Recentemente conversamos sobre operação e estratégia – neste post – e quando pensamos em dia do trabalho, que por razões desconhecidas é um feriado, pensamos em um dia de comemorar o trabalho em si, reivindicar direitos, etc.

Vimos na TV inúmeras manifestações políticas, sindicatos, etc. Mas, não vemos ninguém defendendo o que realmente mantém o trabalho: a estratégia.

Sem ter estratégia, não há negócios. Sem negócios, não há empresas. Sem empresas, não há funcionários. Sem funcionários, não há trabalho. Lógica simples e direta.

Reflita sobre estratégia.

Faça o seu trabalho, mas pense em como o negócio em que você trabalha pode ser mais produtivo.

Por exemplo, se você é estagiário de direito e faz fórum todos os dias, você pode pensar: Mas o meu trabalho é simples, direto, faço parte da operação e não da estratégia.

Ledo engano.

Justamente por estar na operação – e conhecê-la bem – você pode sugerir mudanças fundamentais na parte estratégica da empresa.

Hoje em dia, as empresas que escutam seus funcionários reduzem custos, ampliam possibilidades, enfim, crescem.

Leiam neste post uma simples idéia econômica que reduziu mulhões de dólares.

Aproveite o feriado do dia do trabalho para refletir e pensar.

São ideías simples que transformam operarios em patrões, funcionários em sócios…

Bom feriado!

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Quem conhece o meu trabalho sabe que estas duas palavras são vocabulário certo no meu dia a dia.

O que é estratégia no escritório de advocacia e o que é operação.

Sem muitas firulas:

Estratégia: Não apenas o planejamento, mas inclusive execução inicial de planejamentos que irão reestruturar, organizar, modificar e quiçá revolucionar o escritório.

Operação: Somente a execução das tarefas rotineiras que a estratégia já delineou.

Mas, afinal de contas, o que importa esta diferença?

Simples, na primeira – estratégia – reside a real chance de retorno financeiro, ampliação do negócio, etc. Na segunda – operação – é o desenvolvimento para manutenção daquilo que o escritório já possui.

OU SEJA,

Se penso em captar um nicho de mercado novo, estou na estratégia;

Se já executo aquele serviço para o cliente, estou na operação;

Se opto por ofertar um novo produto ao meu cliente, estou na estratégia;

O desenvolvimento deste novo produto é operação;

QUER DIZER,

Se você consegue ficar na estratégia estás aumentando as chances do escritório se desenvolver. Se o seu tempo é restrito a prazos, telefonemas, fornecedores, etc, seu tempo é de operação e, portanto, estás limitado a mesma gama de atividades que já possui.

Em bom português: Se apenas a operação é a realidade do teu escritório, CUIDADO! A luz vermelha do risco está acesa…

Reserve um tempo para estratégia. Não fique apenas na operação. Somente com a incessante busca do crescimento é que a sobrevivência existe.

Pense nisto!

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Um artigo interessante da Legally Minded dá dicas sobre Marketing Jurídico, dizendo quanto tempo se gasta por semana para manter estas dicas ativas.

Para ler o artigo em inglês clique aqui. Para ler uma versão traduzida, clique aqui.

Destaco algumas destas dicas:

1. Perfil no LinkedIn. Para quem não conhece, o LinkedIn é uma rede social, similar ao orkut, mas voltada exclusivamente para os negócios. Você leva uns 5 minutos para preencher os formulários básicos no máximo. Agora, o ideal e diferencial é preencher o perfil completo e convidar todos da sua rede para te conhecerem e reconhecerem por lá. Neste perfil você pode ser recomendado por outras pessoas, o que de certa forma é um aval de quem te conhece. Vale a pena. Se estiveres por lá, meu perfil é http://www.linkedin.com/in/gestaoadvbr

Você deve gastar em média uns 15 minutos por semana para atualizar partes do perfil (ele “puxa” as atualizações do Twitter e do teu Blog) e conhecer novas pessoas.

2. Perfil no Twitter. Eu já escrevo sobre twitter há bastante tempo. Leia mais aqui. Agora, realmente não demora muito para atualizar o Twitter. O importante é não esquecer de atualizar o Twitter e as outras ferramentas. Este micro-blogging é uma ferramenta poderosa de divulgação, fixação de marca e opinião entre o escritório e o cliente.

