Artigo escrito por Gustavo Rocha e publicado no portal O Gerente, portal Investidura e no portal do Shopping.

Recentemente publiquei um post onde expús a idéia de que para acertarmos no processo decisório, devemos agir conforme os cinco porquês:
O quê
Quem
Como
Porque
Onde

Recebi um contato solicitando uma sugestão, de como seria passar os cinco porquês num processo decisório de demissão. Aceitei o desafio e comento os cinco porquês de uma demissão:

Primeiramente vamos analisar o quê: Parece simples, afinal estamos falando de uma demissão, certo? Errado. Demitir é tão ou mais complexo que contratar. Se na contratação queremos a certeza de fidelidade, garra, continuidade e inovação do profissional, na demissão, temos que analisar o contexto em que este processo de demissão está relacionado. Comece com a seguinte pergunta: Ele está relacionado a situações ou pessoas? Se for em relação a situações que aconteceram, por exemplo, a perda de um prazo, o mais importante é verificar como isto aconteceu, ou seja, uma análise racional dos fatos e “erros” que podem ter levado a situação. Também se destaca que pode ser o primeiro ou o décimo quinto erro da mesma natureza… Bom, tudo isto deve ser levado em conta. Agora, se for em relação a comentários de colegas, ou situações de pessoas, faça uma análise racional da mesma e jamais caia no engodo de fazer uma análise emotiva. Sempre digo que quando usamos a razão em nossas decisões somente nos resta duas escolhas: Sim ou não. Tire as emoções e somente restará um sim ou não. Compreendeste o porque da complexidade?

Agora que entendemos a complexidade, vamos analisar o fator quem: Esta pessoa que está no processo demissional é quem dentro da empresa? Mais um advogado? Mais um estagiário? Mais um gerente? Se você pensa assim, cuidado. Em 99% dos casos em que pensamos se tratar de apenas mais um, percebemos que após a saída deste profissional as falhas apontadas pelos outros aumentaram, contudo não percebemos que a falta dele no trabalho também foi sentida. Não pela pessoa que ele representa, que no meu ponto de vista igualmente deve ser levado em conta, afinal uma liderança no trabalho – sendo a mesma positiva – tem o seu valor. Mas, porque normalmente não sabemos tudo que este profissional faz antes de demiti-lo. Simplesmente achamos que ele somente fazia prazos. Mas, somente aquele colega que trabalha com ele sabe que além de fazer prazos ele cuidava da agenda, preparava relatórios, solucionava problemas na impressora e a baixa produtividade dele era justamente por ter muitas tarefas adjacentes e não conseguia dar conta da principal. Se como consultor ganhasse por cada vez que enfrentei este tipo de situação em escritórios, ficava rico. Isto é tão comum, e pior, mais comum é a direção pensar que este funcionário é apenas mais um. Certifique-se de quem é esta pessoa realmente. Tarefas, contatos, etc. Quer uma dica? Ao invés de demitir sumariamente, converse longamente e peça para que ele te relate todas as atividades, verifique tarefas que estão em contradição, etc. Terás uma boa oportunidade de ver quem ele é.

Visto isto, temos o como: Mais uma vez indago: Parece simples, não? Se é contratado pela CLT, demite via CLT. Se associado, rescinde o contrato. Repito: Não é somente isto. Estamos em um momento em que o futuro depende das nossas relações sociais, o famoso networking. Se estiveres diante de um líder e este não esta mais servindo aos propósitos da empresa, demiti-lo é correto? Sim, óbvio. Mas, a forma, o como fazê-lo. Converse longamente sobre os objetivos e fatos que ocasionaram a saída. Informe a ele que a porta ficou aberta para conversarem, estreitarem negócios, etc. Este ex-funcionário pode ser o decisor de uma grande empresa amanhã. E vai se lembrar das lições de experiência que passaste neste momento de ruptura. Podemos não lembrar de muitas coisas, mas nunca esquecemos daqueles que nos apoiam em situações adversa. Mude sua forma de agir. Pense no como fazer. Tenho vários anos na área jurídica e muitos dos ex-estagiários que contratei, hoje me indicam a clientes. Porque? Porque confiam no trabalho que desenvolvi e desenvolvo junto a equipes e profissionais.

Este tópico é complexo: O porque: Neste quesito ressalto o aspecto que a decisão deve ser racional e nunca, em hipótese nenhuma, deve ser emocional. Devemos basear em fatos concretos, analisados, com a métrica do tempo, para tomarmos uma decisão escorreita. Ou seja, não é uma perda de um prazo que irá ocasionar numa demissão (até pode, mas igualmente não precisa ser), porque errar faz parte da vida do ser humano, e ver como sair do erro é que diferencia o profissional competente do profissional medíocre. Então, antes de formar a convicção do porque, monte uma espécie de dossiê administrativo deste processo de demissão, com fatos concretos, verdadeiros e sem emoções. Mais, antes de demitir, certifique-se que alguém da direção ou do poder decisório como gerente, supervisor, facilitador, etc, conversou com este funcionário alertando sobre as falhas que foram levantadas. Não permita que um bom profissional seja massacrado sem ter a chance de defesa. Lembre-se do adágio popular: “ninguém atira pedras no chão. Se estão atirando pedras, é porque esta pessoa está se sobressaindo”.

