  que  não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la,  e  quando  esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, assim chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível  multiplicar riqueza dividindo-a.”

Adrian Rogers, escreveu em  1931

Este pensamento nos traz uma reflexão interessante e importante: Qual o valor que você dá a riqueza?

Não discorro da riqueza como apenas o dinheiro, mas sim como sucesso, poder, fama, claro, dinheiro e, sobretudo, valor, valoração.

Você vê o dinheiro como problema?

Certamente a resposta será: Claro que não, dinheiro é solução!

Contudo, não falo da resposta óbvia. Falo da reflexão necessária, das atitudes que norteiam o teu caminho.

Quem não vê a riqueza como problema sabe que para crescer é necessário trabalhar. E trabalhar muito. Como se diz no jargão popular “Não existe almoço grátis”. Existem contrapartidas para ações que são realizadas.

Você quer fazer uma parceria?

A primeira pergunta é o que a outra parte vai ganhar com isto?

A segunda pergunta é o que vamos conseguir crescer com a parceria?

A terceira pergunta é qual a chance de termos sucesso?

De posse destas respostas, podes começar a elaborar ou não uma parceria.

Atualmente as parcerias são uma fonte de riqueza. Se você compreende que ao fazer uma parceria não está dividindo, mas sim somando, ótimo.

Agora, se você pensa que somente o outro deve dar algo e você apenas receber, você não sabe trabalhar com a riqueza.

Outra visão deturpada em relação a riqueza é em relação ao que se ganha pelo trabalho. É muito comum o funcionário sentir-se desvalorizado, achar que ganha salário baixo, não sente-se motivado, incentivado, etc.

Contudo, o salário não pode ser o único motivador profissional. E aliás, salário não é riqueza, é dinheiro. Riqueza é mais amplo, é o conceito em si de valoração do dinheiro, da percepção disto.

Voltando, um funcionário deve compreender que o dono do negócio trabalhou arduamente para construir aquele império e hoje recebe por tudo que investiu e trabalhou.

Mesmo concordando que devemos remunerar adequadamente, motivar os funcionários, etc, não podemos deixar de analisar que tudo que foi construído tem um valor, tem um preço.

A mesa, computador, folha, impressora não saem de graça. Não existe nada de graça.

Aproveite este início de ano para repensar seus valores.

Não deixe de ajudar os outros, contudo, valore o quanto cada coisa vale na sua vida.

Não dê valor só porque um produto custa tanto. Tipo, um tubo de oxigênio custa R$ 200,00 (duzentos reais) por exemplo. Este é o valor. Agora, para uma pessoa que não está conseguindo respirar direito, este tanque pode custar a vida.

A valoração é a real riqueza. O valor é apenas dinheiro.

Pense nisto.

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Investir ou não em mídia virtual? Eis a questão.

Sempre que pensamos em mídia virtual algumas pessoas pensam que esta mídia ainda não conquistou o seu espaço, afinal, poucos tem acesso a internet, menos ainda buscam produtos e/ou serviços na própria internet, enfim, o investimento neste tipo de mídia pode ser surpéfulo.

Será?

Vamos pensar nos investimentos virtuais em três óticas: Site, blog e redes sociais.

Desenvolver um site profissionalmente requer um investimento, já um blog e redes sociais podem ser feitos gratuitamente.

O grande segredo é deste tipo de mídia pode ser resumido em três grandes pontos:

Ter foco!

Atualização constante!

Interação!

É fundamental que o site, blog e redes sociais sejam colocados dentro dos objetivos em que você se propõe a ser conhecido e/ou quer divulgar. Se um blog não for atualizado pelo menos semanalmente e as redes sociais quase diariamente, terás poucas pessoas interessadas em seguir teus passos. Se não interagires com ninguém, terás apenas leitores; se interagires, poderá conhecer outras pessoas e ter amigos.

O público alvo é bem diversificado, desde crianças, jovens até a terceira ou melhor idade.

Tanto o é, que até o Papa Bento 16 vê a importância dos padres terem um blog. Leia aqui.

Profissionalmente falando, o acesso a internet é feito por pessoas que tem sede de conhecimento, vontade de ter novos mercados e buscam um espaço que está em plena expansão.

Por óbvio não atinge as massas tanto quanto uma novela na TV, contudo, as mídias sociais estão cada vez mais pertencendo a vida das pessoas, em especial dos jovens e adultos.

Negligenciar este público é dizer ao seu negócio que ele tem data para fechar.

Quem contratará seus serviços daqui alguns anos, se até a leitura do jornal é feita hoje de forma eletrônica e você anuncia no jornal apenas?

Quem contratará seus serviços daqui alguns anos, se não conhecem a sua opinião ou conhecimento sobre este ou aquele assunto, mas o seu concorrente expõe toda semana no blog dele?

Quem contratará seus serviços daqui alguns anos, se para achar uma rua, padaria ou telefone podemos ter tudo isto nos buscadores como google e você nem sequer aparece na sua pesquisa?

É amigo leitor…

O mundo é redondo, gira e está mudando. Não me refiro apenas as mudanças climáticas. Refiro a mudança de mercado e percepção. Isto faz toda a diferença.

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