3. Blog. Outra dica que sempre discorro a respeito. Leia mais aqui. O tempo de atualização semanal é de uma hora, aproximadamente. Claro, pode se dedicar mais tempo ao Blog, mas isto é uma variação de escritório para escritório.

Agora vamos pensar no seguinte: Você está atucanado com prazos, precisa investir em marketing jurídico, mas não tem tempo.

Tem solução!

Recentemente um parceiro ofertou um produto muito interessante: Por um valor fixo mensal, é disponibilizado ao escritório de advocacia um serviço que engloba publicação no site do escritório, reformulação do site – caso seja necessário – publicação dos artigos/noticias no Blog do escritório, Twitter e outras ferramentas sociais. Ou seja, em bom português: uma terceirização especializada da divulgação do escritório.

O serviço conta com uma profissional de jornalismo para elaboração de publicações mais técnicas e perfectibilizadas. Penso que vale a pena, pois o advogado pega uma notícia ou decisão, faz um e-mail para empresa, e esta faz o resto.

A advocacia mais uma vez está criando espaços para profissionais de diversas áreas. Assim como jornalistas estão se especializando neste mercado, já temos engenheiros organizando processos internos de grandes bancas brasileiras, temos psicólogos e psicoterapeutas atuando conjuntamente em ações judiciais, e assim por diante.

Como afirmei neste artigo, repense a advocacia.

O mundo está em constate evolução. E você?


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Você não leu errado: As redes sociais estão se tornando mais populares e importantes que o email.

Enviamos emails para várias pessoas e estas pessoas tem que retransmitir o que enviamos, como se fosse uma corrente, que pode a qualquer momento parar.

Na rede social, colocamos a disposição de qualquer pessoa acessar esta informação.

Na rede social, a informação é indexada com os motores de busca.

Na rede social, além dos seus amigos, os amigos dos seus amigos tem acesso direto.

Um estudo publicado no portal Law Marketing trouxe números surpreendentes do crescimento das redes sociais.

Para ler o estudo em inglês clique aqui. Para acessar uma versão traduzida, clique aqui.

Cerca de 2/3 da população que acessa a internet a nível mundial utiliza alguma rede social ou blog.

Já pensaste na possibilidade deste mercado?

Leia mais sobre redes sociais aqui.

Analisando apenas um dado do estudo, já temos a dimensão: O crescimento de tempo utilizado com redes sociais e blogs é três vezes maior que que o próprio crescimento da internet.

E você? Está esperando o quê para criar o seu blog e participar das redes sociais?

Tem dúvidas? Então  clique aqui.

Um excelente início de semana!

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Como já preparei para o próximo feriado posts especiais em comemoração a data, hoje quero dividir com vocês um texto belíssimo de Kahlil Gibran do livro “O Profeta” sobre O Trabalho.

Boa leitura!

O TRABALHO

Então, um lavrador disse: “Fala-nos do trabalho.”

E ele respondeu, dizendo:

“Vós trabalhais para acompanhar o ritmo da terra, e da alma da terra.
Pois ser indolente é tornar-se estranho às estações e afastar-se do cortejo da vida, que avança com majestade e orgulhosa submissão rumo ao infinito.

Quando trabalhais, sois uma flauta através da qual o murmúrio das horas se transforma em melodia.
Quem de vós aceitaria ser um caniço mudo e surdo quando tudo o mais canta em uníssono?
Sempre vos disseram que o trabalho é uma maldição, e o labor, uma desgraça.
Mas eu vos digo que, quando trabalhais, realizais parte do sonho mais longínquo da terra, desempenhando assim uma missão que vos foi designada quando esse sonho nasceu.
E, apegando-vos ao trabalho, estareis na verdade amando a vida. E quem ama a vida através do trabalho, partilha do segredo mais íntimo da vida.
Mas se, em vossas dores, chamardes o nascimento uma aflição e a necessidade de suportar a carne, uma maldição inscrita na vossa fronte, então eu vos direi que só o suor de vossa fronte lavará esse estigma.