Onde: Não estamos apenas referindo ao local. Este tópico também deve ser analisado em relação ao tempo. Passei o processo demissional e cheguei a conclusão que sim, vou demitir. Mas, quando? Preferencialmente quando a empresa já tiver um substituto. A maioria prefere contratar após a demissão e isto faz contratações com pressa, sem análise de muitos requisitos, afinal a vaga está aberta, estamos “tapando buracos” e não temos como esperar. Então, porque demitiu com pressa? A análise tem que ser da direção. Ou seja, abrimos um processo seletivo, verificamos um profissional adequado e posteriormente demitirmos àquele(s) que não estão adequados ao perfil da empresa.

Ufa! Garanto que muitos devem ter pensado: Pensei que demitir fosse mais fácil…

Analise com cautela uma demissão e passe ela sob a ótica das cinco perguntas.

O resultado pode ser surpreendente…

Muito sucesso!!!

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Li hoje no Blog da advogada Daniella Costa – confira aqui – um post que referencia a LEXML, um projeto experimental do Governo Federal de um banco de dados para pesquisar legislação, jurisprudência, enfim, material jurídico.

Aliás, este Blog da Daniella pertence ao Projeto 701 Blogs Jurídicos, confira aqui.

Acesse o site e confira com seus próprios olhos.

Está ainda em fase experimental, mas promete ser uma ferramenta interessante…

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Muito se fala em crise, em queda de bolsa, em mercado. Nem sempre conseguimos ter a real noção do que está acontecendo.

Contudo, sabemos que o mundo mudou. Não restam dúvidas sobre isto.

Recentemente nos EUA, no blog do Larry Bodine, foi publicado um artigo que diz “A recessão mudará para sempre a profissão jurídica”.

No artigo ele nos brinda com sua opinião sobre a recessão e o mercado jurídico americano.

Leia o artigo na íntegra em inglês aqui. Ou acesse uma versão traduzida pelo Google Tradutor, aqui.

Ao meu ver, o ponto nevrálgico deste artigo e de outros sob o mesmo tema é um só: Valor.

Afinal, que valor?

O mercado antes tinha uma percepção e relação aos bens tangíveis e intangíveis diferente do que hoje está buscando consolidar.

Antes, os americanos cobravam $1000,00 (mil dólares) uma consulta. Esta realidade mudou drasticamente.

As pessoas tem avaliado melhor aonde investir, qual o resultado virá e como a concorrência trata a mesma situação, ou seja, pesquisa de mercado.

Cada vez mais precisamos buscar diferenciais de mercado, tanto em atendimento, conhecimento, eficiência, como em visão de soluções para o cliente (não na esfera jurídica exclusivamente, mas igualmente no negócio do cliente) entre outras idéias.

Leia um pouco mais sobre este tema aqui.

Agora responda com sinceridade: Você já pensou nas atitudes que irá tomar acerca deste assunto?

Pense.

Reflita.

Porém, sobretudo, aja!

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Conforme o saite Info On line, a maior condenação de crimes pela internet saiu esta semana, pelo crime de pedofilia on line na cidade de Uberaba/MG.

O condenado ainda poderá cumprir o regime semi-aberto, pois não houve comprovação do contato dele com as vítimas.

Uma decisão inédita que em conjunto com estas outras decisões provam que o Brasil está atento a esta realidade dura de crimes antes cometidos somente nos ditos como reais, agora também virtuais.

No nosso país, em recente pesquisa, 66% dos pais entrevistados admitiram vigiar os seus filhos na internet, conforme o portal G1.

Não basta vigiar e monitorar, tem que conversar, explicar, conversar novamente, enfim, educar.

Pitágoras já disse “Educai e não precisará punir os homens”.

Dito isto, reafirmo: Parabéns a inteligência da polícia brasileira que está persecutindo estes bandidos virtuais e aplicando-lhes o peso da lei.

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Justamente sobre este tema escrevi para o Jornal A Comarca neste mês.

Leia na íntegra este artigo no site www.bancadigital.com.br/comarca

Acesse outros posts sobre o ISO aqui.

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Recentemente no Blog do Larry Bodine (especialista em marketing nos EUA) foi publicado um post sobre uma revista americana chamada SUE, cujo lema é SUE – For a Woman Litigation, ou seja, SUE para mulheres advogadas.

Para ler o post original em inglês, clique aqui.

Para ler uma versão traduzida pelo Google, clique aqui.

O formato da revista é similar a algumas que temos no Brasil, ou seja, é uma revista eletrônica. Confira no Brasil duas revistas eletrônicas jurídicas em que sou colunista: Jornal A Comarca e o Guia do Advogado.

Destaco que pelo menos nos EUA, estão valorizando os destaques que o universo feminino possui. Somos iguais perante a lei, mas as mulheres possuem certos atributos que se bem valorizados são diferenciais interessantes e fortes.

