2010 – O ano em que faremos contato

O título do post de hoje é o título de um filme de 1984: 2010 – O ano em que faremos contato – que era a continuação do 2001 uma odisséia no espaço. Leia mais aqui.

Numa reflexão de 2009, penso que o ano foi muito proveitoso na área jurídica. Tivemos muita evolução tecnológica, mais advogados vendo seus escritórios como empresas, mais gestão, tecnologia e qualidade aflorando na consciência jurídica. O judiciário melhorou em alguns aspectos (processo virtual, certificação,  padronização) e piorou em outros (filas e mais filas, péssimo atendimento cartorário, lentidão, desorganização interna, falta de planejamento).

Foi um ano de muito marketing jurídico, redes sociais e alianças estratégicas.

Penso que clientes, leitores do Blog Gestão.Adv.br e amigos puderam compartilhar conosco estes três pilares com propriedade.

E o que teremos para 2010?

Sonhos, anseios, desejos e principalmente trabalho.

Sim, desejo que você sonhe muito, pois o sonho alimenta nossa esperança e faz a felicidade aparecer nas coisas pequenas, nas concretizações menores, naquilo que é palpável.

Que os anseios que você tem se tornem realidade. Se você busca as coisas boas, elas virão.

Que o desejo invada a sua vida. Deseje a felicidade, o amor, a amizade, o carinho e depois de sonhar, pensar e desejar, faça o principal: Trabalhe.

Que o trabalho em 2010 seja o norte do teu caminho. Não apenas trabalho como forma de satisfação profissional. Trabalho como verbo de construção. Trabalho como vontade de mudança. Trabalho como forma de ver o mundo de uma maneira diferente.

Penso que o filme predestinou a advocacia em 2010.

A advocacia e seu marketing estão totalmente interligados a esta palavra: contatos.

É assim que nascem as redes sejam virtuais e/ou presenciais. É assim que as pessoas confiam uma nas outras. É assim que conseguimos contratar um profissional de serviços.

Tudo são contatos!

Não apenas o contato em si. A demonstração de confiança. A externalização do contato: ou seja, a indicação.

Aprenda que indicar é tão importante e deve ser tão criterioso quanto fazer contatos. Indicar é dar a alguém o seu aval, o seu crédito, a sua boa fama.

Aprender a lidar nas redes é essencial para 2010.

Não basta estar conectado nas redes, ter mil seguidores no twitter, facebook ou plaxo. O importante é estar conectado. É interagir com este público.

Então, resumindo este ano de 2009, 2010 será o ano em que faremos contato!

Deixo um texto de minha autoria como reflexão para esta virada de ano:

Neste ano de 2009…

(escrito por Gustavo Rocha)

Neste ano de 2009 tive inúmeras oportunidades de fazer tudo que quis.

Pude ir ao cinema.

Pude jantar com minha esposa.

Pude trocar de carro.

Pude viajar.

Pude fazer novos amigos.

Pude conservar os velhos amigos.

Pude fazer meu coração feliz com o sorriso de uma criança.

Pude chorar as lágrimas de ver um parente descansar em paz.

Pude caminhar a exaustão e ver que ainda sou capaz.

Pude descobrir a doença e tratar dela.

Pude, realmente pude.

Mas, se fiz ou não, depende exclusivamente de mim mesmo.

Poder vem logo após o querer e vai acontecer se você agir.

A regra é querer, para poder, para ser o verbo da transformação.

Então estamos diante do ano novo.

Faltam poucas horas para 2010…

Muitas promessas, muitos sonhos.

Ano novo, vida nova.

Os sonhos se renovam nesta época mágica de final de ano.

Com certeza você já organizou a virada de ano, está com tudo preparado ou em vias de preparar…

Mais um ciclo encerra-se.

Mais um pedaço da vida cumpre o seu papel e se despede.

Momento ímpar de reflexão para todos nós.

O que queremos para 2010?

O que iremos fazer diferença em 2010?

O que será diferente em 2010?

Por enquanto apenas palavras, volições e expectativa.

Contudo, recorde do início deste texto. Pude. Pode. Poderá. Basta você agir.

Não é o dinheiro o obstáculo para os seus sonhos. Se não pode ser grande, comece pequeno.

Não é o desânimo o obstáculo para os seus sonhos. A vontade e iniciativa devem prevalecer.

Não é a realidade o obstáculo para os seus sonhos. A vontade pode mudar a realidade.

Mude em 2010. Faça diferente. Faça a diferença. E seja muito feliz!