Disseram-vos que a vida é escuridão; e no vosso cansaço, repetis o que os cansados vos disseram.
E eu vos digo que a vida é realmente escuridão, exceto quando há um impulso.
E todo impulso é cego, exceto quando há saber. E todo saber é vão, exceto quando há trabalho.
E todo trabalho é vazio. exceto quando há amor.
E quando trabalhais com amor, vós vos unis a vós próprios, e uns aos outros, e a Deus.
E que é trabalhar com amor?
É tecer o tecido com fios desfiados de vosso próprio coração, como se vosso bem-amado fosse usar esse tecido.
É construir uma casa com afeição, como se vosso bem-amado fosse habitar essa casa.
É semear as sementes com ternura e recolher a colheita com alegria, como se vosso bem-amado fosse comer-lhe os frutos.
É pôr em todas as coisas que fazeis um sopro de vossa alma,
E saber que todos os abençoados mortos vos rodeiam e vos observam.

Muitas vezes ouvi-vos dizer como se estivésseis falando no sono: “Aquele que trabalha no mármore e encontra na pedra a forma de sua alma é mais nobre do que aquele que lavra a terra.
E aquele que agarra o arco-íris e o estende na tela sob formas humanas é superior àquele que confecciona sandálias para nossos pés.”
Porém, eu vos digo, não no sono, mas no pleno despertar do meio-dia, que o vento não fala com maior doçura aos carvalhos gigantes do que à menor das hastes da relva;
E grande é somente aquele que transforma o ulular do vento numa canção tornada mais suave pela sua própria ternura.

O trabalho é o amor feito visível.
E se não podeis trabalhar com amor, mas somente com desgosto, melhor seria que abandonásseis vosso trabalho e vos sentásseis à porta do templo a solicitar esmolas daqueles que trabalham com alegria.
Pois se cozerdes o pão com indiferença, cozereis um pão amargo, que satisfaz somente a metade da fome do homem.
E se espremerdes a uva de má vontade, vossa má vontade destilará no vinho seu veneno.
E ainda que canteis como os anjos, se não tiverdes amor ao canto, tapais o ouvido do homem às vozes do dia e às vozes da noite.”

Um excelente final de semana!!!

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Estamos particpando do movimento Blog Voluntário – http://www.blogvoluntario.org.br/ – e iremos compartilhar dicas!

Acesse dicas de como fazer um blog aqui.

Acesse dicas de como fazer twitter aqui.

Acesse dicas sobre redes sociais aqui.

Participe do voluntariado!

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Abordagem prática: A tecnologia como diferencial competitivo para escritórios de advocacia. Com este título tive o meu artigo publicado no Jornal a Comarca.

Leia o início do artigo:

“Muitos gestores e sócios de escritórios se questionam acerca de investir em tecnologia. Alguns buscam responder perguntas como: Qual o retorno deste investimento? Será que preciso de tecnologia além do que já possuo? Será que terei benefícios práticos ou apenas aparência? E assim por diante.

Hoje, a tecnologia não é uma moda do momento. A tecnologia pode e deve ser utilizada como diferencial competitivo.

Alguns exemplos práticos da tecnologia bem empregada como diferencial competitivo.

Redes Sociais: Orkut, LinkedIn, Plaxo – Pulse, etc

Alguns advogados se perguntam o que pode ser útil estar em redes sociais, afinal a fama é da rede social ser uma espécie de diário da vida das pessoas e não agrega valor ao lado profissional. Ledo engano.

Qual o princípio número zero – ou seja, vem antes do número um – do marketing jurídico permitido pela OAB? – Ter, manter, organizar e disseminar uma rede de contatos.

Como chegar naquele presidente da empresa X? Ora, será que ele não estudou com aquele cabeleireiro que corta o seu cabelo? Pode ser que sim. Este tipo de realidade ocorre muito mais do que imaginamos. As redes sociais geram relacionamentos, contatos nacionais e internacionais, fazem a parte de organização destes contatos, enfim, conseguem potencializar a nossa rede de networking.”

Gostou do artigo? Continue lendo no Jornal a Comarca, acesse aqui.

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Esta foi a pergunta desafiada pelo site CHMKT há alguns dias atrás.

Proponho a minha resposta:

Sinceramente, conselho se fosse tão bom, se vendia, mas penso que o melhor que o jovem pode fazer em termos de planejamento é estudar. Usar da percepção de mundo. Aproveitar o conhecimento em internet e mídias sociais para interagir e organizar melhor o seu mundo.