Neste artigo escrito em Março deste ano, há uma ênfase interessante do domínio do universo feminino no universo de tecnologia no Brasil.

Para as mulheres leitoras deste artigo, conheçam o site brasileiro Bolsa de Mulher, que apresenta uma rede social (tipo orkut) exclusiva para mulheres, com assuntos interessantes (pelo menos pelo que está escrito na capa do site).

Fica a dica para os editores brasileiros escreverem sobre advogadas, juízas, promotoras, que também são  mães,  irmãs, tem casa, filhos e toda rotina que envolve a vida moderna.

Falar da sensibilidade e verdade que elas conseguem ver o mundo é um tema inesgotável.

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Sempre com o escopo de benefício a todos, o blog Gestão.Adv.br aderiu a campanha dos Voluntários On Line.

Veja nosso banner no lado direito do Blog.

Faça parte desta campanha você também!

Acesse – http://voluntariosonline.org.br/

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O Provimento 129 do Conselho Federal da OAB elaborado no final de 2008 foi publicado no dia 12 de Março de 2009.

Este provimento regulamenta a inscrição de advogados de nacionalidade portuguesa na Ordem dos Advogados do Brasil.

Acesse aqui para lê-lo na íntegra.

Irei destacar alguns pontos que entendo serem importantes:

Vamos analisar o artigo 1° deste Provimento:

Art. 1º O advogado de nacionalidade portuguesa, em situação regular na Ordem dos Advogados Portugueses, pode inscrever-se no quadro da Ordem dos Advogados do Brasil,
observados os requisitos do art. 8º da Lei nº 8.906, de 1994, com a dispensa das exigências previstas no inciso IV e no § 2º, e do art. 20 do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB.”


Ou seja, o advogado português não precisa fazer exame de ordem nem fazer prova do título estrangeiro revalidado no Brasil, bem como não se aplica ao advogado português a conduta incompatível com a advocacia.

Apenas isto já não se trata de uma vantagem ao estrangeiro em detrimento ao nacional?

Vamos analisar então o artigo 3° deste provimento:

Art. 3º O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil fiscalizará no sentido de que o princípio de reciprocidade de tratamento seja observado pela Ordem dos Advogados Portugueses, restando autorizada a Diretoria a suprimir ou acrescer exigências para seu atendimento, ad referendum do Conselho Pleno.

Então primeiro nós dispensamos o exame de ordem, concedemos benefícios e depois verificamos se os nossos advogados que vão a Portugal recebem o mesmo tratamento?

Não seria mais lógico tratar eles aqui da maneira que somos tratados por lá?

Não sou contra a globalização, bem como a vinda de estrangeiros ao país. Contudo, penso que eles devem ter as mesmas regras que nós temos aqui.

Mesmo que sejam advogados lá, deveriam submeter-se a um exame aqui. Como saberemos se eles conhecem a legislação brasileira e os conflitos com a legislação nacional versus internacional?

Pelo menos não se aplicam estas regras a sociedade de advogados (conforme artigo 9° do Provimento 129).

Você já pensou em como isto afeta o seu mercado?

Caso não tenha pensado, leia sobre a crise mundial e reflita: Se o mercado lá fora está em pleno declínio e temos no Brasil um mercado tido como emergente, somos ou não somos um mercado atraente para o estrangeiro?

E você continua esperando o cliente ir ao seu escritório?

Leia mais sobre Marketing Jurídico e utilize as suas ferramentas no escritório. Não espere mais. Como diz a música “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Mãos a obra!

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Um pensamento para iniciarmos bem a semana:

“Ser gerente é uma posição, ser líder é uma atitude. A palavra gerente pode constar no Curriculum, mas a liderança aparece na mente dos liderados quando decidem seguir o líder. O gerente atua das 9 às 17 horas, o lider durante as 24 horas. Os gerentes dirigem no trabalho, os líderes fazem isso na vida. Só há um caminho para liderar que é através do exemplo. Sempre existe alguém nos observando.”

Sérgio Silveira

Um excelente início de semana!

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Projeto 701 Blogs Jurídicos

O projeto de criarmos 701 Blogs Jurídicos está em pleno vapor! Já temos mais de 15 Blogs criados, mas precisamos de mais para chegarmos em Agosto com o projeto completo. Conheça mais sobre este projeto aqui.

Você não criou o Blog do seu escritório ainda? Leia mais sobre Blogs e Marketing Jurídico. Um Blog pode ser diferencial de informação e fixação de marca do seu escritório. Envolva-se neste projeto! Estamos a disposição para auxiliar!!!

Neste domingo obtivemos uma reportagem no Correio Brasiliense. Leia a reportagem aqui.

Forensepédia

Estamos recrutando pessoas nas mais diversas áreas do direito para colaborarem com o projeto da Forensepédia. Se você conhece bem alguma área do direito e quer colaborar conosco, será muito bem-vindo.

Eu coordeno a parte de Direito, Gestão e Tecnologia da Forensepédia. Conheça mais aqui.

Conheça mais estas ferramentas do universo jurídico e participe!

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