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A tecnologia substitui o profissional?

dezembro 29, 2009 by Gustavo Rocha · Leave a Comment
Filed under: Advocacia, Gestão.Adv.br, Tecnologia 

Sempre lidei com tecnologia, mesmo quando advogava. A advocacia pode muito mais com a tecnologia, contudo sempre defendi que a profissão do advogado é um mister público honroso, que deve ser enaltecido, pois diante de tantas barbáries, opressão de grande monopólios, injustiças sociais, o advogado é o agente que pode minimizar ou quiçá equalizar estas mazelas.

Compartilho uma reportagem interessante, contudo preocupante, sobre a tecnologia e os advogados:

Contratos sem advogados: sistema eletrônico elabora e administra contratos

Pesquisadores europeus desenvolveram um sistema computadorizado capaz de criar, monitorar, gerir, renovar ou cancelar contratos empresariais, tudo de forma automática e sem precisar de advogados.

O objetivo da pesquisa é acelerar as transações online e dar maior segurança e confiabilidade ao chamado e-business.

Contratos de comércio eletrônico

Ao longo de séculos, advogados e juristas vêm desenvolvendo e refinando seu vocabulário a fim de evitar incertezas e ambiguidades na terminologia dos contratos.

Se obter clareza em termos humanos já é uma tarefa hercúlea, desenvolver termos contratuais que possam ser interpretados por computadores é um trabalho ainda maior, que exige vários níveis adicionais de especificações e definições.

Mas os pesquisadores do projeto Contract já fizeram alguns progressos importantes: eles criaram um conjunto de algoritmos capazes de fazer uma validação efetiva – tanto online quanto offline – de contratos fechados em transações de comércio eletrônico.

Uma pessoa física, uma empresa ou qualquer outro tipo de organização, podem usar o programa para verificar se existem conflitos entre um novo contrato que está prestes a ser assinado e outros contratos já em andamento.

O programa também aponta obrigações que estão sendo assumidas mas que serão difíceis de cumprir, como prazos inexequíveis, cláusulas conflitantes e prazos indeterminados.

Linguagem contratual eletrônica

“Para desenvolver uma linguagem contratual eletrônica, nós tivemos dois desafios principais,” conta Javier Vázquez-Salceda, da Universidade Politécnica da Catalunha, na Espanha, que é coordenador do Projeto Contract.

“Nós tivemos que encontrar uma linguagem contratual que fosse expressiva o suficiente para ser capaz de abarcar uma grande variedade de cenários de acordos contratuais e que, ao mesmo tempo, pudesse ser traduzida em termos adequados a serem usados em um programa de computador.”

A solução foi encontrada na inteligência artificial e em estudos conceituais de grupos de pesquisadores que estudam essas questões legais em termos teóricos. “Eles possuem teorias formalmente definidas de conceitos importantes, como norma, obrigação, permissão, violação etc, e algumas abordagens para a verificação de normas, compliance e monitoramento. Mas a maioria dessas teorias nunca havia sido traduzida em sistemas práticos,” conta o pesquisador.

Contratos eletrônicos

O segundo desafio estava em um hiato existente entre as capacidades que os sistemas eletrônicos já têm e a capacidade que a elaboração de administração de contratos exige.

No nível mais baixo, os computadores são capazes de entender tarefas como transferir dinheiro entre duas contas ou indicar quando um prazo expirou. Mas ligar os conceitos contratuais de alto nível, tais como obrigação e permissão, em ações de baixo nível, tipicamente operacional, mostrou-se um grande problema.

Um problema difícil, mas não insuperável. Os pesquisadores desenvolveram uma arquitetura de dois níveis para tornar mais fácil sua linguagem eletrônica de contratos. Isto deu flexibilidade aos contratos eletrônicos.

No nível mais alto, o contrato pode especificar que um pagamento precisa ser feito numa certa data e num determinado valor. O sistema então tenta mapear, no nível mais baixo, o que ‘pagamento’ realmente significa e quais serviços atendem à necessidade de realizá-lo.

Gerente eletrônico de contratos

A linguagem eletrônica de contratos inclui ainda cláusulas contratuais muito mais definidas. As descrições operacionais da linguagem incluem protocolos para permitir que o próprio sistema eletrônico gerencie o contrato.

Isto permite que o “gerente eletrônico de contratos” ative, cancele ou suspenda contratos em determinadas circunstâncias ou quando algum evento específico ocorrer, como um fato previsto em uma cláusula de penalidades.

O sistema eletrônico de contratos já foi avaliado em situações reais de negócios, incluindo um contrato de manutenção de aviões, que prevê todos os serviços que devem ser feitos em prazos definidos, assim como o suprimento e a manutenção de um estoque mínimo de peças de reposição.