Uma idéia interessante de planejamento é utilizar da metodologia PDCA. Colaciono parte de um artigo publicado há alguns dias:

“Na prática: Por exemplo, o escritório quer controlar melhor a saída de documentos para o fórum. Executando o PDCA temos:

Plan – Planejamento – organiza as idéias de como fazer o controle, pode ser via sistema de gestão do próprio escritório ou mesmo com uma planilha;

Do – Fazer – ele põe em prática a idéia planejada, fornecendo aos executores o que deve ser feito.

Check – Verificar – Verifica-se após 30 dias como está indo o controle planejado e colocado em prática e anotam-se eventuais problemas, idéias, correções.

Act – Agir – Agenda-se reuniões de análise crítica para debater mudanças e voltar ao planejamento de como estas mudanças poderão ser postas em prática para serem verificadas e posteriormente analisadas eventuais falhas, ou seja, toma-se atitude para rodar novamente o PDCA em prol do crescimento.”

Leia mais sobre este tema aqui.

Outra sugestão é utilizar das redes sociais para conhecimento de mercado e assim análise racional do que pode ser feito. Sobre este tema, leia aqui.

Todavia, no meu ponto de vista, nada melhor para planejar do que primeiro conhecer a si mesmo, depois o mundo ao seu redor, para depois poder olhar possibilidades e perspectivas sob mais de um ângulo, mais de uma visão e escolher aquela que julgar mais adequada.

Planeje!

Busque a realização deste planejamento!

Divida com algumas pessoas este sonho. Pode ser mais fácil dividindo-o.

E você? Já planejou o amanhã ou ainda sonha com o passado?

Acorde!

O futuro pertence aos que viveram o passado e planejaram no presente! (Gustavo Rocha)

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Na semana passada postei aqui um artigo fazendo uma análise de mercado sobre uma pesquisa publicada. Veja aqui.

Hoje vou analisar uma pesquisa publicada no Blue Bus.

A pesquisa foi realizada com 390 meninos e meninas de idade entre 15 e 19 anos.

Colaciono dois trechos da entrevista:

“O trabalho de campo, que entrevistou 390 meninos e meninas, entre 15 e 19 anos, das classes A, B e C, foi feito no mês passado. Os resultados mostraram que nada menos que 89% desses jovens praticam algum esporte. Se você pensou que o futebol ficou em primeiro lugar, errou - a maior parte deles (43%) pratica caminhadas. O velho esporte bretao ficou em 2o lugar, sendo disputado por cerca de 1/3 dos entrevistados. É claro que sao as moças as culpadas por esse resultado – depois de caminhadas, elas preferem dança, nataçao, vôlei e corridas. Já os rapazes gostam mesmo de correr atrás de uma bola – 52% praticam futebol e 39% futsal. Na sequência, vêm caminhada, corrida e nataçao. Os adolescentes brasileiros gastam em média de 1 a 2 horas por dia fazendo esportes. Na divisao do tempo dessa garotada, a prática esportiva perde para dormir, acessar a web, estudar, escutar música e ver TV.”

Para falar com esses consumidores, a internet é o meio mais eficaz – 60% deles se informam sobre as marcas pela web, contra apenas 20% que fazem isso através da TV aberta. Prova da força da internet é que se tivessem que levar apenas um meio de comunicaçao para uma ilha deserta, 61% carregariam um computador. Nesse cenário, é natural que a maioria forme opiniao sobre determinada marca ou produto a partir do site da empresa ou do testemunho de outros consumidores.”

Você tem dúvida que a internet é a forma da comunicação atual?

Basta raciocinar: Se com idade entre 15 e 19 anos 61% carregam um computador para uma ilha deserta, imagine daqui a 5 ou 10 anos?

Quer dizer, daqui a 5 ou 10 anos, potencialmente estes consumidores vidrados em internet escolherão a marca através da web. E se a sua marca não estiver na internet?

Ou pior, estiver de forma não atrativa?

Ou ainda pior, estiver sendo denegrida?

A sociedade evolui e o direito deve acompanhar. A advocacia não pode aguardar que os valores dos anos 60/70/80 permaneçam pela eternidade. Os valores dos anos 90/2000 estão vigorando a cada ano.

Daqui a 10 anos o seu escritório estará em pleno vapor, mas com um cliente completamente diferente.

Um cliente que lê, busca informações, compara informações, quer informações antes de selecionar o serviço e confia não apenas em indicações, mas igualmente em comentários de blogs, afirmações do Orkut, LinkedIn, etc.

Leia mais sobre este assunto aqui.

Reflita sobre este tema e prepare agora o seu escritório. Quanto antes iniciar, antes começará a colher os frutos!

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Este artigo foi extraído do site CHMKT, especialmente para compartilhar com vocês neste feriado:

Dois episódios ocorridos nas últimas semanas nos deram uma prévia dos novos desafios que as marcas enfrentarão em uma realidade na qual qualquer pessoa é capaz de criar conteúdo e disseminá-lo para milhões de pessoas em questão de segundos. Ambos mostraram como as empresas não estão preparadas para lidar com o novo fluxo de informações da era das redes sociais. Vamos aos fatos:

Fato 1 – O sumiço dos livros GLS no Amazon.com

Durante o final de semana da Páscoa, todos os livros de temática GLS disponíveis no site de compras foram removidos do seu ranking de vendas e dos resultados de buscas feitas pelos usuários. Assim que o fato foi percebido pelos internautas, a notícia correu as redes sociais e indignou milhões de pessoas, que acusaram a empresa de censurar este tipo de conteúdo por preconceito. O episódio enfureceu os ativistas GLS norte-americanos e mandou por água abaixo a reputação que a empresa tinha de ser moderna e tolerante. Para piorar a situação, a Amazon só emitiu seu primeiro comunicado oficial sobre o incidente 3 dias depois, responsabilizando um ataque hacker pela situação. A posição vem sendo colocada em dúvida pelos internautas, que alegam que a empresa queria mesmo censurar este tipo de publicação e voltou atrás depois de tanta polêmica. Seja de quem for a culpa, a maneira como a crise foi conduzida acabou gerando danos gravíssimos à marca. E isso deve custar caro.

Fato 2 – O lanche “batizado” da Domino’s no Youtube

Dois funcionários de uma franquia da rede de fast food norte-americana Domino’s postaram no Youtube um vídeo no qual faziam coisas absurdas no sanduíche que seria entregue a um cliente. O conteúdo é realmente nojento (veja o vídeo aqui). O motivo da sabotagem: estavam irritados com a repreensão do chefe e, por isso, queriam se vingar. No primeiro momento a rede adotou o silêncio como tática e providenciou a retirada dos vídeos. Já era tarde: milhões de pessoas haviam visto a situação, e o vídeo havia sido espalhado por toda a rede. Frente à repercussão, a Domino’s voltou atrás e colocou o presidente da empresa para pedir desculpas em um vídeo no YouTube. Também foi anunciado que os funcionários responsáveis pelo vídeo haviam sido presos. Graças a uma brincadeira de mau gosto, a reputação de uma empresa com mais de 50 anos de tradição foi seriamente comprometida. Para evitar futuros incidentes, a empresa está cogitando a proibição de câmeras de vídeo em suas lojas.

Diante desses 2 episódios, temos 10 lições valiosas que podem (e devem) ser aprendidas pelas empresas para se adaptar a esta nova realidade:

1 – As regras mudaram. O cenário atual é bem confuso para empresas acostumadas a fazer negócios de maneira tradicional, com base nas regras pré-internet. Estamos na era do diálogo, da colaboração e da comunicação em tempo real. Não é só a forma de nos comunicarmos que mudou, mas também a forma como os produtos são criados, vendidos, comprador e avaliados. O poder está na mão das pessoas, e não mais das organizações. Portanto, empresas com métodos à moda antiga e nada transparentes podem ter sérios problemas.

2 – Não subestime o poder da internet. Muitos continuam não acreditando ou não tendo uma verdadeira idéia da força da internet em relação a tudo o que acontece hoje no mundo, principalmente, nos processos de mobilização social. Um simples deslize pode se tornar público em questão de segundos, e as pessoas irão se posicionar sobre o assunto perante outras milhares de pessoas. O processo de formação de opinião mudou. Quem dita as regras são as pessoas comuns.

3 – As empresas tem um motivo a mais para manter seus stakeholders satisfeitos. Pessoas contentes, que gostam da sua marca ou produto, dificilmente irão querer acabar com a sua reputação. Portanto, é preciso ter um ótimo relacionamento com seus clientes, funcionários, sociedade, e todos os envolvidos direta ou indiretamente com a sua marca. Lembrem-se: eles tem um canal direto com o mundo caso desejem falar mal de você. E esses dois casos mostraram aos insatisfeitos do mundo todo como eles podem agir.