Um segundo estudo de caso envolveu o acompanhamento de um contrato de manutenção de carros de uma companhia seguradora, que prevê critérios de qualidade, preço e prazo dos consertos dos veículos.

Uma universidade da República Tcheca já está utilizando o sistema para acompanhar os contratos com seus alunos e a empresa Fujitsu está usando o programa para criar um sistema de monitoramento de contratos de desenvolvimento de programas de computador.

Baixar gratuitamente

O conjunto de ferramentas e bibliotecas para a celebração e acompanhamento de contratos foi colocado à disposição do público na forma de software livre, podendo ser baixado gratuitamente no site do Projeto Contracts.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=contratos-sem-advogados-sistema-eletronico-elabora-administra-contratos&id=010150091222&ebol=sim

Este será o fim dos advogados?

No Brasil já estamos com uma ditadura velada do judiciário, em que os profissionais estão sendo tolidos de pensar de uma forma diferente do que a justiça diz que é justiça. Leia mais aqui.

Agora um software que diz o que deve ou não ter num contrato sem o aval de um profissional… O que está acontecendo?

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Você tatua a sua marca?

Semana passada uma notícia me chamou atenção: “Tatuar sanduíche rende desconto vitalício de 25% em lanchonete de Ohio”.  Leia a reportagem aqui.

Já pensaste? Tatuar no seu próprio corpo um sanduíche para ter um desconto?

Parece irreal, mas aconteceu e tem adeptos.

Quer dizer, existem pessoas que estão dispostas a dizer a todos, de forma vitalícia, que a marca de sanduíche que elas gostam está ali, presente, e lhes rende um desconto.

É apenas pelo valor que eles tatuam? Óbvio que não.

Existe o potencial da marca. A crença em que a marca lhes representa algo de bom.

E, a propósito, o que você anda fazendo para sua marca ter o mesmo efeito?

Não precisa sair por aí oferecendo desconto nos honorários se alguém fizer uma tatuagem… Mas, pensando bem, é importante conversar com o cliente, oferecer a ele além de resultados, ideias e soluções, oferecer carinho, atenção, uma bala, um bombom, uma lembrança de final de ano, um e-mail, enfim, algo que não seja apenas cobrança.

Como é comum ouvir: Meu advogado só lembra que eu existo quando eu fico devendo. Ou seja, precisamos informar, dar atenção ao nosso cliente.

E o que é isto senão tatuar na sua alma, no seu âmago a nossa marca?

Não precisamos da prova física.

Precisamos da marca indelével que uma indicação pode proporcionar.

Precisamos da confiança que é concedida a marca (escritório, pessoa) que confiamos.

Precisamos da palavra (indicação) que expondo nossas atitudes pode refletir em novos negócios.

Enfim, precisamos tatuar em nossos clientes a nossa marca!

Faça disto a sua meta para 2010.

Tatue seu nome, sua marca na mente, corações e palavras do seu cliente!

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Pensamento de final de semana: Crie relacionamentos saudáveis

dezembro 26, 2009 by Gustavo Rocha · Leave a Comment
Filed under: Pensamento 

Separei este texto do Roberto Shiniashiki para deleite de vocês nesta época em que o amor, vida, perdão e reflexão invade nossos corações.

 

CRIE RELACIONAMENTOS SAUDÁVEIS – Por Roberto Shinyashiki

Precisamos resgatar a beleza da generosidade com pontos de vista divergentes e ter a curiosidade de conhecer uma forma de pensar diferente da nossa .

Conviver não é um ato facultativo em nossas vidas . É vital, seja no ambiente familiar, seja no profissional. Um trabalhador nunca pede demissão da empresa, e sim de seu chefe . A maneira como um líder se relaciona com as pessoas define sua qualidade como profissional e também como ser humano .

O líder precisa se relacionar, seja na sociedade, no trabalho, na família, no relacionamento amoroso ! Mesmo que seu ritmo de trabalho seja intenso, é muito importante conversar com as pessoas do seu dia-a-dia . É uma forma saudável de mostrar a todos que os valoriza e também de saber como suas vidas e projetos estão andando .

Conviver é permitir que todos tenham chance de participar da criação dos resultados e se sintam respeitados .

Líderes que não sabem se relacionar são fontes de tensão. Precisamos criar um ambiente saudável. A maioria das empresas e das famílias vive poluída de ressentimento, culpa e insegurança . É nosso dever lutar para que a compreensão e a cooperação imperem no trabalho e em casa .