4 – Monitore sua marca 24 horas por dia – todos os dias. Na nova realidade, as pessoas estão conectadas o tempo todo, e a informação flui em tempo real. Ficar sabendo de problemas dessa magnitude só no dia seguinte pode custar muito caro. Além disso, seja proativo. Não espere problemas acontecerem. Se descobrir que alguém está zangado com a sua marca, procure saber o motivo real e resolver na hora. Além disso, treine todos os seus funcionários sobre como lidar com essa nova realidade. Eles podem ser grandes guardiões da marca.

5– Estabeleça uma presença confiável em blogs e redes sociais. Se as duas marcas tivessem um relacionamento estabelecido com seus clientes nas redes sociais e através de um blog oficial ou blogs parceiros, poderiam ter resolvido as situações de forma rápida e efetiva. Esses canais também funcionam como uma forma para os defensores da marca avisarem a empresa sobre situações assim. Uma dica: sempre que problemas forem relatados nesses canais de comunicação, agradeça a pessoa por levar a situação ao conhecimento da empresa, e diga que a questão será resolvida o mais rápido possível. Mas não basta ter discurso apenas. É preciso resolver de verdade.

6 – Imponha limites e informe a todos sobre as consequencias. Se soubessem que acabariam presos, aqueles funcionários da Domino’s, provavelmente, teriam pensado duas vezes antes de agir. A falsa idéia de que o que se faz na internet não é passível de punição ainda está na cabeça de muita gente. Portanto, as organizações devem deixar claro a todos os empregados que danificar a sua reputação, seja onde for, pode ter conseqüências desagradáveis. Além disso, é importante que saibam o que é e o que não é permitido durante o horário de trabalho.

7 – Estabeleça o diálogo onde ele está acontecendo. As duas empresas foram primeiro à mídia tradicional, deixando de fora blogs e redes sociais. Resultado: o episódio chegou às massas e o público que necessitava de esclarecimentos ficou de fora. Portanto, não dá para ignorar as novas mídias. São milhões de pessoas conversando em tempo real. O Amazon.com esperou 3 dias até soltar um comunicado na imprensa, enquanto um dos seus principais executivos de tecnologia está no Twitter e não se pronunciou sobre o assunto. Do ponto de vista dos internautas, foi uma demonstração de descaso. Esta omissão só complicou a situação.

8 – Seja sincero. Quando um problema surge na internet, é melhor a empresa se dirigir aos internautas dizendo que desconhece a origem do problema e que vai apurar e divulgar os motivos do que se manter calada. Dizer que não sabe, não deve ser motivo de vergonha para ninguém. E sim uma maneira de não gerar mais especulações. Resolvido o problema, diga o que a empresa está fazendo para que, no futuro, ninguém receba em casa um sanduíche “batizado”. Mas lembre-se: cumpra com tudo o que prometer.

9 – Humanize a comunicação com o cliente. Em situações delicadas, o consumidor quer ver e ouvir pessoas nas quais pode confiar dentro da empresa. Isso vale para qualquer tipo de crise. No caso da Domino’s, foi o presidente quem falou. Mas e as outras pessoas que são parte do processo? O gerente da loja, o dono da franquia,os outros funcionários, o que acham da situação? Obviamente, o pessoal da comunicação institucional também deve estar envolvido para a alinhar as respostas e traças as táticas anti-crise. No entanto, para que o consumidor acredite na sua versão dos fatos, é preciso humanizar a resposta o máximo possível.

10 – Tenha uma estratégia pronta para ser implementada. A grande falha de ambas as empresas foi não ter uma estratégia para uma crise desse tipo. Se a empresa tem um número alto de seguidores no twitter, por exemplo, fica mais fácil falar com um número grande de pessoas. Se ela monitora sua marca na web, sabe quem são os seus defensores e como eles podem ajudar nessa hora. Se a relação entre a organização e seus stakeholders vai bem, a credibilidade é alta. E se as diretrizes para resolver problemas assim estiverem bem estabelecidas, dá pra partir logo à ação. No entanto, é impossível fazer isso tudo depois que o problema aparece. Já é tarde demais. Portanto, como qualquer marca está sujeita a isso, por que não se adaptar a esta nova realidade? Basta seguir as lições aqui colocadas que os riscos serão bem menores. Pense bem.

Artigo extraído do site CHMKT

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