Precisamos resgatar a beleza da generosidade com pontos de vista divergentes e ter a curiosidade de conhecer uma forma de pensar diferente da nossa . Essas virtudes criam a beleza de nossa passagem por este planeta azul .

Vejamos, então, algumas sugestões de como desenvolver ótimos relacionamentos, dignos de um líder pra valer .
1. Conversar.

O casal até conversa sobre decoração, mas quase nada sobre o lar que deseja construir. Os pais orientam os filhos, mas poucos perguntam sobre seus sonhos. Os filhos costumam reclamar que os pais não entendem o que eles dizem, mas não se dispõe ao diálogo.

Nas empresas, discutem-se projetos, mas não se abrem espaços para que anseios sejam compartilhados.
Precisamos deixar nossa imaginação voar com um companheiro. Criar tempo para conhecer o outro é fazê-lo entrar em nosso mundo.  Conversar, antes de mais nada, é ter curiosidade sobre o mundo do outro, é olhar essa pessoa com os olhos do novo.

2. Confrontar.

Acontecimentos desagradáveis ou sem interesse fazem parte de nossa vida. No entanto, é fundamental dizer às pessoas, de maneira direta, firme e clara, quando uma atitude incomoda. Quando não expressamos nosso desagrado, corremos o risco de nos afastar, negando ao outro a oportunidade de nos conhecer.
Aí vai uma sugestão: é fundamental resolver uma questão antes de se iniciar outra. Em geral, a pessoa confrontada põe na mesa outro tema que a incomoda. Mas insista e se comprometa em conversar sobre a insatisfação dele depois. Lembre-se de que cabe à pessoa confrontada a decisão de mudar ou não. Aí, é sua opção continuar ou não com esse relacionamento.

3. Pedir desculpas.

Do mesmo modo que é impossível viver sem que alguém pise em nosso calo, é difícil passar pelas pessoas sem cometer algum erro ou sem incomodá-las. No entanto, quando negamos um erro, agravamos a situação.
Reconhecer o próprio erro e pedir desculpas são demonstrações de humildade e de valorização do outro. É ter consciência do mal-estar gerado pela conduta inadequada e assumir o compromisso de agir diferente da próxima vez. É dizer “Você é importante para mim” de forma sensível.

4. Elogiar.

Todo mundo tem necessidade de ser reconhecido, de saber que provoca admiração. A imagem que as pessoas fazem de si mesmas se reflete na forma como elas arriscam na vida. Um colaborador precisa saber que é importante para sua equipe, de maneira a ousar sempre mais.
Quando as pessoas se consideram valorizadas e capazes, as mudanças ficam mais fáceis. E ao elogiar alguém, além de demonstrar suas virtudes, você revela que reconhece um bom profissional.  Infelizmente, a maior parte das pessoas acredita que, para ajudar alguém a crescer, é preciso criticar os erros dos outros. As dicas são importantes, mas elogiar é essencial. Revelar admiração pelas pessoas só enriquece os relacionamentos.

5. Agradecer.

Na Índia, alguns mestres dizem que a pessoa iluminada vive em estado de gratidão. Quando se agradece a alguém, reconhece-se a comunhão entre duas pessoas e cria-se a energia que fará a celebração se repetir.
Agradecer é a melhor maneira de aumentar a comunhão com as pessoas que são importantes para você. Mas agradeça também ao seu concorrente, que não deixa você se acomodar. Agradeça àquele comprador difícil, que obriga você a crescer para conquistá-lo. Agradeça aos problemas que o tornam um guerreiro preparado para campeonatos mais difíceis.

6. Pedir ajuda.

Todos os seres humanos passam por momentos de fragilidade, insegurança e confusão. Quando isso acontece, há três reações prováveis. Isolar-se, para que os outros não descubram a necessidade de ajuda. Manipular, a fim de que os outros prestem ajuda por se sentirem pressionados pelo medo ou pelo sentimento de culpa. E, a mais indicada, pedir ajuda.
Somente as pessoas com elevada autoestima revelam fragilidades e mostram que confiam no outro. Pedir ajuda valoriza os conhecimentos do parceiro, mostrando que suas opiniões e ideias são importantes. E, quando todos se sentem aptos e importantes, a equipe fica mais forte!

 

Roberto Shinyashiki é psiquiatra, palestrante e autor de 13 títulos, entre eles: Os Segredos dos Campeões, Tudo ou Nada, Heróis de Verdade, Amar Pode Dar Certo, O Sucesso é Ser Feliz e A Carícia Essencial

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